Entrevista do mês: Alice Bonasio, diretora de comunicação do Mendeley e da Elsevier

Entrevista do mês: Alice Bonasio, diretora de comunicação do Mendeley e da Elsevier

Por Alan Mariasch

Alice Bonasio, diretora de comunicação do Mendeley e da Elsevier

Alice Bonasio, diretora de comunicação do Mendeley e da Elsevier

Alice Bonasio, diretora de comunicação do Mendeley e Elsevier, concedeu uma entrevista exclusiva ao Blog da Race, analisando o crescimento da importância da assessoria de imprensa na estratégia organizacional e também como empresas multinacionais podem comunicar-se de forma mais efetiva em novos mercados.

Brasileira radicada em Londres, Alice construiu sólida carreira na área de comunicação corporativa, com passagens por outras grandes empresas como a rede social Badoo e a editora Macmillan. Em seu trabalho, na área de comunicação corporativa, gerenciou o trabalho de assessoria de imprensa, realizado por agências terceirizadas, em diversos países ao mesmo tempo. Confira abaixo a entrevista na íntegra:

Blog da Race: O mercado da comunicação corporativa, e em especial o de assessoria de imprensa, tem crescido bastante nas últimas décadas no Brasil e no mundo. Porém, alguns gestores ainda estão um pouco cautelosos em investir na área. Como você avalia esse cenário?

Alice Bonasio: Isso acontece também em empresas na Europa e nos Estados Unidos, principalmente com empresas menores, nas quais existem muitas demandas diferentes para recursos que ficam “esticados”. Por isso, às vezes as atividades de comunicação são vistas como “luxo”. Mas essa é uma atitude errada, pois um investimento relativamente modesto em assessoria de imprensa pode assegurar que todo o trabalho investido no crescimento de uma empresa seja amplificado, e isso tem efeitos positivos não só em relação à imagem da empresa, mas também ajuda a atrair os melhores candidatos para trabalhar lá, e muitas vezes resulta em interesse da parte de novos clientes.

Blog da Race: Muitas empresas querem ter destaque na mídia, mas o espaço editorial é bem restrito. Qual é o segredo para uma organização ter sucesso no relacionamento com a imprensa?

 

Alice Bonasio: O “know-how” local é muito importante, pois jornalistas sempre trabalham com pouco tempo, então tendem a dar preferência a histórias que vem de pessoas com as quais já existe um relacionamento, confiança mútua. Para uma empresa multinacional como a nossa, isso significa ter um escritório e representantes no país, e/ou uma agência de confiança, que entenda o produto e possa representá-la frente aos editores e jornalistas, ajudando também a produzir materiais relevantes que serão de interesse para eles.

Blog da Race: O porta-voz é parte fundamental da estratégia de assessoria de imprensa. Como esse profissional pode ser treinado para as entrevistas? Que dicas ele pode seguir para ter um relacionamento positivo e transparente com os jornalistas?

Alice Bonasio: Com certeza, o porta-voz é a imagem encarnada da empresa, mas os melhores representantes para empresas não tem medo de mostrar sua própria personalidade também. Honestidade é algo que jornalistas apreciam, mas ao mesmo tempo, é muito importante saber as “regras do jogo” para não dar uma tropeçada e falar algo que não reflete bem a empresa. É nesse aspecto que uma agência pode providenciar um treinamento para dar mais confiança aos porta-vozes e evitar essas armadilhas.

Blog da Race: Durante sua carreira, você trabalhou tanto no Brasil como na Inglaterra. Você poderia fazer uma comparação entre esses dois mercados? Quais as diferenças e semelhanças da assessoria de imprensa nesses dois países?

Alice Bonasio: O modelo de assessoria de imprensa é o mesmo, porém a cultura local varia muito, então você pode ter uma situação onde a mesma história seria publicada com ângulos bem diferentes no Brasil e na Inglaterra. Voltamos à importância do conhecimento local, de ter bons relacionamentos com jornalistas, e usar tudo isso para personalizar as informações de acordo com seu público-alvo.

Blog da Race: Vivemos na Era da Globalização, e as empresas desejam se expandir para novos mercados. Como uma empresa global pode fazer para gerenciar o relacionamento com a mídia de diversos países ao mesmo tempo?

Alice Bonasio: Escolhendo parceiros de confiança que entendam a sua marca, seu produto, e seus usuários. Se você vai confiar em uma agência para representar sua empresa em um mercado, essa agência tem que ser uma verdadeira extensão da sua empresa.

Blog da Race: Um dos maiores desafios da assessoria de imprensa é a mensuração dos resultados e o cálculo do retorno do investimento. Que ferramentas você utiliza nesse caso?

 

Alice Bonasio: Às vezes é realmente difícil decidir como medir os resultados, pois às vezes o que uma empresa procura é ter um impacto positivo na percepção pública da sua marca, ou um melhor “sentimento” em relação a ela, e isso não se pode medir precisamente. Mas agências como a Race providenciam relatórios muito detalhados sobre o tipo de alcance atingido através de publicações em vários tipos de mídia, eventos, etc. Isso ajuda muito a demonstrar e quantificar esse tipo de impacto.

* Alan Mariasch é Assessor de Imprensa na Race Comunicação.

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Objetivos da comunicação interna

Por Filipe Andrade

Essencial em qualquer organização, uma boa comunicação interna vai além de informar o colaborador. Utilizá-la significa, ao mesmo tempo, levar conteúdos relevantes à equipe de forma a atingir todos públicos de uma empresa e estabelecer um canal que possibilite o contato e uma interação cada vez maior entre organização-colaborador.

Detalhadamente, apresentamos neste texto alguns dos principais objetivos levados em conta no momento de se contratar um serviço de comunicação interna, e seus benefícios.

1 – Informar: Oferecer conteúdos que agregam no dia a dia do colaborador é um dos principais objetivos de uma comunicação interna e um dos primeiros pontos a serem observados. A relevância e a forma como os conteúdos são apresentados vão determinar o impacto, positivo ou negativo, e a aceitação dos canais de comunicação interna.

2 – Acessibilidade: Quanto maior a organização maior a dificuldade em se estabelecer contato mais diretos, seja entre colaborador-colaborador ou colaborador-gestor. Portanto, a comunicação interna deve ser pensada também como uma ferramenta que possibilita a aproximação e contato direto mesmo que em setores diferentes, além de permitir que a equipe saiba de tudo o que acontece na empresa sem, necessariamente, precisar sair de seu local de trabalho.

3 – Engajar: Uma equipe bem informada pode ser um time alinhado e engajado, o que resulta em maior produtividade para a empresa. Isto se dá quando a organização se atenta à necessidade constante de integrar o colaborador a todos os fatos ocorridos e/ou decisões tomadas, por mais simples que sejam, transmitindo-os de forma transparente. Manter o funcionário alinhado à estratégia da empresa contribui para fortalecer a sensação de pertencimento à organização.

4 – Dar voz à equipe: Mais que um canal de informações institucionais, ferramentas de comunicação podem, e devem, estar abertas às sugestões dos colaboradores e, claro, atuar como uma forma de reconhecer os talentos da organização. Afinal, todo mundo também tem uma boa história para contar, o que pode contribuir para inspirar outras pessoas dentro da organização.

* Filipe Andrade é Assessor de Imprensa na Race Comunicação.

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Uma assessoria de imprensa é essencial no mundo online?

Por Núbia Neves

Segundo o Ibope, o Brasil possui mais de 105 milhões de internautas, além disso, somos o 5º país mais conectado do globo. Isso comprova que a população está cada vez mais online, ou seja, a importância da internet pode não só ser sentida no nosso dia-a-dia como também comprovada.

Mas como aplicar a ferramenta a favor da assessoria de imprensa?

Que os veículos online são importantes e relevantes, muita gente já sabe. Portanto, o trabalho de assessoria de imprensa deve estar cada vez mais voltado para estes veículos, obviamente, sem deixar de lado os importantes veículos impressos, rádios e tevês. Contudo, os veículos online têm uma particularidade, eles ajudam indiretamente a aumentar o fluxo nos sites dos clientes das assessorias de imprensa.

Quando a assessoria de imprensa consegue uma publicação do cliente em sites de alta, média e baixa relevância as palavras usadas nesse material começam a ser mapeadas pelas ferramentas de buscas de sites como o Google, por exemplo. Estes buscadores colocam em evidência os sites que têm ligações com publicações espalhadas pela internet. Dessa forma, se vários sites de alta relevância publicam matérias sobre determinada empresa, consequentemente, o site desta empresa e seu nome sobem na relevância do Google e outros buscadores.

Além disso tudo, se muitas matérias são publicadas com links de  um determinado site, são gerados backlinks que aumentam ainda mais a relevância do site nas ferramentas de buscas. Outro ponto importante é usar a ferramenta de Palavras Chave do Google para construir um release, assim o material poderá ser mapeado com muito mais eficiência e terá ainda mais relevância. Contudo, só o trabalho de assessoria de imprensa não é o ideal para subir a relevância em sites de busca. O ideal seria ter também produção de conteúdo, ou content market atrelado ao serviço de SEO. Importante também perceber que o trabalho de comunicação deve ser sempre integrado, não se apoiando apenas em um tipo de atuação. Deve se ter em conta marketing digital, gestão de redes sociais, publicidade online e outras ações de comunicação que a Race também faz.

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A produção de conteúdo customizado

Por Marianne Mitsui

O elevado nível de competição no mercado estimula o universo empresarial a se reinventar constantemente e a entender cada vez mais as necessidades dos consumidores, para que dessa forma o relacionamento entre a empresa e o público se estreite cada vez mais.

No que diz respeito à comunicação, além das mídias sociais como forma de aproximação do comprador, a produção de conteúdo customizado também é uma das ferramentas aplicadas pelas agências para fortalecer a imagem das empresas perante o público-alvo.

Para estreitar o relacionamento, a produção de conteúdo como os blogs corporativos, jornais murais e revistas internas é um processo eficiente na disseminação de informações e notícias de dentro da instituição para todos os seus stakeholders. Por isso, grandes marcas e corporações contratam agências de comunicação com o objetivo de elaborar conteúdo customizado voltado para o consumidor ou mesmo para o público interno.

Estas agências são compostas por jornalistas, relações-públicas, publicitários, designers, entre outros profissionais qualificados para produzir materiais sobre qualquer assunto, de qualquer área.

Desde blogs a revistas voltadas ao consumidor final, o conteúdo customizado é preparado tendo em vista os valores e objetivos da marca, a fim de transmitir às pessoas exatamente a mensagem desejada pela empresa.

* Marianne Mitsui é Assessora de Imprensa na Race Comunicação.

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O que é blog corporativo?

Por Bruno Uehara

Rápida e eficiente, a internet se consolidou como uma via indispensável para as empresas destacarem suas marcas e produtos. Além das redes sociais, outras ferramentas são utilizadas para aprimorar a estratégia de divulgação, como o blog corporativo. Utilizado como complemento do site oficial, o espaço é utilizado para atrair, fidelizar e interagir diretamente com consumidores.

Os blogs corporativos unem conteúdo jornalístico e marketing. Apesar de não serem um canal direto de vendas, eles podem ser utilizados para divulgar produtos de uma outra forma, através de matérias curtas que explorem técnicas de storytelling, por exemplo. Empresas dos mais diversos setores como Natura, Magazine Luiza, Nestlé e Odebrecht fazem uso dos blogs. Nas postagens, podem ser encontradas desde notícias de bastidores até o anúncio de novidades.

Entre as plataformas mais utilizadas para criar os blogs estão os populares WordPress e Blogspot. Gratuitos, ambos são didáticos e fáceis de administrar. Um pouco mais avançado, o WordPress oferece ainda uma cartela variada de plugins, que permitem desde a adição de botões para redes sociais até ferramentas que facilitam a criação de infográficos.

O próprio site da Race Comunicação possui um blog integrado que ajuda a aumentar o tráfego de visitantes ao site e que, muitas vezes, são potenciais clientes. “Com a criação do nosso próprio blog, que traz informações sobre nosso setor, aumentamos em mais de três vezes o número de acessos ao site da empresa”, explica o diretor da Race Comunicação, Rogério Artoni.

Esse crescimento no número de acessos trouxe também um aumento significativo nas vendas da empresa. “Quando iniciamos o trabalho em nosso blog, em 2013, nós recebíamos cerca de duas solicitações de proposta por mês. Hoje, o número saltou para cerca de oito solicitações por mês”, complementa o diretor.

Beneficiado pelo baixo custo e alto nível de alcance, o blog corporativo possibilita a interação dos internautas no espaço de comentários. Além de garantir uma relação mais próxima e pessoal, é possível receber o feedback do consumidor, seja ele positivo ou negativo. Esse contato se torna importante na fidelização do consumidor e no aumento de exposição da marca na internet, que se potencializa quando aplicadas as técnicas de otimização de busca (SEO) – capazes de aumentar a presença do blog em sites como o Google.

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10 dicas para um bom porta-voz

Por Rogério Artoni

Para ser um bom porta-voz é imprescindível compreender os anseios e necessidades da imprensa e dos jornalistas. Fazer um media training, treinamento de imprensa que prepara porta-vozes para dar entrevistas e faz simulações deste tipo de conversa, pode ser essencial para começar a falar com jornalistas e se tornar um representante da empresa perante a imprensa.

Assim, seguem algumas dicas importantes para os potenciais porta-vozes:

1 – Entenda a diferença entre assessoria de imprensa e publicidade

Para não cometer a gafe de achar que jornalistas recebem dinheiro para publicar uma matéria, é importante saber que assessoria de imprensa e publicidade não são as mesmas coisas. Entenda a diferença neste link.

2 – Tenha na ponta da língua as key messages de sua empresa

Você ainda não sabe o que é key messages? Então confira aqui. De qualquer forma você precisa saber muito bem a Missão, Visão e Valores de sua empresa. Além disso, pensar no assunto que está sendo tema da entrevista e como você pode “imprimir” as principais mensagens do seu produto ou serviço dentro de uma resposta. Assim, você vai estar alinhado com o plano estratégico da empresa e sempre saberá o que dizer.

3 – Converse com sua assessoria antes de uma entrevista

Ninguém melhor que a sua assessoria de imprensa para saber o que o jornalista espera de uma entrevista, quais os melhores caminhos para responder perguntas difíceis e também se vale a pena ou não atender a uma solicitação de imprensa. Então, converse com eles antes e, se possível, faça uma simulação da entrevista.

4 – Entenda para qual público o veículo é direcionado

Se o veículo para o qual você vai dar uma entrevista é direcionado para crianças, não pense em falar em termos super técnicos ou científicos. O mesmo vale para a situação inversa. Se você vai atender a um veículo específico do seu setor e sua fala é rasa, provavelmente, a entrevista não vai render uma boa matéria. Ou seja, adeque a sua linguagem ao público para o qual o veículo é direcionado.

5 – Esqueça termos técnicos e palavras rebuscadas

Palavras rebuscadas e termos técnicos não são aconselháveis na hora da entrevista. Atendendo um jornalista você deve ter uma linguagem clara e objetiva. Tenha em mente que uma entrevista é como uma conversa. Se for impossível formular uma frase sem evitar um termo técnico, explique o que ele significa. No jornalismo também temos os termos técnicos e não usamos com porta-vozes. Por exemplo: barriga, cabeça, nariz-de-cera, foca, lide, linha fina, retranca, calhau… então, evite os termos técnicos da sua área com os jornalistas.

6 – Sempre atenda os jornalistas

Mesmo que seja para uma negativa, sempre atenda os jornalistas. Não precisa ser necessariamente o próprio porta-voz, mas a assessoria de imprensa deve sempre, em todas as hipóteses responder todas às solicitações de imprensa. De modo algum o jornalista deve ser deixado de lado sem receber qualquer tipo de posicionamento. Se o pedido de entrevista for relacionado com algo negativo da empresa ou não for estratégico atender ao jornalista, não tem problema! É só pedir para a assessoria de imprensa enviar um comunicado dizendo que não será possível atender à solicitação.

7 – Informe-se sobre o assunto da entrevista

Antes de conceder uma entrevista, informe-se sobre o tema. Levante dados com seus assistentes ou outros departamentos de sua empresa e vá preparado para responder de forma clara sobre o assunto. Se você não domina o tema, é melhor ter outra opção de porta-voz treinado para atender casos específicos.

8 – Nunca dê entrevistas em Off

Caso não saiba, entrevista em Off (ou Off the record) é uma entrevista em que o gravador deve estar desligado ou em que o jornalista, por um acordo verbal com o porta-voz, não deve publicar a informação ou quem a concedeu. Contudo, isso fica apenas no verbal e ele pode sim publicar e dizer quem deu a declaração. Evite este tipo de entrevista ou esse modo de divulgar uma informação. Isso pode trazer transtornos e até mesmo processos para você e sua empresa.

9 – Trate os jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas da mesma forma

Cinegrafistas e fotógrafos são profissionais tão importantes quanto quem te faz uma entrevista. Pense neles como os responsáveis pela sua imagem perante o público. Então, se você tratar um deles mal ou mesmo não dar a atenção devida, eles podem não ter cuidados com a sua imagem e talvez publicar uma foto sua fazendo careta ou, ainda, dar um close no momento em que você coça o nariz.

10 – Seja rápido, coeso e claro

Não fique de rodeios para responder uma pergunta. Vá direto ao ponto e responda todas as perguntas feitas. Não é fácil explicar determinados assuntos, mas tente esclarecer da forma mais didática e coesa possível. O tempo médio de uma entrevista para rádio é um pouco mais longo que dois minutos, mas para televisão o tempo é abaixo dos 40 segundos. Então corra, seja claro e sempre se prepare para cada caso.

Bônus – Prepare-se

Treine com sua equipe de comunicação, faça simulações de entrevistas com o seu time, repasse tudo que pode ser perguntado. Preparação é fundamental numa entrevista. Caso queira se preparar com um especialista, entre em contato conosco, podemos te ajudar com isso.

* Rogério Artoni é Diretor na Race Comunicação.

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Para que contratar uma assessoria de imprensa?

Por Maira Manesco

O que é assessoria de imprensa, explicamos anteriormente. Também já comentamos qual a importância deste serviço para as empresas. Então, no post de hoje, vamos falar dos resultados que podem ser obtidos com o trabalho do assessor de imprensa.

Em primeiro lugar é essencial para toda e qualquer empresa, independente de porte e segmento, contar com o auxílio da assessoria de imprensa. Pois, diferente da publicidade, o espaço conquistado nos veículos de comunicação, por não serem pagos, se tornam melhor vistos pelos leitores, telespectadores e ouvintes.

Quando uma empresa contrata uma agência de comunicação, um dos seus objetivos é ser reconhecida. E com os serviços disponibilizados é possível conquistar a credibilidade da empresa, serviço ou produto por meio de matérias publicadas na imprensa, atingindo, assim, os principais stakeholders.

Ao decorrer dos trabalhos de assessoria de imprensa, o cliente, como chamamos a empresa contratante, começa a se tornar conhecido entre os meios de comunicação. Com isso, é possível conquistar publicações em grandes jornais, revistas, portais, emissoras de rádios e televisão, por exemplo, se tornando fonte de informação sobre determinados assuntos.

Com constantes matérias na imprensa, a empresa consegue fixar sua marca e mostrar a qualidade de seus produtos e serviços, aumentando, desta forma, a credibilidade entre seus consumidores. Isso também influencia no aumento da procura pelo que a empresa oferece, já que novos consumidores poderão surgir.

Para os jornalistas é interessante que a empresa esteja sempre atenta às novidades no setor em que atua para que possa falar com propriedade e apresentar ao público seu amplo conhecimento sobre o assunto. Quanto mais intenso for o trabalho da assessoria de imprensa para gerar publicações e transformar o cliente em porta-voz, mais matérias positivas serão veiculadas e desta forma impactará positivamente na receita da empresa.

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Glossario de media training

Glossário de Media Training

Por Rodolfo Zanchin

Assessoria de imprensa: sua principal tarefa é tratar da gestão do relacionamento entre uma pessoa física, entidade, empresa ou órgão público e a imprensa.

Audiência: Método para mensuração de pessoas impactadas.

Briefing: conjunto de informações sobre determinado assunto, projeto ou serviço.

Comunicado de imprensa: texto objetivo que relata o posicionamento oficial da empresa, pessoa ou entidade sobre determinado assunto.

Entrevista: conversa entre o entrevistador e o entrevistado em que perguntas são feitas pelo jornalista de modo a obter informações necessárias por parte do entrevistado.

Entrevista coletiva: reunião com os principais jornalistas-alvo com o intuito de informar de forma assertiva e estratégica o que a empresa deseja divulgar.

Espaço editorial: declaração de opinião de um editor sobre você e seu negócio. Além disso, um termo para a cobertura da mídia gerada pela equipe de notícia. Editorial é também um texto, feito pelo editor, que resume e comenta as matérias de uma publicação (normalmente em revistas).

Exclusiva: notícia, entrevista ou artigo de destaque que apenas um jornal, revista, rádio, site ou televisão pode publicar/apresentar. Normalmente, esse tipo de destaque é negociado previamente pela agência de assessoria de imprensa do entrevistado.

Fact Sheet: material trimestral, semestral ou anual de uma empresa com o objetivo de divulgar informações relevantes, como por exemplo: perfil, história, área de negócios e resultados de uma empresa, etc.

Fechamento:  momento em que os jornalistas estão produzindo ou revisando suas matérias e que serão reproduzidas em seus respectivos veículos de comunicação. Pode ser também o momento em que estão diagramando uma revista e “fechando” o material para enviar para a gráfica.

Fonte: porta-voz treinado e preparado para falar sobre determinado assunto referente a empresa.

Gerenciamento de crise: estratégia utilizada para minimizar impactos negativos na mídia, através da divulgação do esclarecimento da empresa de forma ágil e objetiva, visando eliminar eventuais polêmicas.

Key messages: palavra-chave ou frase que a assessoria de imprensa, a própria empresa ou o departamento de comunicação têm a intenção que seja retida pelo público.

Media training: simulações realizadas com o profissional, que é um porta-voz, para que tenha efetividade como um gestor de comunicação, embora seja líder em outra área. Diz respeito sobre como funciona a mídia e informações que os jornalistas buscam e quem são estes profissionais.

Meet and Greet: conhecido também por alguns profissionais como goodwill, é uma espécie de reunião realizada, geralmente de forma rápida entre fonte, assessor de imprensa e jornalista para propor pautas, conversar sobre a fonte e apresentar ideias ou pontos de vistas sobre possíveis matérias.

Notícia: texto informativo referente a um acontecimento sobre determinada situação relevante para o público de cada veículo.

Off: são informações fornecidas por uma fonte para um repórter e que, quando previamente acordado com os jornalistas, não pode ser publicada ou usada de qualquer forma.

Pauta: orientação que os repórteres recebem descrevendo que tipo de reportagem será feita, com quem deverão falar, onde e como. Pode ser também o enfoque sobre algum fato.

Porta-voz: representante de uma organização e que é uma fonte especializada disposta a comentar com a imprensa sobre uma questão pontual.

Press kit (Informações para imprensa): kit com informações específicas entregue aos meios de comunicação por uma empresa. Normalmente contém material base, fotografias, ilustrações, comunicados de imprensa e em alguns casos, brindes da empresa que está divulgando.

Press release: ou News Release, ou ainda, apenas Release é a forma escrita mais comum, usada em relações públicas, para anunciar notícias e informações sobre produtos, serviços, empresas, etc.

Q&A: documento que possui possíveis perguntas e prováveis respostas para muitos assuntos referentes a um assunto, projeto ou serviço da organização

Reputação: imagem do público em relação a uma pessoa, entidade ou empresa.

Stakeholder: conhecido também como público de interesse, é a parte que afeta, ou que podem ser afetadas pelas ações de uma organização.

Sugestão de fonte: é uma ferramenta de assessoria de imprensa na qual você oferece seu porta-voz para determinando mailing list de jornalistas.

Sugestão de pauta:  mensagem escrita para introduzir uma fonte ou ideia da história para um ou mais jornalistas.

Talking points: declarações sucintas que abordam pontos cruciais sobre determinado tema.

* Rodolfo Zanchin é assessor de imprensa na Race Comunicação.

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O futuro do press release

Por Rogério Artoni

O release, ou press release, ainda não vai morrer. Contudo, é importante uma atualização desta ferramenta. Enquanto nos Estados Unidos o Twitter é cada vez mais usado por assessorias de imprensa e também jornalistas, os profissionais brasileiros de ambas as áreas ainda não aderiram a esta rede social para este tipo de ação.

Uma pesquisa recente, realizadas nos Estados Unidos pela empresa de comunicação Greentarget, apontou que 45% dos jornalistas recebem mais de 50 releases por semana e 21% recebem pelo menos 100 comunicados de imprensa. O Brasil não está atrás, relatos de jornalistas apontam que muitos deles apagam releases sem nem mesmo abri-los. Então, qual é a solução?

Alguns caminhos já são conhecidos como envio de releases digitais com vídeos, galeria de imagens e mesmo áudio. Contudo, existem pontos importantes a serem discutidos. Um deles é o volume de releases enviados pelas assessorias de imprensa. Deve se ter em mente que este tipo de ferramenta, o release, deve ser usado com parcimônia e de forma estratégica.

Criatividade também é outro ponto. Pensar em listas como “10 dicas de …” ou “10 formas de…” é um bom jeito de atrair a atenção dos jornalistas. Galerias de imagens também são muito atrativas. Além dessas opções, o título é um grande responsável pela abertura dos releases, então, gaste tempo elaborando um título atraente e ao mesmo tempo informativo. Ele é a chave para a abertura do material.

Releases sem fotos têm menos chances de atrair a atenção do jornalista. Invista em imagens de boa qualidade e contrate um fotógrafo para montar um bom banco de imagens de sua empresa.

Lembre-se, o release é apenas uma ferramenta que irá provocar o interesse do jornalista no seu assunto. Ele não deve ter todas as informações possíveis inclusas. Deixe o que você tem de detalhes importantes para as entrevistas.

Vídeos podem ser ótimos aliados na divulgação de informações para a imprensa. Pense neles como uma ferramenta completa, com imagem, som e as informações sobre o tema que você quer transmitir.

Foco no número e direcionamento de jornalistas que você quer atingir. Não envie um material para uma lista de 10 mil jornalistas. Pense de forma estratégica e envie para aqueles que realmente se interessam sobre o assunto. Enviar um release sobre engenharia para um jornalista que cobre esportes pode ser um enorme “tiro no pé”. Pense nisso.

Usar redes sociais para divulgar informações para a imprensa também pode ser um novo caminho, mas talvez ainda não seja o momento no Brasil, pois os jornalistas ainda não utilizam essas ferramentas para se informar de novidades no setor. Além disso, algumas informações não são tão confiáveis nas redes sociais.

Se for o perfil de uma empresa ou de um órgão pode ser uma boa opção para também chegar a estes jornalistas.

Outro bom caminho é ter um blog conectado ao site de sua empresa, com informações relativas ao seu setor. A maior parte dos jornalistas busca por novos temas e notícias na própria internet e se você tem conteúdo produzido, ele irá te encontrar. Aliás, caso não tenha tempo para produzir conteúdo, contrate uma empresa para fazê-lo.

* Rogério Artoni é Diretor da Race Comunicação.

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O que é Fact Sheet?

Por Núbia Neves

O início de um trabalho de assessoria de imprensa não começa com publicações em veículos desejados. Antes disso, muito trabalho é preciso para que a agência escolhida esteja por dentro de tudo que a empresa deseja passar para a mídia, como deseja ser vista e quem pretende atingir. Para que todo o trabalho seja executado da forma mais assertiva possível, uma imersão na empresa é obrigatória antes do início das ações, e recolher todos os materiais importantes para ser usado como base é um dos primeiros passos a se dar.

O fact sheet, assim como preparar o boilerplate, definir stakeholders, montar Q&A, estruturar o cronograma, definir porta-vozes e aplicar o media training, entra na lista de pré-requisitos para iniciar o trabalho.  É nele que são elencadas todas as informações cruciais da empresa, como história, missão, visão e valores, número de funcionários, principais áreas de atuação, faturamento (se aberto), etc.

Na maioria dos casos, o fact sheet não tem mais do que uma lauda, apresentado as informações em tópicos, de forma clara e objetiva. Com esse documento pronto, bem estruturado e, claro, aprovado pelo cliente, todos os jornalistas que precisarem das informações sobre a empresa, receberão esse material e poderão utilizá-lo.

* Núbia Neves é assessora de imprensa na Race Comunicação.

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