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As diferenças entre endomarketing e comunicação interna

Por Daniela Dalio

Endomarketing e comunicação interna ainda são comumente confundidos e, por muitas vezes, ainda interpretados como sinônimos. Apesar de terem como foco o mesmo público – colaboradores, existem diferenças entre os dois. Basicamente, a comunicação interna tem a finalidade de informar, enquanto o endomarketing tem o objetivo de engajar.

As estratégias de comunicação interna envolvem todas os canais que possam informar aos colaboradores as ações da companhia, como murais, jornais internos, intranet, TV corporativa, entre outros. Já o endomarketing prioriza ações que interajam com o funcionário, de modo a engajar, motivar, fidelizar, como campanhas, eventos corporativos, palestras, festas, e-mail marketing.

A importância de uma comunicação interna bem estruturada

Podemos dizer então que as diferenças estão nos objetivos e práticas de cada atividade. Enquanto a comunicação interna tem ações mais objetivas sobre informações institucionais, o endomarketing requer um planejamento muito maior, pois lida diretamente com a cultura de uma organização.

Uma ação bem elaborada de endomarketing vai fidelizar os profissionais e torna-los consumidores e defensores da marca. Também é uma ótima estratégia adotada pelas companhias para reduzir o turnover. Vale lembrar que a comunicação interna e o endomarketing são estratégias complementares e devem ser aplicadas em conjunto para que a companhia atinja resultados mais satisfatórios na comunicação com seu profissional.

 

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De que forma a comunicação interna pode ajudar no engajamento de funcionários

Por Filipe Andrade

Planejar a comunicação de uma organização não pode e nem deve ser pensar em algo apenas externo, direcionado apenas ao público final (consumidores), por exemplo. O público interno importa. E muito!

Afinal, de que adianta ter uma imagem positiva junto ao público externo, se ela não pode ser referendada pelos funcionários da organização? É esforço sem resultado.

O público interno é fundamental para a imagem da organização, pois eles são, de certa forma, porta-vozes da instituição que fazem parte. E a percepção deles tem muito a dizer.

Assim, para garantir que essa imagem seja positiva, a comunicação interna é imprescindível para, no primeiro momento, informar o colaborador. Lembre-se: ele PRECISA ser o primeiro a saber de qualquer novidade.

A comunicação interna tem, também, a função de engajar o colaborador. Funciona mais ou menos assim: ao informar, em primeira mão, algum novo produto, por exemplo, a organização valoriza o público interno e reforça nele o sentimento de pertencimento à organização. Precisa, portanto, ser estabelecida uma relação de confiança.

As ferramentas para uma comunicação interna efetiva são inúmeras: jornal mural, house organs, TV’s corporativas, informativos diários enviados por rede interna, programas de interação, etc.

Cabe ao gestor pensar em uma estratégia que seja mais adequada ao seu negócio, e com maior alcance, e desenvolver uma mensagem que vá ao encontro das necessidades do público.

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Produção de conteúdo customizado e inbound marketing

Por Alan Mariasch

Foi-se o tempo em que os grandes veículos detinham o monopólio da comunicação. Além disso, a tradicional publicidade, em que as empresas que desejavam aparecer para seus consumidores pagavam quantias fabulosas para veicular seus anúncios, começa a perder sua eficácia. Precisamos estar atentos para uma das principais tendências da comunicação corporativa para os próximos anos – a produção de conteúdo customizado.

Paulo Nassar, presidente da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), fala sobre o conceito da “guerra de narrativas”, que nos ajuda a compreender essa nova etapa da comunicação entre as organizações e seus públicos. Essa guerra, em suas palavras, é “como uma disputa contínua pela atenção das pessoas numa época de abundância de informação”. Isso eleva a comunicação empresarial a um patamar ainda mais estratégico: se num primeiro momento ela era usada com o objetivo de dar ordens aos funcionários e depois como maneira de ampliar as vendas, agora ela tem a missão de constantemente divulgar as narrativas com os valores da organização, dialogar com os diversos atores sociais e de legitimar o posicionamento da empresa, num mundo cada vez mais digital, interligado e complexo.

Nesse contexto, o inbound marketing ganha cada vez mais espaço, em detrimento do tradicional outbound marketing, muito mais caro e unilateral. O inbound marketing é uma forma de atrair clientes através da produção de conteúdo customizado e relevante, geralmente em formato de artigos para blogs, vídeos, newsletters, ebooks, newsletters, posts em redes sociais, etc – bem diferente da tradicional publicidade, que quase sempre buscou a venda imediata de produtos de forma invasiva. Afinal, compramos uma revista para ler suas reportagens ou ver seus anúncios?

O princípio do inbound marketing é atrair novos clientes aos poucos, primeiro oferecendo conteúdo original e de qualidade e dialogando com eles, para depois apresentar a empresa e seus serviços. O roteiro é atrair tráfego para o site da empresa (através de diversos mecanismos, em especial o SEO – search engine optimization), converter esses visitantes em leads, o que futuramente irá gerar vendas. Após conquistar o cliente, o trabalho continua, e ele mesmo pode transformar-se num divulgador da marca, compartilhando esse material interessante e dando continuidade a esse círculo virtuoso.

Para o trabalho de comunicação corporativa ser cada vez mais estratégico, precisamos estar sempre atentos às mais recentes tendências da sociedade e da tecnologia. Produzir conteúdo original, transformando as empresas em fontes de informação e entretenimento aos consumidores, é um dos caminhos para destacar-se num mundo complexo, dinâmico e cada vez mais competitivo.

* Alan Mariasch é executivo de contas na Race Comunicação.

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