Notícias

Processos para despertar a criatividade

Processos para despertar a criatividade

Quem trabalha com desafios criativos sabe a importância de estabelecer processos para a despertar a criatividade no dia a dia. Embora isso seja essencial para o andamento do trabalho e o cumprimento de prazos, sabemos que a criatividade e a inspiração passam por desafios e bloqueios mentais. Afinal, quem nunca precisou escrever um texto, ou criar uma arte publicitária, e ficou por minutos – e até horas – encarando a tela do computador, em busca de uma luz? Por isso, precisamos de algumas técnicas para hackear a nossa criatividade.

Poucos sabem que o processo criativo começa muito antes de começar a escrever ou desenhar. Mentes criativas precisam ser estimuladas. Tudo o que recebemos do ambiente externo tem muita influência na organização de tarefas e no surgimento de ideias, das mais banais até às mais inovadoras.

Para isso, precisamos sair da rotina que estabelecemos diariamente, começando com pequenas ações, como fazer um caminho diferente para o trabalho, ir a lugares novos, experimentar um novo prato, meditar ou começar um hobby que você sempre adiou. Partindo para ações que envolvam um tempo e investimento maior: viajar, aprender uma nova língua, fazer um curso. Tudo isso contribui para que a mente se mantenha ativa e pense “fora da caixa”, como muitos gostam de falar.

Perfis corporativos: 5 dicas para acertar nos Stories do Instagram

No entanto, quando o deadline está estourando, a conversa é outra. O prazo é curto, a missão é trabalhosa e a inspiração não vem. Não saber por onde começar é muito comum – como dito anteriormente, nosso cérebro gosta da inércia. E é isso que devemos quebrar em primeiro lugar para desenvolver processos para despertar a criatividade.

Uma dica para esse momento é: comece, sem se importar com o que está criando. Escreva as primeiras palavras que vem à mente, sem se importar se fazem algum sentido (como a técnica de cut up, utilizada por músicos famosos como David Bowie e Kurt Cobain). Depois, junte as frases e transforme-as em parágrafos, ajustando e aperfeiçoando os detalhes do texto, dando sentido a ele.

Outro hack que podemos utilizar antes de começar ou quando estivermos no meio do processo criativo é buscar referências. Roube. Sim, roube! Mas não faça igual. Roube aquela ideia que você achou genial e a transforme em algo melhor, adaptado para a sua realidade. Mantenha uma pasta em seu celular, computador ou no próprio Instagram com suas referências. Afinal, boas ideias são a melhor fonte de inspiração.

A terceira dica é: olhe o problema de fora. Esse é motivo para os famosos brainstorms das agências envolverem, na maioria das vezes, pessoas que não estão envolvidas com a conta. Quando você sai da perspectiva de pessoa inserida no contexto fica mais fácil desenvolver novas estratégias e caminhos para a solução. Quanto mais incorporamos esse modus operandi e pensante no cotidiano, fica cada vez mais fácil deixar a imaginação e a criatividade fluir. E você, o que costuma fazer para fazer da criatividade um processo?

Por Bárbara Christan

Gostou do artigo?
Leia mais

Perfis corporativos: 5 dicas para acertar nos Stories do Instagram

Por Bruno Uehara

Lançada há pouco mais de dois anos, a função Stories do Instagram não parecia tão promissora logo de início. A atualização do aplicativo, que trazia grandes mudanças de layout e funcionalidade, era considerada uma cópia descarada do Snapchat. A medida para bater a concorrente funcionou e, desde então, o Instagram investe em novos atrativos para os usuários, como boomerang, GIFs, enquetes e filtros de realidade aumentada.

De acordo com o Facebook, empresa que controla o Instagram, os Stories contabilizam acessos diários de aproximadamente 500 milhões de pessoas no mundo, o que significa metade da base cadastrada. Os números impressionam, mas quando se trata de perfis corporativos, os posts efêmeros – que ficam disponíveis somente por 24 horas – não parecem tão atrativos. Contudo, ao contrário do que muitos pensam, pesquisas provam justamente o contrário.

Dicas para melhorar perfis corporativos no Instagram

Confira abaixo 5 dicas para acertar nos Stories do Instagram:

  • Segundo a Infobase Interativa, mais de 60% dos anunciantes brasileiros pretendem aumentar os investimentos em publicações nos Stories em 2019, pois geram rápido engajamento e permitem maior alcance através de marcações, hashtags e localização. A ferramenta deve ser aproveitada ao máximo, com transmissões ao vivo e atualizações frequentes nos posts.
  • Usuários visualizam, em média, até 7 Stories por perfil. De acordo com pesquisa da empresa americana Buffer, especializada em marketing digital, as taxas de abertura caem 70% após essa marca. É importante desenvolver estratégias de marketing digital que possam aproveitar esse espaço de forma criativa para não perder engajamento.
  • Contas corporativas não precisam, necessariamente, de superproduções gráficas nos posts. Textos curtos e imagens minimalistas podem ser mais eficientes do que vídeos com efeitos profissionais de edição. Os usuários que visualizam Stories querem conteúdo prático e rápido para ser consumido.
  • O horário comercial tem tudo a ver com os melhores períodos de publicação. Grande parte dos usuários acessa os Stories em quatro principais momentos: ao acordar, a caminho do trabalho, durante o almoço e quando chegam em casa. Segundo a Buffer, as faixas de horário com maior potencial de impacto são: 4h-6h, 8h-10h, 12h-14h e 20h-22h.
  • Vai planejar uma série de posts nos Stories? Então a primeira publicação precisa ser a que mais atrai atenção. Parece óbvio, mas as maiores taxas de desinteresse se encontram no primeiro post. Para manter engajamento, é importante criar “links” com postagens complementares, estimulando a interação com os seguidores por meio de enquetes, por exemplo.
Gostou do artigo?
Leia mais

Comunicação intercultural: como se conectar com diferentes mercados?

Por Thamyris Barbora

Jogue a primeira pedra quem nunca teve uma mensagem interpretada de maneira equivocada por alguém. Diferentes experiências, linguagens, referências e costumes, geralmente, são os causadores de mal-entendidos assim. E se isso já acontece com pessoas que compartilham a mesma cultura e idioma, imagine em uma comunicação intercultural.

Pensando em uma relação entre empresa e clientes de outras nacionalidades, é muito importante que haja uma conexão verdadeira para a comunicação eficaz. Por isso, uma imersão nos costumes dopúblico-alvo é fundamental. É o caso da marca europeia de cosméticos, Vitaker. Sediada no Reino Unido, a empresa utiliza a tecnologia e recursos brasileiros para manufaturar produtos que são vendidos no leste europeu.

Dirigida por Priscila Pereira, a Vitaker conta principalmente com profissionais brasileiros para desenvolver fórmulas para os cabelos de russas, romenas e lituanas – três das principais consumidoras da marca no mundo. O contraponto é que, enquanto no Brasil muito se fala em assumir as madeixas encaracoladas, no leste europeu o momento é de alisar. Por isso, entender o momento de cada um é tão necessário para a aproximação com o público e sucesso da marca.

Comunicação integrada: redundância do século XXI

Para mais engajamento nas ações, algumas dicas podem ajudar a entrar no universo desse consumidor(a). Veja abaixo algumas ideias para estreitar essa relação:

Idioma na ponta da língua

Esse é o primeiro e um dos mais importantes passos para chegar ao seu cliente estrangeiro. É preciso não apenas dominar, mas estar sempre informado sobre expressões e até gírias mais adequadas para o mercado que se deseja alcançar. No blog da Vitaker, com conteúdo todo em inglês, é primordial se apropriar de expressões típicas do mundo da beleza. Confira as “beauty tips” da marca!

Imersão cultural

Hábitos alimentares, rotina, política, tradições e tudo o que for possível saber sobre o público-alvo ainda será pouco. Um mergulho na cultura é o único caminho capaz de fazer com que você chegue até seu cliente. Entenda como se portar e pensar como um deles para que sua empresa seja conhecida e reconhecida. Não adianta falar sobre cuidados com os cabelos no verão para pessoas que vivem a maior parte do ano com temperaturas na casa dos 5°C.

Não sabe? Pergunte!

Pesquise não só na internet, mas procure conversar com pessoas reais. Clientes e não-clientes. Peça feedback sobre os conteúdos. Só com a ajuda dessas pessoas será possível entender a fundo algumas questões culturais. E, nessas horas, as redes sociais podem ajudar muito. A Vitaker é uma marca engajada com seu público tanto no Facebook quanto no Instagram. Lá, são compartilhadas as experiências de usuárias, dicas de produtos e opiniões gerais para o direcionamentos da comunicação.

 

 

Gostou do artigo?
Leia mais

Comunicação e confiança

Por Luiz Gaulia

Comunicação e confiança

Imagem: divulgação/Instagram Cirque du Soleil

A confiança é um estado de espírito. Um jeito de encarar a vida de forma positiva. Aberto ao outro enquanto uma possibilidade de soma. Empreendedores e fundadores de grandes negócios (pequenos também) são pessoas que confiam. Acreditam no seu talento individual, acreditam no seu produto, serviço e acreditam nos seus sonhos. Esses realizadores são como um farol a iluminar o caminho, a orientar pessoas e clientes pelos mares do mercado. A abrir fronteiras e fazer coisas extraordinárias, impensáveis para muitos.

Uma das melhores imagens para ilustrar a confiança é a de dois trapezistas soltos no ar. Ficamos abismados com sua sincronicidade e sua absoluta confiança mútua. Os riscos dessas manobras são altíssimos. Desde um ferimento grave, até a morte. O fim. As empresas e as marcas também vivem essa questão, todos os dias. Posso confiar nos meus colaboradores? Eles estão engajados de fato ou só da boca pra fora? Posso confiar no meu fornecedor? Posso confiar no meu diretor? Ele vai cumprir os prazos acordados? Posso confiar no governo? Nos bancos? Posso confiar em meus sócios?

Enquanto comunicador empresarial e professor eu só posso abraçar a ideia da confiança através da capacidade de diálogo. Capacidade e comprometimento com a verdade transmitida pelas palavras. As empresas e as marcas sabem dialogar? Querem dialogar de fato e construir vínculos de confiança? Vínculos de longo prazo? Eu acredito que esta é a maior contribuição de uma área de comunicação: fortalecer vínculos através de diálogos com múltiplos stakeholders. De forma estratégica, inteligente e transparente. Não existe confiança se um dos lados se baseia na mentira como estratégia de negócio. Se promete alguma coisa, mesmo sabendo que não vai cumprir sua promessa. O pior dos mundos é encontrar empresas dentro das quais o sarcasmo e a hipocrisia tomou conta do ambiente e as pessoas não falam a verdade.

Quais os principais problemas que a falta de comunicação interna pode trazer?

A confiança é a base de negócios sustentáveis, de marcas que se perpetuam por gerações no mercado. E todas elas sabem não apenas informar seus públicos de interesse, mas sabem se comunicar. Sabem realmente conversar, como dois grandes amigos quando se encontram. A conversa reduz riscos pois aproxima pessoas para se conhecerem, antes de firmar compromissos.

Imaginem, se esses dois trapezistas da foto não conversarem? Na sua empresa pode ser diferente?

Comente este texto, quero saber o que você achou. Um abraço e obrigado pela sua leitura.

Gostou do artigo?
Leia mais

Race Entrevista Kelly Fusteros, relações-públicas e coordenadora de Comunicação da Allianz Partners Brasil

A comunicação interna é um departamento planejado e com escopos determinados para que haja a interação entre a empresa e seus colaboradores. Com ela, é possível aprimorar os relacionamentos e aumentar a produtividade, o engajamento e, até mesmo, os resultados financeiros de uma organização.

E por isso, o post de hoje traz uma entrevista exclusiva com a relações-públicas e coordenadora de Comunicação da Allianz Partners Brasil, Kelly Fusteros. Com mais de oito anos de experiência profissional, Kelly acompanhou as mudanças no comportamento das empresas, principalmente a preocupação com o bem-estar e o bom convívio dos colaboradores.

A comunicação interna assume um importante papel nas empresas que prezam por um ambiente profissional agradável.

Nessa entrevista, você entenderá o importante papel da comunicação interna nas empresas. Confira como foi!

Race Comunicação: Qual é a importância da comunicação interna para a empresa?

Kelly Fusteros: Toda organização é composta por pessoas e são elas que, trabalhando em conjunto, levarão a empresa a alcançar suas metas e resultados. O primeiro objetivo da Comunicação Interna é informar os colaboradores sobre o que acontece na empresa e oferecer conteúdo que possa agregar nas atividades diárias. Em um segundo momento, a comunicação interna tem o poder de atuar na cultura organizacional, na disseminação das metas e objetivos e no engajamento dos colaboradores.

A comunicação interna, quando atua de forma estratégica próxima à diretoria, extrapola os limites de apenas levar informações. Ela engaja o colaborador, fazendo-o sentir-se parte de uma “família”, de algo a mais, de ver sentido em suas atividades, a ligação delas com as metas, a ponto de transformá-lo em um influenciador interno e embaixador da marca. A comunicação interna leva transparência, passa um discurso único e deve ser sempre de duas mãos, ou seja, alta diretoria para colaboradores e vice-versa, ajudando, assim, a mitigar os rumores e notícias falsa dentro da organização.

RC: Como pensar em ações estratégicas para esse público?

KF: Primeiramente é importante conhecer os colaboradores analisando desde dados quantitativos (quantidade de colaboradores, porcentagem de homens e mulheres, idade, região em que moram, quantos são de líderes, turnover, porcentagem de colaboradores da área administrativa e da área operacional, entre outros dados) quanto informações qualitativas (pesquisa anual, escuta ativa nos corredores ou refeitórios, grupos de discussão, visita às áreas, reunião com pontos focais, etc.). Com estas informações, os profissionais da área de Comunicação Interna poderão traçar um perfil dos colaboradores e como deve ser a abordagem: se os colaboradores são mais jovens, os canais de comunicação e as ações propostas poderão utilizar uma linguagem mais despojada, leve, com visual mais próximo ao que este público consome externamente, como memes e vídeos; se os colaboradores são da área jurídica, por exemplo, é importante conhecer as terminologias e processos; se o turnover é alto, é necessário trabalhar com frequência as mensagens-chaves, pois a rotatividade de pessoas impacta na cultura e engajamento.

Uma dica é criar uma persona, que é a representação simplificada de seus colaboradores, um personagem que ajudará a comunicação a compreender melhor quem é o colaborador e do que ele precisa.

A partir destes pontos, a Comunicação Interna deve basear seu planejamento nas metas e objetivos da companhia e em como transmitir essas informações à persona de forma eficaz, considerando suas características, desejos e anseios, e engajando-o para que colaboradores e empresa caminhem em uma mesma direção.

RC: Você acredita que as organizações fazem uso correto da comunicação interna para melhorar o relacionamento entre os colaboradores? 

KF: Hoje em dia, acredito que as empresas estão utilizando a comunicação interna para criar um relacionamento e estabelecer um elo afetivo e interações entre a marca empregadora e os colaboradores.

Entre as próprias áreas, a comunicação interna pode ajudar na quebra dos silos, promovendo ações e campanhas de interação e colaboratividades, como uma revista ou jornal interno, em que colaboradores entrevistam e criam conteúdos de outros departamentos; campeonatos esportivos; grupos de corrida; aulas de canto ou teatro; ações voluntárias; etc.

Comunicação interna para millennials

RC: Por que a cultura da adoção de ações de comunicação interna demorou a ser incorporada pelas empresas de médio e pequeno porte? 

KF: A comunicação é inerente a toda e qualquer organização. Ela existe no dia a dia e a grande diferença é a empresa se apropriar dela de forma oficial ou não.

Ter uma boa comunicação se tornou essencial para qualquer organização, visto que os profissionais estão cada dia mais procurando locais de trabalho que possuam um ambiente saudável, estão mais preocupados com seu bem-estar, com a valorização de seu trabalho, são mais críticos quanto ao desempenho das organizações e sua transparência.

As empresas de médio e pequeno porte demoraram para compreender a comunicação interna como uma ferramenta que iria ajudá-las a ter mais sinergia para alcançar seus resultados e integrar os colaboradores. Muitas vezes, estas organizações são de estrutura familiar, o que pode ter uma resistência ainda maior para a implantação de uma comunicação de mão-dupla.

RC: Quais são os principais entraves que dificultam uma comunicação interna eficaz?

KF: A falta de participação estratégica nas decisões da alta diretoria é o maior desafio, ao meu ver. A direção da empresa precisa ter uma visão clara do importante papel e valor que a área de comunicação interna possui, envolvendo-a nos momentos de decisão.

Baixo investimento e tecnologias ultrapassadas é o segundo maior desafio. A criatividade é inerente aos profissionais de Comunicação, porém ter orçamento para investir em ações de engajamento e de reconhecimento, por exemplo, pode ser o diferencial para mudar a cultura organizacional. Também é importante investir em canais mais modernos, como intranet e TV Corporativa, com layouts mais atrativos, intuitivas e de fácil atualização.

RC: Quais os benefícios que uma comunicação interna pode trazer para a organização?

KF: A Comunicação Interna eficaz traz melhores resultados financeiros para a organização, pois aumenta a produtividade e o tempo de permanência dos colaboradores na companhia, além de tornar claro as estratégias e objetivos da organização, mostrando o impacto que cada atividade desempenhada exerce no todo.

Ela também fortalece a cultura, estimula o bom comportamento, engaja os colaboradores, ajuda a quebrar silos e aumenta a colaboração entre as equipes.

RC: Você acredita que a tecnologia trouxe grandes ganhos para a comunicação interna?

KF: Com certeza. Nosso mundo está cada dia mais digital, a forma como as pessoas se comunicam está passando por transformações e toda esta evolução é uma constante forma de melhoria interna. A tecnologia integrada à comunicação interna otimiza os processos e aumenta a produtividade, trazendo maior rapidez, facilidade e efetividade para a equipe de comunicação. Também é possível mensurar melhor os resultados e impactos.

Para o público-alvo, a tecnologia proporciona rapidez no recebimento das informações, canais mais interativos, que levam em consideração a experiência do usuário e que facilitam a comunicação de duas vias. Além do ganho ambiental com a diminuição do uso de papeis e demais itens descartáveis.

RC: Quais dicas você daria para as empresas que querem implantar uma comunicação interna de maneira eficiente?

KF: Acredito que o primeiro passo é desenvolver uma cultura de comunicação, trabalhando em conjunto com a alta liderança para o sucesso da organização. Estabeleça quais serão os canais de comunicação oficiais da companhia: intranet, redes sociais corporativas, newsletters, comunicados, TV Corporativa, entre outros. Além disso, garanta que os líderes da companhia tenham conhecimento destes e que os utilizem para as comunicações oficiais.Também realize um Plano de Comunicação Interna para diagnosticar as forças e oportunidades e planejar as ações e campanhas do ano. E, ao colocá-lo em prática, faça conexões entre o que os colaboradores realizam no dia a dia com o propósito da organização, fornecendo uma visão dos objetivos e resultados a serem alcançados.

As ações de comunicação face a face são uma ótima maneira de criar uma conexão com os colaboradores. Então aposte em oportunidades de contato, como eventos com os líderes e com o presidente, dinâmicas que garantem a interação entre as áreas e o feedback. E sempre que possível, mensure seus resultados de forma quantitativa e qualitativa, para verificar se suas ações estão sendo efetivas e para que possa sempre mostrar o valor da comunicação interna para a companhia.

RC: Por que muitas empresas delegam a comunicação interna para o departamento de RH?  Esse tipo de trabalho não deveria ser feito pelo departamento de comunicação?

KF: Algumas organizações possuem a antiga visão de que os colaboradores só querem ser informados de seus benefícios e que um bom ambiente de trabalho é criado apenas pela equipe de Recursos Humanos. Como falamos, o engajamento e o tempo de permanecia de um colaborador na empresa vai além dos benefícios ofertados pela empresa.

Pesquisas apontam que os colaboradores preferem uma empresa que valoriza a comunicação e o diálogo aberto com seus líderes do que uma que oferece excelentes benefícios, demonstrando que os benefícios não vão preencher a falta de diálogo, feedback e bons relacionamentos. A área de Comunicação Interna possui os conhecimentos e ferramentas adequadas para engajar os colaboradores e levar a organização ao sucesso.

 

 

Gostou do artigo?
Leia mais

O advento das redes sociais corporativas e o novo ser S/A

Por Rodrigo Freitas

As novas formas de interações sociais, relacionais e midiáticas, a quebra de paradigmas e a inovação fizeram com que a sociedade, principalmente a brasileira, assumisse uma nova configuração de mundo. Cada vez mais presente, a palavra “reconfigurar”, entrelaça o espaço físico e o virtual, incorporando-se no contexto da sociedade em todas as esferas. Nas organizações não é diferente. A era da padronização do ser S/A findou. Embora ainda existam adeptos fundamentalistas, o todo imposto tem dissipado a cada dia. Como retratou Zygmun Bauman, sociólogo e filósofo polonês na “modernidade líquida”, tudo é volátil, as relações humanas não são mais tangíveis.

Em um mundo aberto, repleto de possibilidades, conectividades, pluralidade comunicacional e social, onde a tecnologia constitui uma verdadeira extensão do homem, o termo Aldeia Global, utilizado pelo por Herbert Marshall McLuhan nas obras “A Galáxia de Gutenberg” (1962) e, posteriormente, “Os Meios de Comunicação como Extensão do homem” (1964), confere veracidade à sociedade contemporânea. Os valores, conceitos, princípios e regras, que até então eram apenas ditados pelas organizações sociais, estão cada vez mais distantes do homem pós-moderno.

Hoje, os colaboradores de uma empresa e/ou não querem ser conhecidos como simples tarefeiros, operacionais – eles almejam ter voz, constituem um novo ser S/A.

Nesse cenário, surgiram as redes sociais corporativas, ferramentas importantes não apenas para o estabelecimento de uma comunicação interna de excelência, mas também para empoderamento de um novo ser empresarial.

 

Redes sociais corporativas benefícios e desafios  

Na era digital, seja no trabalho ou em casa, invariavelmente as pessoas passam muito em frente dos computadores, tablets, smartphones, dentre outros dispositivos. Socializar nas redes é a razão existencial que move a humanidade pós-moderna. De acordo com dados do Hootsuite e We Are Social, divulgados em 2018, 62% da população brasileira está ativa nas redes sociais, sendo que, 58% já buscou por um serviço ou produto pela internet.

Se usadas estrategicamente, as redes corporativas são excelentes opções para o estabelecimento de uma cultura de excelência de comunicação interna, pois por meio da ferramenta é possível melhorar o clima organizacional; estabelecer diálogo entre os entes, com uma comunicação mutualística, que não privilegie as relações unilaterais; engajar o time; empoderar os participantes, pois tem-se espaço para o desenvolvimento de novas ideias, processos, serviços e produtos; reter talentos e até mesmo identificar lacunas organizacionais, reduzindo crises de comunicação e turnover. Mas o que é uma rede social corporativa?

Gamifique-se!

“Neta” da antiga intranet, são plataformas que reúnem profissionais de uma organização, criando uma rede de comunicação. Similar as redes sociais abertas, essas redes destinadas a um público de uma organização, que podem ser colaboradores ou outros stakeholders, em alguns casos fornecedores, parceiros e até acionistas, reúnem pessoas em torno de interesses comuns. Dependendo da plataforma é possível escrever conteúdos, compartilhar, curtir, criar comunidades e até mesmo conversar em modo privado com um usuário.

É digno de nota que o estabelecimento do diálogo proporciona crescimento, uma vez que, quando se potencializa a comunicação, prezando a inovação e criatividade existe um latente fluxo de pensamentos, no entanto, isso não quer dizer que as relações não devem ser mediadas.

Embora o advento das interações sociais, no ambiente digital contribua para a disseminação de conhecimento, comunicação rápida, abertura de novos mercados (tecnológicos e humanos), e inúmeros outros benefícios, sem mediação, as redes tornam-se uma grande ameaça à gestão da imagem e reputação da organização, que ficará exposta à imprevisibilidade dos fenômenos e a ideologias com fins estritamente oportunistas e pessoais.

Além da mediação, para ter sucesso, ao adquirir uma plataforma do mercado ou ao desenvolver uma rede social corporativa própria, é imprescindível que as organizações tenham claro o real objetivo do projeto, transparecendo o ideário aos participantes.

Para que seja estratégica e faça sentido, nada adianta apenas disponibilizar o acesso da rede aos participantes. A ferramenta deve ser parte de um plano de comunicação integrada, ter uma política sólida com processos que fundamentem o seu uso, com uma estratégia que contemple o papel dos mediadores; estrutura da rede, indicadores e mensuração da performance, como participação dos colaboradores; oportunidades, pontos de atenção e gargalos.

Ainda, é salutar lembrar que a adoção da rede não exclui outras ferramentas de comunicação. Principalmente quando se trata de comunicação interna, o uso de plataformas de diversos veículos, como house organ, jornal mural, TV Corporativa e outros facilita o acesso à informação facilitando a comunicação e os relacionamentos bilaterais.

Em suma, não dá para pensar que os resultados vão aparecer se não existir um planejamento prévio. Em comunicação, planejar é a chave do sucesso, principalmente  quando se trata de atrair e relacionar-se com o novo ser S/A.

Gostou do artigo?
Leia mais

Gamifique-se!

Estratégia cada vez mais utilizada pelo mundo corportivo, a gamificação engaja colaboradores, une equipes e retém clientes

Por Thiago Eid

Com o avanço da tecnologia, o mundo está cada vez mais conectado e veloz. As enfreáveis trocas de informação e a altíssima circulação de conteúdo digital representam grandes desafios para as empresas, que disputam a atenção do público. Reter stakeholdersé missão quase impossível para um negócio que não gera identificação, engajamento e interação.

E um dos principais alvos das organizações está justamente “dentro de casa”. É notória a relevância que os colaboradores têm para disseminar os valores e missões das companhias. Sem dúvida, são uma de suas mais importantes vitrines. Para o público interno, a mensagem deve estar clara e os ruídos exterminados. Para estes propósitos, a gamificação, ou gamification, tem se mostrado uma estratégia poderosa.

5 estratégias para sair do óbvio em newsletters internas

Trata-se de um conjunto de técnicas de engajamento que estimulam os participantes a atingir determinados objetivos. Neste caso, os do negócio. Apesar do nome, não é um joguinho de videogame. A ferramenta se apropriou das características criativas, lúdicas e interativas da indústria de jogos para solucionar problemas e superar barreiras do dia a dia das organizações. Para isso, trabalha com conceitos de competição, cooperação, exploração, premiação e storytelling.

As bases da solução são muito bem fundamentadas, e exploram diversas áreas do conhecimento, como psicologia, neurociência, teorias de jogos e aprendizagem, antropologia e sociologia.

Por ser muito versátil, a estratégia se encaixa em diversas situações, setores e tipos de negócio. Escolas, empresas de grande e pequeno porte, hospitais, presídios, hotéis, qualquer contexto pode ser gamificado, levando em consideração suas especificidades e objetivos.

Não à toa, há diversos cases de sucesso no mercado que demonstram a eficácia da ferramenta. Os índices mais impactados são atração, engajamento, retenção e conversão de clientes e colaboradores. Traduzindo, a gamificação tem o poder de aumentar as vendas, a atração de novos consumidores e intensificar o trabalho em equipe, metas que toda empresa batalha arduamente para conquistar.

Quem disse que o trabalho não é lugar de brincadeiras?

Gostou do artigo?
Leia mais

5 estratégias para sair do óbvio em newsletters internas

Por Amanda Lima

Quando estão diante de nós possibilidades modernas e arrojadas em comunicação, como novos aplicativos, plataformas para encontrar influenciadores digitais ou ferramentas de SEO, pensar na clássica e velha conhecida newsletter parece pouco inovador ou empolgante. No entanto, apesar de parecer uma ferramenta antiga, as newsletters ainda representam uma maneira eficiente e necessária para iniciar conversas, gerar leads e manter uma relação íntima com os stakeholders de uma empresa.

O que está em jogo é usar esse recurso de forma eficiente e que de fato atraia a atenção do receptor. Fácil de dizer, desafiador no momento de executar. Como encontrar a medida ideal em um universo de organizações com objetivos tão diversos, que se comunica com pessoas tão exigentes por conteúdo de qualidade? Pensando nesse recurso como uma estratégia de comunicação interna, reuni alguns caminhos que podem nos ajudar a planejar newsletters de maneira mais estratégica:

  1. Capriche no benchmarking

Estudar o mercado é o primeiro passo para entender em que contexto o seu cliente está inserido e de que forma seus concorrentes se comunicam. Utilize as referências de mercado a seu favor, e entenda de que modo isso se aplicaria ao público interno para o qual a newsletter se direciona. Com esse pano de fundo, fica muito mais fácil definir um ponto de partida para se diferenciar e fazer a comunicação com qualidade. Neste momento, vale analisar todos os exemplos, sejam eles voltados ao consumidor (externo) ou ao público interno das empresas.

  1. Estude os objetivos do negócio

Pode ser que o seu cliente já faça newsletters internamente e queira seguir com a mesma estratégia ao trabalhar com uma agência de comunicação. No entanto, pode ser também que a sua análise transmita que a empresa deveria seguir o caminho oposto. Para identificar esse gap de estratégia, nada melhor que revisitar os objetivos do negócio com esse meio de comunicação: aproximar toda a equipe de assuntos de gestão, gerar engajamento nos canais da empresa, promover interação entre equipes, adaptar os funcionários a uma nova cultura organizacional, entre muitos outros.

Como medir resultados da produção de conteúdo em comunicação interna

  1. Investigue os interesses do público

A publicidade estreitou muitos laços com a comunicação quando ambas as áreas perceberam que as marcas precisam oferecer conteúdo relevante e de qualidade, em vez de sempre atrelar a imagem da empresa às vendas. Esse é um debate bastante presente em nosso meio, e vale também ao produzir materiais para newsletters internas. Pense no mailing da empresa como seu grupo de consumidores finais. Nesse sentido, afaste-se dos comunicados institucionais frios e protocolares e passe a estudar de fato os hábitos e interesses dessas pessoas.

  1. Entregue conteúdo de qualidade

Com os pontos anteriores, adquirimos informações providenciais para executar o trabalho: conhecemos o contexto em que a empresa está inserida, identificamos os objetivos e o público-alvo. A partir daí, é possível estruturar pautas e conteúdos que realmente despertem interesse e engajem os leitores. Não aposte todas as suas fichas em comunicar as ações da empresa – utilize o seu aprendizado sobre o público para oferecer materiais sobre tendências do setor, movimentações no mercado e discussões sobre temas importantes na visão da empresa (igualdade de gênero, práticas de RH, inovação etc.).

  1. Integre os canais da empresa

Se o seu trabalho envolve também gerenciar o site e as redes sociais da marca, preocupe-se com a integração de todos esses canais. Pode ser que uma parte dos colaboradores não seja heavy user das redes, e a newsletter é uma ótima oportunidade para chamá-los aos perfis da empresa. Produzir um conteúdo mais técnico para a newsletter com call to action para um post relacionado no blog institucional pode ser uma boa saída, por exemplo.

Que outros caminhos você utiliza para sair do óbvio na produção de newsletters internas? Deixe um comentário!

Gostou do artigo?
Leia mais

A importância de uma comunicação interna bem estruturada

Por João Pedro Andrade

Não importa o quão bons, progressistas e vanguardistas os seus planos para o crescimento da sua empresa sejam. Eles correm sérios riscos de falhar caso você não seja bem sucedido em comunica-los para seus funcionários. É aqui que entra uma ferramenta fundamental da comunicação corporativa: a comunicação interna.

Uma boa rede de comunicação interna pode auxiliar em colaboração, feedback e na aplicação de um relacionamento transparente na empresa. Por esses e outros motivos é que ela é uma ferramenta tão importante de relacionamento em empresas de qualquer tamanho, porte ou segmento.

Primeiramente, vale lembrar, a comunicação interna será uma forte aliada para o alinhamento de áreas diferentes de uma mesma empresa. A falta de posicionamento certamente irá prejudicar sua produtividade. Imaginemos por um instante que o marketing da companhia quer promover seus produtos. Definitivamente, a área deverá estar alinhada com outras áreas para saber onde investir, que produto tem maior e menor demanda e quais os objetivos dessa promoção.

Como líder de uma empresa, é importante que você informe seus colaboradores quais são seus propósitos. A comunicação interna é uma ferramenta efetiva para o compartilhamento de objetivos, planos e responsabilidades.

Além do mais, não há funcionário que não queira se sentir validado, escutado e membro de uma equipe. Uma empresa bem estruturada possui funcionários motivados e, para entregar esse valor, um projeto de comunicação interna bem construído é ideal. Ele poderá ser um importante canal de reconhecimento e celebração de boas práticas e metas cumpridas. Isso irá ajudar a criar uma cultura de valorização e agradecimento na empresa.

Gostou do artigo?
Leia mais

Comunicação interna para millennials

Saiba como a comunicação interna das empresas pode ser mais eficiente na era dos millenials

Por Bárbara Christan

A comunicação interna exerce papeis fundamentais para o dia a dia das empresas. Através dela, é possível estabelecer um canal de conversa entre a diretoria e os funcionários e promover a colaboração e o espírito de equipe entre os colaboradores. Mas, nos dias de hoje, a comunicação interna tem alguns desafios na era digital, na qual as redes sociais são protagonistas da disseminação de notícias e a geração dos millenials é a nova força de trabalho.

A geração Y, mais conhecida como millennial, representa 8,3 milhões de consumidores brasileiros, segundo dados do Serasa Experian com o Geofusion. Os millenials envolvem pessoas nascidas de 1980 a 1994, que desde muito cedo têm contato com a internet e a tecnologia digital.

O comportamento millennial é muito diferente das gerações anteriores, principalmente no ambiente profissional. É uma postura incisiva e que prioriza sempre o bem-estar dentro do emprego, antes de qualquer outro benefício ou salário. Millennials não são tão atraídos por altos salários, e sim jornadas e modelos de trabalho flexíveis, que permitem maior qualidade de vida. Aliás, a qualidade do que desenvolvem é muito mais valorizada e priorizada que a quantidade de tarefas que realizam. E, além de tudo isso, o principal: querem trabalhar com propósito. Querem acreditar e gostar do que fazem. Por isso, sempre partem em busca de vagas melhores, não se apegando ao mesmo lugar por anos e anos, como nas gerações anteriores.

Comunicação interna: por onde começar?

Isso posto, o perfil da geração Y demanda novas formas de comunicação interna empresarial. Para reter funcionários que estão sempre buscando a realização profissional onde quer que ela esteja, algumas estratégias são necessárias:

  1. A linguagem é essencial dentro do planejamento: uma comunicação mais jovial, leve e atualizada;
  2. Incentivar protagonistas e embaixadores, escutar e dar voz aos jovens millennials – eles têm muito a contribuir para o crescimento da empresa;
  3. Desafiá-los, incentivando sempre seu desenvolvimento pessoal e de carreira, também é algo esperado e desejado;
  4. Ações de endomarketing: envolva os funcionários em ações e inciativas da empresa que promovam o engajamento, a integração e o orgulho em pertencer.Para saber mais sobre comunicação interna, veja outros textos do blog da Race Comunicação ou entre em contato conosco!
Gostou do artigo?
Leia mais