Assessoria de imprensa para o mercado internacional

Por João Pedro Andrade

Por mais experiência que tenha um assessor, realizar um trabalho em outro país é um grande desafio. Os veículos mais relevantes ainda são desconhecidos, assim como a cultura – o que influencia na maneira de produzir press releases, abordar jornalistas para possíveis encontros de relacionamento e outras atividades inerentes à profissão.

No entanto, existem algumas diretrizes que, aliadas a um plano de comunicação sólido, podem auxiliar esse processo e produzir resultados positivos para o cliente, para os veículos locais e para a própria agência – que expande seus horizontes, eleva sua reputação e ganha muito em experiências.

Primeiramente, é preciso fazer a lição de casa e estudar sobre o local aonde se pretende atuar. Conhecimentos sobre a cultura local, regulamentos, economia, política e hábitos de consumo são cruciais antes mesmo de se iniciar o trabalho. Isso irá ajudar a estruturar os próximos passos e mostrará ao cliente e/ou jornalista local que o assessor se importa com sua realidade.

Flexibilidade também é outro fator importante. É preciso lembrar que trabalhar com estrangeiros pode ser muito diferente de trabalhar com brasileiros. Não é melhor ou pior, mas muitas vezes diferenças culturais podem causar conflitos. Por isso, é importante ser maleável e compreensivo para que o trabalho seja realizado de forma harmoniosa, de modo que haja equilíbrio entre o que é importante para a agência e para o cliente.

Outro ponto importante de pesquisa é fazer o mapeamento dos veículos locais mais relevantes para, em seguida, buscar contato com jornalistas. O foco aqui é se apresentar, apresentar o cliente, seu produto e criar laços. Levar o cliente para uma visita à redação ou um almoço de relacionamento pode ser um caminho interessante. E vale lembrar que nada disso será possível sem o domínio de, no mínimo, um idioma estrangeiro e boa habilidade em se comunicar de modo geral – em outras palavras: simpatia.

Para o caso de países de dimensões continentais, como EUA, Rússia e China, é importante ter em mente que dentro do próprio país podem haver regionalismos. No Brasil, por exemplo, fazer uma divulgação para São Luís do Maranhão pode ser completamente da abordagem feita para um veículo em Curitiba. Isso ocorre em outros países também e vale aprofundar a pesquisa para não cair em estereótipos culturais.

Para concluir, é importante ter em mente que trabalhos internacionais não caem no colo, por isso é preciso antes de tudo ser reconhecido dentro do próprio país por um trabalho de excelência. É preciso estar disposto a marcar reuniões no exterior, fazer muitos telefonemas e mandar diversos e-mails. Assim como no Brasil, trabalhos no exterior são imprevisíveis e jamais haverá duas experiências idênticas.

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