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O que é uma foto-legenda?

Por Marianne Mitsui

A elaboração de fotos-legenda é uma atividade bastante eficaz para emplacar pautas nos veículos de comunicação. Entretanto, diferente de release, a foto-legenda tem como base uma foto ou mais, acompanhada de um texto explicativo sobre o assunto ou da descrição do conteúdo da imagem.

Assim, o texto é apenas um acessório para a foto, que é o elemento de maior destaque. A foto-legenda funciona tanto em jornais e revistas como em portais online, por ser uma maneira rápida e eficaz de transmitir informações. Desse modo, trata-se de um texto curto e objetivo sobre um fato qualquer, de fácil compreensão.

Em portais online é muito comum a publicação de galerias de fotos-legenda, algo que pode ser proposto ao jornalista na sugestão de pauta, caso haja mais de uma foto-legenda.

Em casos de jornais e revistas, normalmente há uma seção especial para as fotos-legenda, portanto é importante sugerir a pauta para a editoria correta e fazer um levantamento dos veículos que fazem largo uso de imagens, pois esses têm mais chances de emplacar a pauta.

Por fim, a foto-legenda é um meio dinâmico de comunicação que fornece opções e ideias diferentes para a produção de uma pauta, sendo ainda mais interessante aos olhos do jornalista.

* Marianne Mitsui é assessora de imprensa na Race Comunicação

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O que é uma sugestão de fonte?

Por Lívia Caixeta

A pauta está pronta, o assunto é o mais comentado no momento, mas falta alguém que sustente todas as informações que você já pesquisou. Você precisa de uma boa fonte!

Uma das grandes dificuldades dos jornalistas (principalmente!) é encontrar alguém que possa sustentar, com bons argumentos, a informação que precisa sair na próxima edição. O tempo, hoje, parece que passa mais rápido, o que torna este desafio ainda mais difícil. Como a comunicação organizacional pode ajudar?

Muitas vezes as assessorias de imprensa podem receber solicitações sobre temas relacionados a seus clientes, mas que não estavam na pauta daquele mês. Isso é bastante comum em tempos de informações velozes e altamente perecíveis. Desta forma, os porta-vozes de uma companhia devem sempre estar preparados para atender não apenas as demandas provocadas pela comunicação da companhia, mas também, aquelas que surgem no cotidiano. Assim ele será uma boa “sugestão de fonte”.

O bom porta-voz é aquele que sabe abordar assuntos relacionados à sua área de atuação e concede entrevistas como “pessoa física”, sem ter a obrigação de falar apenas em nome da empresa. Este tipo de ação agrega ainda mais valor ao trabalho de comunicação da empresa que representa e ainda estreita a relação com a mídia, que passa a vê-lo como uma fonte em potencial.

Além disso, uma ação como esta pode ajudar até a reverter uma situação de crise. Esteja, na medida do possível, disponível e torne-se uma fonte referência no seu segmento de atuação.

* Lívia Caixeta é Diretora da Race Comunicação

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Quando promover uma coletiva de imprensa

Por Núbia Neves

Mais importante do que a preparação de um bom porta-voz para uma coletiva de imprensa, é o tema a ser discutido. Essa ferramenta de comunicação com os veículos pode ser mal aproveitada se não for bem planejada. Por isso, é importantíssimo que as assessorias de imprensa saibam quando aconselhar a fazer ou não uma ação como essa.

Muito se fala sobre a redução das redações e o tempo escasso dos jornalistas. Parece mentira, mas não é! Hoje, o número de pessoas dentro de uma redação está mesmo menor, o número de jornalistas freelances maior e o tempo dos dois profissionais apertadíssimo. Por isso, para conseguir mobilizar o jornalista a participar de um encontro com um executivo de uma empresa, o assunto deve ser bem analisado e discutido, pois, caso o motivo não seja realmente atrativo, a ação pode ser um fracasso.

Importantes campeonatos esportivos obrigam os clubes a participarem de encontros com jornalistas; além desses, a anunciação de uma contratação importante também possibilita uma reunião com a imprensa. Já com as empresas, os motivos devem ser mais expressivos.

Outra forma comum e aconselhável de trabalhar um encontro com jornalistas está na esfera pública. Diversos motivos dão abertura para que um secretário, prefeito, governador ou, é claro, presidente, façam um pronunciamento aberto à imprensa. Todo caso deve ser analisado, porém, no âmbito público, a informação é sempre levada em consideração por um maior número de jornalistas.

Com grandes companhias, é possível trabalhar coletivas de imprensa caso haja mudança na direção, apresentação de executivo em um grande cargo, caso a companhia mude drasticamente sua estratégia e foco, caso tenha ocorrido alguma falha de produção ou acidentes de trabalho. Porém, mesmo dentro dessas opções, cada caso deve ser analisado com cautela e precisão.

* Núbia Neves é assessora de imprensa na Race Comunicação.

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O que é editorial?

Por Maira Manesco

Editorial é um artigo publicado na imprensa, ou seja, jornais, revistas ou sites e que possui conteúdo opinativo. O ponto de vista pode ser da empresa (veículo de comunicação) ou da redação (editor, colunistas) sem ter que cumprir com a obrigação jornalística de imparcialidade.

Como em qualquer matéria publicada, o editorial também possui o objetivo de informar, contudo não possui a obrigação de ser neutro ou indiferente, já que expressa a visão do autor sobre o assunto narrado.

Normalmente, os veículos reservam um espaço logo nas primeiras páginas para que seja publicado o editorial. Para destacar este conteúdo do restante das matérias, coloca-se uma borda ou, até mesmo, uma tipografia diferente das demais, deixando claro que aquele texto expressa uma opinião.

Em suma, o texto do editorial é dissertativo, crítico e informativo, porque desenvolve argumentos, expõe opiniões e relata um acontecimento, e estes pontos de vista se encarregam de transmitir aos leitores a interpretação dos fatos ocorridos.

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O que é um artigo?

Por Olavo Cassiano

Entre tantos termos da língua portuguesa, temos o “Artigo” como um que transborda significados. Comercial, jurídico, gramatical, acadêmico e até jornalístico, são as áreas onde perpassa para deixar um pouco mais complexo o seu entendimento. Mas vamos lá! O que é um artigo?

Entendemos o artigo, gramaticalmente, como a palavra que antecede o substantivo, que indica o gênero, podendo ser definido ou indefinido. Nos textos jurídicos, cada uma das divisões de leis, decretos e códigos, enumeradas ordinalmente também são consideradas como artigos.  Um artigo pode ser tanto cada objeto negociável, na área comercial, quanto um texto científico elaborado para demonstrar resultados de uma pesquisa acadêmica. E para o jornalismo? O que é um artigo?

Em jornalismo, artigo é um texto que expressa uma opinião, pode até informar, mas argumentar sobre algum posicionamento é o cerne do que deve ser apresentado neste tipo de texto. No artigo podemos encontrar críticas, confronto de ideias, análises e comentários sobre um determinado assunto, e até mesmo, humor e ironia.

Entre as características do artigo, temos: liberdade estrutural e de linguagem, variando de acordo com a intenção e o público-alvo do autor; o autor deve dominar o assunto para expressar a sua opinião (nos textos que encontramos por aí, o domínio não é regra, mas proporciona mais credibilidade); o texto deve ser assinado, indicando o autor e isentando o veículo das opiniões tratadas no artigo; um toque de persuasão, pode até não ser explícito, mas ao montar as suas ideias e apresentar em forma de texto, o autor tenta levar o seu público junto, “vender” uma ideia.

Quer expressar sua opinião, mas não é jornalista? Tem uma posição definida quanto aos assuntos polêmicos da nossa sociedade? Domina alguma área e gosta de escrever textos? Se sim para essas perguntas, escreva um Artigo!

* Olavo Cassiano é assessor de imprensa na Race Comunicação

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A sua comunicação é operacional ou estratégica?

Por Alan Mariasch

Dizer que a nossa sociedade mudou nos últimos 50 anos não é novidade. Todos estão cientes das transformações políticas, econômicas e sociais das décadas recentes: Guerra Fria, dissolução da União Soviética, ditadura e redemocratização no Brasil, avanços da medicina e da tecnologia, disseminação da internet, globalização, etc. Mas e a comunicação da sua organização? Ela também evoluiu junto com o mundo ou ficou parada no tempo?

Nos anos 50 e 60, a comunicação das empresas era quase que exclusivamente operacional e elas não se preocupavam tanto com o ambiente externo. O foco era no produto e na linha de produção. Mas essa mentalidade foi mudando aos poucos, especialmente pelo fato de que os consumidores cada vez mais começaram a buscar pelos seus direitos. Isso fez com que as empresas passassem a se preocupar mais com sua imagem e reputação.

Nesse novo cenário, que começou a se delinear entre as décadas de 70 e 80, as empresas começaram a perceber a importância de se relacionar de forma positiva e transparente com seus diversos stakeholders (imprensa, governo, fornecedores, etc) e não apenas com clientes e colaboradores. Dessa forma, a comunicação foi aos poucos deixando de ser uma mera ferramenta operacional e transformando-se numa área estratégica das organizações, especialmente em mercados cada vez mais competitivos, complexos e instáveis como os atuais.

Portanto, podemos dizer que ações isoladas de comunicação, que não tenham métricas mensuráveis, nenhuma relação com os objetivos organizacionais e sigam o padrão das décadas passadas, estão com os dias contados. Se uma organização realmente deseja se destacar no mercado, ela deve enxergar no seu departamento de comunicação um dos seus maiores aliados. E por sua vez, cabe ao gestor da área ter uma visão multidisciplinar, aliando seus conhecimentos específicos com noções de Administração, Antropologia, Economia, Sociologia e até Psicologia. Esse é um dos caminhos para transformar a sua comunicação em estratégica e alinhada com as demandas do mundo contemporâneo.

* Alan Mariasch é assessor de imprensa na Race Comunicação

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O que é uma coletiva de imprensa?

Por Núbia Neves

É comum na ficção assistirmos filmes que possuem alguma cena em que jornalistas se reúnem em uma sala e fazem perguntas atrás de perguntas para entrevistados que estão passando por alguma crise. Além da ficção, outra ocasião em que comumente nos deparamos com as coletivas de imprensa é no futebol: jogadores e técnicos sentam-se em frente de um número consideravelmente alto de jornalistas e são “metralhados” com perguntas a respeito de um jogo ou sobre alguma informação específica. Os dois exemplos representam bem, de forma teórica, o que é uma coletiva de imprensa.

O intuito dessa ferramenta é reunir os principais jornalistas-alvo e informar de forma assertiva e estratégica o que a empresa deseja anunciar. Durante a fusão de empresas, anúncio de novo presidente, uma crise, novo rumo da companhia, etc, promover uma coletiva de imprensa pode ser um ótimo caminho para otimizar o tempo que diversas entrevistas tomariam, além de proporcionar disseminação da informação para mais de um veículo.

Normalmente, essa ação é elaborada para grandes anúncios, pois, com o tempo escasso que os jornalistas têm, deslocá-los das redações é um trabalho árduo e que, muitas vezes, não é bem sucedido quando o encontro não tem um motivo relevante o suficiente para acontecer. Por esse motivo, é essencial que a assessoria de imprensa, juntamente com a área de comunicação da empresa e seus diretores se reúnam e discutam a melhor estratégia para informar sobre cada assunto.

Algumas vezes a supervalorização da notícia pode tornar a ação um fracasso. Por esse motivo, é essencial que as áreas ajam com alinhamento e estratégia para uma decisão assertiva que pode ser, ou não, a coletiva de imprensa.

* Núbia Neves é Assessora de Imprensa na Race Comunicação.

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Que tipo de informação pode virar notícia?

Por Lívia Caixeta

Nem tudo o que acontece dentro de uma empresa é notícia. Nem tudo o que imaginamos ser relevante é de interesse público, ou mesmo interessante aos veículos de imprensa. A análise para entendermos por que determinado assunto é noticiável e outro não exige que tenha-se conhecimento prévio a respeito das rotinas das redações.

No livro, “Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia”, Jorge Duarte comenta:

“O problema é que nem sempre o que sai na imprensa é o mais importante, do ponto de vista do interesse público. Muitas vezes, o interessante, mesmo que desimportante, merece mais espaço do que o importante, taxado de desinteressante” (DUARTE, Jorge, Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia, 2ª edição, Pág. 107)

A prospecção das informações de uma companhia está intimamente ligada a seu planejamento estratégico de comunicação. E este, por sua vez, precisa estar atento ao contexto social e econômico ao qual a empresa insere-se. É preciso ainda ter ciência, e estar preparado, para os desdobramentos que determinada informação venha a ter. Por isso, é preciso cautela ao divulgar dados de crescimentos (vendas, produção, expansão, etc.) e atentar-se ao contexto socioeconômico em que essa notícia será publicada.

Desta forma, em mais uma referência de Duarte, precisamos sempre refletir sobre a “importância” e o “interesse” na divulgação de notícias na imprensa.

“Compreender a diferença entre interesse e importância é o primeiro passo para conseguir entender o funcionamento de uma redação” (DUARTE, Jorge, Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia, 2ª edição, Pág. 107)

Também precisamos estar preparados para as negativas. Uma maneira de evitar que determinado assunto se perca é inseri-lo em um contexto “frio”, ou seja, que tenha uma “validade” prolongada. Assim, consegue-se um intervalo de tempo maior para o contato com as redações que podem se interessar pelo material em questão.

“É comum ouvirmos de um jornalista a frase: “o assunto é importante, mas não tem espaço no jornal para isso” Ou seja, não adianta apenas que o acontecimento seja importante, é fundamental que ele seja noticiável, do ponto de vista do interesse do jornal” (DUARTE, Jorge, Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia, 2ª edição, Pág. 114)

Outro aspecto muito importante no momento de enviar uma informação é a avaliação a respeito da linha editorial dos veículos focos:

“Cada redação de cada veículo guarda características próprias que tornam quase impossível um trabalho de aproximação da realidade” (DUARTE, Jorge, Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia, 2ª edição, Pág. 119)

* Lívia Caixeta é Diretora da Race Comunicação

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O que é briefing?

Por Maira Manesco

Briefing é um termo em inglês para dossiê ou coleta de dados. A ferramenta é muito utilizada nas áreas de administração, Relações Públicas, design e publicidade.

Com o briefing é possível criar o roteiro de soluções que o cliente busca, é como mapear o problema e obter pistas para as respostas. Por se tratar de um conjunto de informações sobre determinado assunto ou projeto, ainda auxilia no desenvolvimento pleno de um bom trabalho.

Em geral, o documento apresenta características referentes a um produto ou serviço. Existem algumas características gerais que todos os briefings seguem, são elas: objetivos, público-alvo, detalhes da ação e prazos.

* Maira Manesco é Assessora de Imprensa na Race Comunicação.

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O que é uma nota de esclarecimento?

Por Marianne Mitsui

Quando organizações ou figuras públicas ficam expostas a escândalos, cenários de crise ou acusações, a imprensa é ágil no compartilhamento da notícia. Por isso, o gerenciamento de crise é importante na definição da imagem da empresa ou entidade.

Visando amenizar os impactos negativos na mídia, a primeira atitude a ser feita pela assessoria de imprensa é a elaboração da nota de esclarecimento. Trata-se de um documento que pretende explicar a situação em pauta, desculpar-se por falhas ou responder a acusações, a fim de amenizar o retrato desfavorável da organização na mídia.

Quanto mais humilde é a conduta de uma nota de esclarecimento, maior será a consideração do público como resposta. Portanto, o teor de simplicidade é importante no momento da formação da nota. A nota de esclarecimento pode ser veiculada em qualquer meio de comunicação.

* Marianne Mitsui é Assessora de Imprensa na Race Comunicação.

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