Crise de imagem: ter uma visão holística nunca é demais

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Crise de imagem: ter uma visão holística nunca é demais

Entenda como o episódio Aberfan, de The Crown, vai além da ficção e contribui para o repensar ou a reformulação das estratégias de comunicação de crise de imagem

A crise de imagem não tem dia e nem horário para hora para acontecer, tão pouco, também não avisa quando deve percorrer os campos das lembranças e das citações. Segundo João José Forni, professor e autor do livro Gestão de Crises e Comunicação, “a crise quase sempre representa também um passivo de imagem, um arranhão na reputação. Esse passivo significa uma mancha na imagem das empresas, dos governos ou das pessoas.

Dependendo da dimensão, mesmo em crises bem gerenciadas, o impacto negativo pode ser tão forte que afeta definitivamente a reputação”.

A correta definição de Forni retrata precisamente o que as crises de imagem têm a possibilidade de causar a uma instituição, marca ou empresa. Mesmo tendo passado mais de 50 anos, após o desastre de Aberfan, a tomada de decisão da coroa britânica é contestada na série, causando uma certa repulsa para quem assiste o episódio, além de colocar em xeque a já desgastada reputação da família real britânica e da monarquia.

O impacto negativo da produção de streaming na realeza é tamanho, principalmente a 4ª temporada, que segundo informações do jornal The Times, o príncipe William considerou a série “profundamente intrusiva” e que dá uma “visão perversa e nojenta dos membros mais importantes da família real britânica”.

O desastre de Aberfan aparece no episódio intitulado com o mesmo nome do vilarejo, na 3ª temporada de The Crown, na Netflix. Ele é baseado na história verídica que ocorreu em 1966, no País de Gales.

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