Notícias

Guia básico para criar o podcast da sua empresa

O formato podcast é algo que pode parecer uma novidade para muitos, mas já possui mais de uma década de história. Essa espécie de audioblog (ou canal do YouTube sem imagem, como alguns gostam de explicar) se consolida mais e mais como uma nova oportunidade para a criação de conteúdo e, consequentemente, como uma excelente ferramenta de inbound marketing. Por isso separamos aqui 4 passos para criar o podcast da sua empresa.

Nos Estados Unidos, onde o modelo já é estabelecido, os podcasts cruzaram a linha entre nicho e grande público com a publicação de Serial, de 2014, um documentário em áudio da jornalista Sarah Koenig sobre o assassinato de Hae Min Lee, uma estudante americana filha de coreanos. No Brasil, o formato ainda tem um longo caminho pela frente, mas já conquista um espaço precioso com milhões de downloads semanais de podcasts como Nerdcast, voltado à cultura pop, Mamilos Pod, que debate temas polêmicos com a promessa de construção de pontes entre os diversos lados de uma discussão, e Projeto Humanos, que segue a linha investigativa semelhante àquela utilizada por Koenig em Serial.

Apesar da crescente popularidade, com adaptações para TV e cinema, livros, eventos e publicidade, os podcasts ainda estão sendo “descobertos” pelas empresas. O já esperado clima de desconfiança pode ser compensado pela facilidade e acessibilidade com que esses produtos de comunicação podem ser desenvolvidos.

Partindo do princípio que você vai precisar gravar seus episódios com um equipamento de áudio e um computador, e que terá que realizar o upload desse material em um host, confira o guia básico de como dar o pontapé inicial ao podcast da sua empresa.

  1. Quais são os equipamentos?

Essa é a pergunta que todo mundo se faz logo que considera criar um podcast, então já vamos tirar isso da frente. Como qualquer outra coisa, existem equipamentos mais sofisticados e aqueles mais simples e acessíveis. Eles possuem qualidade diferentes, mas digamos que você não precisa de uma Ferrari 458 Itália para te levar para o escritório todos os dias.

Você vai precisar de um microfone. Não precisa ser o melhor, mas ele não pode captar muito do som ambiente a sua volta, então aquele do seu notebook não deve ser o mais recomendável.

Você também vai precisar de uma interface de áudio, um aparelho que permite que você conecte seus microfones diretamente ao computador. Existem versões bem sofisticadas no mercado, mas não se assuste. Elas são normalmente voltadas para músicos. Uma interface simples dará conta do seu podcast.

Fones de ouvido também são altamente recomendados, apesar de não serem essenciais. Eles são importantes para saber se o seu equipamento está entregando uma boa qualidade de áudio, se há chiados, barulhos muito altos de som ambiente, além de te dar um feedback de como a sua própria voz soa na gravação, de modo que você não fale muito alto ou muito perto do microfone, por exemplo. Aqui, é importante que eles sejam confortáveis, afinal você vai usá-los durante muito tempo.

Por último, mas não menos importante, você vai precisar de um software de edição de áudio. O Audacity é o mais popular entre iniciantes. Além de ser fácil de aprender a utilizá-lo, seu download é gratuito. Mas existem diversas opções (pessoalmente, eu gosto de editar com Adobe Premiere, apesar da sua principal função ser edição audiovisual).

  1. Qual é o formato?

Existem diversos formatos que você pode se apropriar para criar o podcast da sua empresa. Você pode fazer um solo, em que somente o apresentador fala; formato de entrevistas; narrativas estilo storytelling, como utilizam os já citados Serial e Projeto Humanos; ou ainda o formato mesa-redonda, que conta com diversos hosts – provavelmente o tipo de formato mais comum entre os podcasts brasileiros.

  1. Não esqueça da criatividade

Depois de ter dado conta de todo o equipamento e formato, é hora de abusar da sua criatividade. Faça uma lista de assuntos que você poderá tratar de acordo com o nicho que você está querendo atingir com seu podcast. Só siga em frente se você conseguir fazer uma boa lista, afinal o seu programa vai precisar ser alimentado.

O podcast também precisa de um nome, ele não pode se chamar somente “podcast”! É o seu primeiro cartão de visita para as pessoas baixarem. É ideal que seja um nome fácil e que represente o que seu podcast está propondo a fazer. Pense em Nerdcast – só pode ser um podcast sobre assuntos que interessam os nerds!

Talvez seja bom ter um designer disponível para criar a sua arte de capa. No meio de tantos podcasts, uma capa bonita também pode ajudar a atrair inscritos. E o nome do podcast tem que estar legível, não esqueça.

É praxe adicionar uma descrição ao seu podcast, afinal do que se trata o Projeto Humanos? Sim, nem sempre o nome do podcast é o bastante para que o público entenda exatamente o que eles irão encontrar. Um pequeno resumo objetivo é mais do que o bastante.

  1. O que eu faço com isso agora?

Bom, o seu podcast já foi planejado, gravado, editado, nomeado e desenhado. E agora? Você vai precisar encontrar um host de podcasts para subir seu material. Caso não tenha ficado claro, seria mesma coisa que criar um canal e subir um vídeo no YouTube ou criar um blog no Blogger.

Busque um host confiável, se informe em fóruns e comunidades sobre o tema. Um host de baixa qualidade pode dificultar que seu podcast seja encontrado pelo seu público. Serviços como os oferecidos pelo Soundcloud costumam ser de excelente qualidade, desde que se opte pela versão paga da plataforma.

Pronto. Agora seu podcast está disponível para seu público. Não deixe de atualizá-lo com frequência. Os podcasts mais acessados costumam ter uma atualização semanal de programas de 1h30m em média. Mas desde que você não esqueça do seu público e não deixe de criar programas de qualidade com regularidade, não existem regras.  Abuse da criatividade e boa sorte.

Por João Pedro Andrade

 

Gostou do artigo?
Leia mais
5 motivos para investir em media training

5 motivos para investir em media training

Será que sua empresa deve investir em media training? Imagine uma empresa com identidade visual impecável, forte presença nas redes sociais, conteúdo relevante, newsletters internas alinhadas aos objetivos do negócio e, acima de tudo isso, um ótimo produto. Do ponto de vista da comunicação, parece que estamos bem, certo? Mas pense agora em como toda essa construção seria impactada com uma entrevista concedida por um porta-voz inseguro ou despreparado. Para evitar que isso ocorra, lançamos mão de uma das mais eficientes ferramentas de treinamento em comunicação: o media training.

Se você, como eu, é assessor de imprensa, ou representa uma organização interessada em desenvolver estratégias de comunicação, este artigo pode ajudá-lo(a) a refletir sobre os motivos pelos quais a marca que você representa deveria investir em um media training (ou treinamento de imprensa). De modo genérico, essa metodologia – que tem formatos, dinâmicas e estruturas bastante distintas – tem como objetivo aperfeiçoar o diálogo da empresa com o público externo, tornando o modo de conduzir entrevistas mais atraente e natural.

Como se preparar para as crises de imagem

Sem me alongar na descrição do conceito, reúno abaixo cinco vantagens primordiais de aplicar um media training:

No universo da comunicação, discutimos muito sobre como as marcas devem construir uma conexão mais humana com seus consumidores, seja na maneira com que constroem peças publicitárias, na produção de conteúdo próprio de qualidade ou em relação ao posicionamento sobre temas em amplo debate na sociedade. De que adiantaria construir todo esse pano de fundo sem investir de fato no capital humano interno da marca? Porta-vozes – sejam eles diretores ou qualquer outro colaborador – são, em um contexto extremamente digital, promotores em potencial da marca, e por isso devem corroborar o discurso construído em todas as outras frentes estratégicas da comunicação. O media training aprimora os discursos para alinhá-los à imagem que a empresa busca consolidar.

  • Evita que uma crise se intensifique

“São necessários 20 anos para construir uma reputação e apenas cinco minutos para destruí-la”. Você certamente já se deparou com essa máxima de Warren Buffett, lenda do mercado financeiro. Qualquer coisa que eu disser será menos objetivo, mas vale reforçar que, em um momento de crise, por exemplo, um porta-voz tranquilo, seguro e bem preparado pode evitar que o problema tome proporções maiores e mais drásticas. Além disso, contribui para demonstrar solidez e a boa conduta da empresa em um momento crítico. Em contrapartida, se o entrevistado demonstra tensão e nervosismo, pode colocar em xeque a reputação de toda a organização.

  • Unifica as mensagens e as torna mais eficazes

Se o presidente da companhia sofre um imprevisto e não está disponível justo no dia de uma entrevista para um veículo de abrangência nacional sobre um lançamento bastante importante e inadiável, o que fazer? Nesses casos, é essencial ter outros porta-vozes alinhados às key messages da empresa. Um bom treinamento avalia se os executivos conhecem – e sabem transmitir corretamente – a missão, os valores e os objetivos estratégicos de determinada divulgação. Mais importante que isso, o media training é o momento de verificar se os porta-vozes sabem o que não devem dizer e como não se portar durante uma entrevista.

  • Torna a empresa referência no segmento em que atua

Jornalistas estão em busca de boas fontes de informação para os segmentos que cobrem, e a construção de um bom relacionamento faz com que o porta-voz seja buscado outras vezes para comentar novos temas em destaque na imprensa. Isso significa maior exposição qualitativa na mídia, obra-prima da assessoria de imprensa. Mais uma razão valiosa para investir em um bom treinamento.

  • Apresenta a rotina jornalística à empresa

Uma dos desafios de nossa atuação como consultores de comunicação consiste em apresentar a clientes a realidade da imprensa brasileira, com todas as particularidades que impactam diretamente no nosso trabalho (e resultados). Além de todas as contribuições anteriores que um media training pode representar, existe ainda o benefício de fazer desse momento uma oportunidade para aproximar a organização das conjunturas da rotina jornalística.

Ficou interessado em saber mais sobre programas de media training? Fale com a Race!

Por Amanda Lima

Gostou do artigo?
Leia mais
Como se preparar para as crises de imagem

Como se preparar para as crises de imagem

Em se tratando de reputação, sua empresa sabe como se preparar para as crises de imagem? Se engana quem não acredita que a reputação é a grande moeda do século. Mais do que qualquer outro ativo tangível ou intangível, no mundo atual permeado por imagens, ter uma reputação positiva ou um bom capital reputacional, para sacar em momentos de crise, torna-se imprescindível à sobrevivência das empresas e marcas.

Declarações descabíeis publicadas ou veiculadas na imprensa e/ou nas redes sociais, comportamentos de funcionários considerados inapropriados, mesmo fora do ambiente de trabalho, erros no planejamento de projetos, produtos e serviços, já foram motivos de sérias crises de imagens, e até mesmo demissões de executivos.

Para citar alguns exemplos, em 2009, o jogador de golfe Tiger Woods, um dos mais famosos de sua categoria, perdeu patrocínios da Gatorade, Tag Heuer, AT&T e Accenture, após a descoberta de uma série de escândalos sexuais. No Brasil, recentemente, após polêmica envolvendo Neymar, preocupada com sua reputação, a Nike que patrocina o atleta, em nota externou sua apreensão com o suposto caso de estupro envolvendo o jogador de futebol. Em 2013, a diretora de comunicação da InterActive Corp (empresa que possui em sua carteira grandes sites como o Vimeo), foi demitida após publicar ‘piada’ no Twitter com as vítimas da Aids na África.

Assertivamente Mário Rosa, jornalista e autor do livro “A Reputação na Velocidade do Pensamento” declarou

Nunca estivemos tão vulneráveis ao olhar dos outros e nunca também todos os nossos passos puderam ser seguidos e transmitidos literalmente para o mundo todo, ao som de um simples click!

Já que a imagem é tão importante para formação da opinião dos consumidores, e pode decidir até mesmo o sucesso ou insucesso de uma organização, o que fazer evitar crises de imagens e manter a reputação a salvo?

Embora existam muitos passos, que perpassam desde o entendimento do negócio; estudo e mapeamento das vulnerabilidades da marca ou da empresa; classificação das crises; elaboração de um manual de crise (com enfoque em comunicação); dentre outras ações que não são excludentes, uma das principais estratégias de comunicação é a realização do media training que trabalhe crises de imagem.

A corrida contra o relógio na gestão de crise

Apesar de no mercado existir diversos modelos de media training, que corroboram para a construção da imagem e reputação das empresas e marcas, certamente um formato que dá resultados é o que envolve uma simulação real. Não me refiro apenas as simulações de entrevistas à rádio e TV, ou mesmo as coletivas de imprensa, mas uma ação que materialize uma possível crise do cliente.

Para criação de um quadro mental, suponhamos que uma empresa global, tenha seus principais executivos pegos em um escândalo de corrupção e para piorar, eles são encarcerados fora do território nacional. Certamente, as crises de imagem não apenas impactarão a reputação da empresa, mas também terão sérias complicações em seu no negócio.

Em um media training de crise, que use o fato como simulação, o escândalo será o centro da temática do treinamento. Será construído uma ambientação que o torne real. Por exemplo, a notícia do escândalo será pauta de diversos canais e veículos de comunicação, chegarão conteúdos e questionamentos da imprensa e posts nas redes sociais a todo o momento. Os remanescentes na empresa, além de elaborar um posicionamento, conceder entrevistas (ancorados pela assessoria de comunicação, caso a empresa tiver), terão de minimizar os impactos da crise, tomando decisões que provavelmente impactarão diretamente no futuro da organização.

Todas as iniciativas e tomadas de decisão serão avaliadas, desde o comprometimento com caso, tom de voz, postura, contato e envio de informações à assessoria de comunicação, relacionamento com a imprensa, comunicados à funcionários etc.

Após o término da simulação não apenas serão dados feedbacks, mas será demonstrado na prática o impacto das decisões na imagem e reputação da empresa. Lembre-se, a crise não escolhe momento, empresa, marca ou organização, por isso é bom ficar preparado, pois não sabemos como quando ela pode chegar.    

Ficou curioso para conhecer melhor nossa metodologia? Entre em contato e conheça nossas soluções de comunicação.

 

Por Rodrigo Freitas

Gostou do artigo?
Leia mais

A corrida contra o relógio na gestão de crise

Em uma crise, o tempo é precioso. Cada minuto que passa após o estouro de uma crise corporativa é crucial: hoje, o tempo de resposta precisa ser muito mais rápido e eficiente, por conta das redes sociais, o que desafia ainda mais os profissionais de comunicação e porta-vozes envolvidos. É uma verdadeira corrida contra o relógio durante a gestão de crise.

A primeira hora após o estouro da crise é a mais importante. É nela que serão definidas as estratégias de gerenciamento: o comitê de crise (a equipe que estará na “linha de frente” da situação, formado por gestores do negócio), o porta-voz escolhido e a abordagem de reposta à imprensa. A agilidade no primeiro contato com jornalistas ajuda a remediar a situação por um momento.

Após o contato inicial, a equipe ganha tempo para investigar o caso e obter informações concretas sobre o acontecimento. Em casos graves, que envolvam a seguridade e integridade de pessoas, isso se intensifica. Emitir comunicados oficiais relatando o número de pessoas envolvidas, o tipo de dano causado e o que será feito para “reparar” o erro são passos importantes na gestão da crise.

Media Training Especializado e Códigos de Éticas profissionais

Para uma comunicação certeira, existem processos e técnicas de comunicação que direcionam gestores a lidar com cada situação de maneira estratégica. O media training é um deles: um treinamento de porta-vozes fundamental para o contato com jornalistas, seja em eventos, entrevistas ou encontros de relacionamento. Seguindo essa linha, há o media training de crise, que especificamente ajuda os representantes de cada organização a proceder diante de uma crise de imagem, a fim de manter a reputação da empresa o mais intacta possível.

E no digital?

O tempo de resposta à imprensa é algo que vem encurtando cada vez mais. Nas redes sociais, esse tempo é ainda menor, e vem um duplo desafio: além de pensar e agir de maneira rápida, é preciso evitar boatos sobre o caso.

Ferramentas de monitoramento de crise são essenciais nestes casos para identificar o teor de mensagens, publicações e marcações nas redes e canais. E unir o monitoramento a um treinamento específico para redes sociais é ainda melhor. Para isso, existe o social media training. Além de oferecer um treinamento aos porta-vozes, este tipo de processo ensina cada profissional da empresa a lidar com as redes sociais, lugar onde eles se tornam também os porta-vozes da organização.

Recentemente, a importância de monitorar e identificar possíveis crises, lidar com a repercussão dela nas redes sociais ficou ainda mais evidente com o caso da Votorantim Cimentos. Após o profissional expor sua opinião homofóbica no LinkedIn, em uma publicação de outra empresa, internautas cobraram uma resposta por parte da Votorantim Cimentos, que acabou desligando o funcionário, uma vez que sua postura não condizia com a conduta ética da companhia – isso demonstra como cada colaborador se torna um porta-voz da empresa em que atua, além de uma ótima gestão de crise e comportamento da Votorantim Cimentos. E o mais importante de tudo: as ações foram tomadas e reportadas na velocidade em que a informação se espalha nos dias de hoje.

 

 

Gostou do artigo?
Leia mais
Para falar pela empresa treine mais que a oratória

Para falar pela empresa treine mais que a oratória

Representar uma marca ou organização diante da imprensa vai muito além do treinamento oratório. Trata-se de estabelecer uma imagem que irá representar àquela instituição para toda uma comunidade corporativa e social. É preciso ter em mente que a comunicação está diretamente associada com a construção de uma imagem, pois é através de um discurso que uma figura sobre a empresa será criada.

Esse processo denomina-se ethos, método que visa garantir o sucesso do empreendimento oratório, auxiliar na postura do locutor ao conversar com a mídia e fortalecer seu poder persuasivo. É fundamental, enquanto responsável por uma organização, priorizar seu media training e estabelecer um processo comunicativo eficaz, desenvolvendo sua capacitação discursiva e estando a par das estratégias que a compõe, pois serão elas que irão ajudar no convencimento do interlocutor.

Uma imagem vale mais que mil palavras

No media training, o objetivo central do porta-voz é vender uma imagem para que seu público reaja de acordo com seus interesses. Para trabalhar o seu marketing de conteúdo é necessário transmitir uma imagem que vá de encontro aos valores da empresa, de forma que seu ethos seja compatível ao que a empresa defende.  Dessa forma, tanto a essência do discurso quanto o posicionamento da marca ficam mais claros.

Conhecer o seu público-alvo, o que ele espera de sua organização e de que forma enxerga sua marca também é um passo crucial no media training pois, a partir daí, será possível determinar quais recursos serão utilizados na oratória para que favoreçam a imagem.

Além disso, se manter firme e mostrar tranquilidade é o que irá fazer com que seu público avalie sua comunicação e a forma como transparece a imagem que representa, auxiliando na compreensão do assunto abordado e despertando o interesse do ouvinte.

A partir do momento em que a oratória estabelecida dialoga com os valores da empresa, a imagem construída do porta-voz passa a ter valor compatível com o branding, estabelecendo maior credibilidade no ambiente corporativo e social, de forma a ser lembrado de maneira positiva, ganhando maior espaço na mídia e, portanto, que a marca seja reconhecida com maior facilidade.

Focando neste conjunto de regras, o caminho para o sucesso no media training será certeiro. Prepare-se: o porta-voz da sua empresa será muito mais requisitado e lembrado como a pessoa certa para sanar qualquer dúvida sobre a organização.

Por Ana Luiza Antunes

 

Gostou do artigo?
Leia mais
Media-Training-Especializado-e-Códigos-de-Éticas-profissionais

Media Training Especializado e Códigos de Éticas profissionais

Bastou aparecer uma câmera e um microfone que tudo o que você tinha preparado para falar sumiu! O contato direto com os jornalistas – em entrevistas coletivas ou exclusivas, principalmente – intimida até o mais bem articulado porta voz. Se for ao vivo, então, a sensação é de estar sem chão… É por isso que o media training, ou treinamento para a imprensa, é fundamental para qualquer organização que desenvolva relacionamento com a mídia. O treinamento torna-se ainda mais importante nos casos de profissionais liberais ou representantes de instituições públicas ou privadas das áreas da Saúde e do Direito (para citar as principais). Nestes casos, o media training especializado expõe como relacionar-se com a mídia sem infringir os Códigos de Ética profissionais de cada segmento.

Os Códigos de Ética muitas vezes são rigorosos e regulamentam sobre as relações com a imprensa em profissões de contato direto com o público que abordam questões estratégicas: processos judiciais e uso de substâncias que oferecem risco à saúde, por exemplo. Atualmente, essas regras e cuidados servem ainda para a exposição nos ambientes digitais, principalmente, em ações com influenciadores digitais. Nestes casos, o planejamento estratégico de comunicação pode demandar sim a realização de um media training especializado!

Uma das estratégias que favorecem e enriquecem este treinamento são palestras com profissionais de comunicação especializados nas áreas. Ou seja, além de todo o aparato habitual de um media training a atividade pode ser incrementada com situações específicas expostas por quem vivencia o segmento diariamente. Esse convidado pode ser um repórter ou apresentador especializado no assunto, ou até mesmo um assessor de imprensa; como já aconteceu em alguns casos de treinamentos realizados pela Race Comunicação em parceria com o jornalista jurídico João Camargo Neto.

“Estar atento aos Códigos de Éticas é o ‘pulo do gato’ dos treinamentos especializados para a imprensa. No jurídico, por exemplo, a magistratura precisa se atentar ainda para a Lei Orgânica além de resoluções de provimentos do Conselho Nacional de Justiça, por exemplo; o mesmo cabe para promotores e procuradores do Ministério Público e no caso dos advogados devem se atentar ao novo Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil”, analisa João Camargo.

Na área da Saúde, recentemente, uma parceria entre a influenciadora Gabriela Pugliese e uma marca de chás chamou a atenção do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) . Mesmo que a divulgação seja feita de maneira espontânea cabe a marca garantir as informações não desrespeitem as regulamentações vigentes. Algo que pode ser prevenido com a elaboração de um pequeno manual que alerta sobre o que pode e o que não pode ser publicado, assim como é feito em situações de crise (que também geram uma alta demanda de media training).

Ou seja: estar profundamente preparado exige investimento – de tempo e financeiro – mas é garantia de bons resultados para a sua imagem ou de sua marca/negócio.

Por Lívia Caixeta

Gostou do artigo?
Leia mais

5 dicas para ser um bom porta-voz

Um porta-voz bem treinado é essencial para qualquer empresa que almeje ter um bom relacionamento com os meios de comunicação. Não só essa pessoa irá entregar as mensagens chave da companhia e terá a perspicácia de lidar com todo e qualquer tipo de jornalista, ela será o rosto da empresa e será um dos fatores essenciais para que a boa reputação da companhia seja preservada – e o que é melhor, sem parecer um vendedor.  Junto ao time da Race Comunicação, eu tive a oportunidade de acompanhar muitas entrevistas e muitos media trainings. Então, separei aqui alguns aspectos que um bom porta-voz deve ter, desenvolver e aprimorar. Vem conferir as 5 dicas para ser um bom porta-voz!

Conheça a imprensa

O primeiro passo para que um bom porta-voz seja formado é conhecimento sobre como funcionam os veículos de mídia. Entender, mesmo que não seja profundamente, como funciona a rotina de um jornalista e de uma redação irá auxiliar o executivo a dar respostas mais objetivas às questões levantadas e, principalmente, a não cair na “teia de sedução” do repórter.

Ainda nessa lógica, vale ressaltar a importância de que o executivo conheça a) o perfil do jornal, revista ou site para o qual ele está dando entrevista, e b) o perfil do jornalista com quem ele vai se encontrar. Como cada veículo é único, assim como cada repórter, essas informações irão auxiliar o porta-voz a entender como se portar.

Conheça seu público

Outro ponto importante é que, quando um porta-voz fala sobre seu produto, sobre sua empresa, ou ainda sobre algo negativo envolvendo algum desses temas, ele deve lembrar para qual público ele está se dirigindo.

É uma revista superespecializada? É um veículo que mira atingir a grande massa? Esses são públicos completamente diferentes, com níveis irregulares de conhecimento sobre seu tema – o que, consequentemente impacta na sua maneira de falar e agir.

Capital intelectual é a sua arma

Quando um jornalista busca um porta-voz de uma empresa, ele espera que esse executivo tenha uma única coisa: conhecimento. Por isso, um bom porta-voz deve conhecer muito bem seus produtos, seus problemas e sua empresa. Você não precisar ser um PhD, mas conhecimento é a sua arma, aliado a um vocabulário simples e direto. Ah, um sorriso no rosto também não faz mal a ninguém!

Mensagens-chave

Toda a empresa tem, ou deveria ter, suas mensagens-chave – aquelas que são as mais importantes de serem replicadas de acordo com a estratégia da companhia. É vital que o executivo conheça essas key messages e tenha a habilidade de adicioná-las ao seu texto de modo discreto, sem dar na cara que é isso que ele está fazendo.

Disponibilidade

O executivo que fez sua lição de casa e conhece minimamente a rotina de uma jornalista já deve saber que esses profissionais muitas vezes trabalham com prazos curtíssimos e sob muita pressão. Por isso, estar disponível é uma carta na manga para, primeiramente, conseguir emplacar sua empresa em uma matéria e, em segundo lugar, promover um bom relacionamento com o repórter. Na próxima necessidade de entrevista, adivinhe de quem o jornalista vai lembrar, de você ou do concorrente demorou dois dias para falar que só poderia encontrá-lo por vinte minutos dali duas semanas?

 

Por João Pedro Andrade

Gostou do artigo?
Leia mais
Direito e imagem

Direito de imagem: como proteger a identidade da empresa

Você montou a sua empresa ou planejou a campanha ideal para a sua marca e, para divulgá-la, traçou todos os objetivos para ter uma comunicação visual impecável e que transmite os valores da empresa, criou um manual de identidade da marca, pensou em variadas formas de adequar o conteúdo a diferenciadas plataformas, cuidou de todos os pormenores como cores que definem a personalidade da companhia. Mas será que não esqueceu de nada importante?

Podemos equiparar a identidade visual de uma empresa ou marca com a identidade de uma pessoa. Assim como a identidade de uma pessoa representa toda a personalidade dela, para a empresa, representa toda a essência do trabalho. Então, além de criar a comunicação visual e definir a identidade com muito empenho, é importante protegê-la com o mesmo cuidado, aí entra o direito de imagem.

Todas as características de comunicação visual formam a identidade de sua empresa, e se torna uma referência: todos no mercado, clientes e fornecedores, conhecem a sua marca ou sua empresa através da identidade – e confiam nela. Os elementos da identidade transmitem credibilidade, o que gera reconhecimento. Por isso é importante protegê-los, pois a falta de proteção pode fazer com que você pague para usar algo criado por você, gerar retrabalho, ou ainda pior, fazer com que a empresa perca credibilidade perante o mercado.

Você sabe o valor do design?

Marcas e o direito de imagem

As marcas da empresa, como nome, produtos criados ou fabricados pela empresa e serviços prestados que usem identificação própria, devem ser registradas no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). O registro da marca, na maioria dos casos, de quem chegar primeiro (no caso, de quem solicitar o registro primeiro), então é importante buscar informação no INPI assim que decidir criar uma marca.

Outros elementos

A identidade da empresa vai muito além da marca, e todos os elementos de comunicação visual são igualmente importantes. Muitos deles podem ser protegidos pelos direitos autorais, por exemplo, imagens, áudios, vídeos e personagens (mascotes) que, por serem criados pela companhia, são propriedade intelectual.

Buscar o registro dos elementos de comunicação visual é uma maneira de proteger, mediante lei, todo o investimento empreendido na identidade da empresa e impedir a cópia sem autorização, ou seja, falsificação e plágio. Os registros são feitos pela Biblioteca Nacional.

O outro lado

Na hora de criar uma marca ou pensar na identidade da empresa e planejar a comunicação visual, pesquise se as imagens, nomes e outros elementos já não foram registrados. É possível utilizar imagens prontas para a criação, porém deve ser verificado se não há direitos autorais. Essa é uma forma eficaz de manter a credibilidade e não correr o risco de desperdiçar dinheiro e evitar dores de cabeça por utilizar conteúdo de propriedade intelectual de outra empresa ou pessoa.

Por Vanessa Assis

Gostou do artigo?
Leia mais
O valor do desgin

Você sabe o valor do design?

Em primeira instância pode parecer uma equação sem cálculo exato, mas o retorno do investimento em comunicação visual é muito mais palpável do que se imagina, tanto financeiro quanto de valor de marca.  Por isso, hoje a proposta é debater um pouco sobre o valor do design para o negócio.

A McKinsey Quarterly – revista com foco em gestão e teoria organizacional – realizou uma pesquisa na qual monitorou as práticas de design de 300 empresas de capital aberto de vários países e diferentes setores ao longo de cinco anos. A mídia obteve mais de 2 milhões de dados financeiros e criando paralelos com outras informações de investimento da empresa, mediu o crescimento alavancado por um bom investimento em na área visual da marca. É possível conferir mais sobre esta pesquisa aqui.

Quando pensamos na Comunicação das Coisas, a parte visual é a primeira que comunica algo. Cores, fotos, desenhos, gráficos, organização das informações em uma página ou a textura de um produto são elementos que têm uma percepção anterior à informação escrita ou falada. Isto é: a primeira impressão é sempre da comunicação visual.

Mas antes de abordamos as análises métricas ou qualitativas da pesquisa, vamos à pergunta: o que é um bom design?

Infelizmente, não existe resposta absoluta para essa pergunta. Mas vamos resgatar uma linha de pensamento que acredita-se ter inspirado Jonathan Ive, designer de produtos como o iMac, o iPod e o iPhone: “Weniger, aber besser”, que significa “menos, mas melhor”. A frase é do arquiteto alemão, especializado em desenho de produtos e um dos mais influentes na área do século 20, Dieter Rams. A partir dela, Rams elaborou 10 princípios, que abordam, entre outros fatores, a importância da comunicação visual ao ajudar a entender o produto e torná-lo mais útil.

Bom, o que temos até aqui é: o desenho é a primeira impressão sobre algo e o que fará o consumidor compreender o produto que a marca entrega. Já temos um valor não tangível. Agora vamos às métricas!

Segundo a pesquisa da McKinsey Quarterly, o potencial de crescimento alavancado pelo por essa comunicação é enorme nos setores baseados em produtos e serviços. Porém, com a dificuldade de vincular o design à saúde dos negócios, os líderes das empresas relutam ao investir na área.

Assim, o estudo traz um conjunto de inciativas que foram diagnosticadas nas empresas de melhor desempenho financeiro. São eles: “mensuração e alavancagem do desempenho de design com o mesmo rigor que as receitas e os custos; quebra de paredes internas entre design físico, digital e de serviço; transformação do design centrado no usuário em uma responsabilidade de todos; e redução do risco de desenvolvimento ao ouvir, testar e iterar continuamente com os usuários finais”. Mas o que é tudo isso? Enquanto vertentes estéticas dizem que “quanto menos, melhor”, o design enquanto setor tem que ser mais. Mais do que um departamento, mais do que um sentimento, mais do que um produto e mais do que uma fase.

Você sabe o valor do design?

ISSO É:

Empresas que têm melhor desenvolvimento financeiro mostram, cada vez mais, que trabalham o design de forma inteligente e integrada. Elas fazem dele um setor de investimento e exigem o mesmo rigor de atuação de outras áreas. Também trabalham com uma integração entre esse departamento e os demais, para pensar o produto de forma conectada e trabalhar os diferentes tipos de comunicações arquitetadas em uma teia. Além disso, entendem o design como um processo, não uma ação pontual. E, por último, mas nem um pouco menos importante: pensam na experiência do usuário e na relação com o consumidor final.

Somente 50% das empresas em questão realizaram pesquisas com usuários antes de gerar suas primeiras ideias ou especificações de design. Porém, todas as estratégias de marketing e vendas estão focadas na jornada de compra do cliente. Assim, é essencial colocar o usuário no centro das decisões de negócio, entregando uma prototipagem e aprendizagem interativas, fazendo com que esse cliente tenha a experiência completa sobre seu produto ou marca e compreenda na totalidade quem é a sua empresa.

Voltando lá para os ideais do Rems, a importância do design é ajudar a entender o produto e torná-lo mais útil. E, para isso, é necessário que o usuário final faça parte da construção – para que sejam avaliados pontos de melhorias e retiradas todas as formas de comunicação que atrapalham essa compreensão (menos, mas melhor).

O essencial é trabalhar a comunicação visual com mesma importância das áreas comercial, estratégica, atendimento etc. Seu negócio sabe o valor do design e qualificá-lo dentro e fora da empresa?

Por Nathalie Portela

Arte da capa: Christoph Niemann / Reprodução Instagram

Gostou do artigo?
Leia mais
O que não fazer com a comunicação visual

O que não fazer com a comunicação visual

Na era da internet e da conectividade multimeios, a comunicação visual vem ganhando cada vez mais destaque. Neste cenário, empresas de vários portes e setores têm investido na área, devido ao grande impacto no público-alvo. Por isso separamos 5 dicas sobre o que não fazer com a comunicação visual de sua marca.

Devido ao seu poder de atração e engajamento, a comunicação visual deve ser muito bem pensada. e, portanto, fazer parte de planejamento amplo e com objetivos precisos. Desenvolvida de forma eficiente e profissional, é uma excelente aliada para aumentar vendas, aprimorar o posicionamento de mercado e transmitir valores e missões. Do contrário, pode se transformar numa catalisadora de catástrofes, com potencial de afundar campanhas e prejudicar as mais sólidas reputações.

1- Nunca comece sem objetivos bem definidos

Como mencionado acima, a comunicação visual deve fazer parte de um planejamento bem pensado, que englobe metas comerciais e do negócio. A maior chance de errar mora na falta de uma estratégia clara. No mínimo, é necessário saber o porquê se está fazendo, para quem é endereçada e como executar as ações.

2- Não faça por conta própria

Como já vimos, a comunicação visual é muito importante para o posicionamento de uma empresa. Portanto, quem não tem bastante experiência na área não deve tentar criar o design de uma marca ou campanha por conta própria. As chances de passar uma imagem pouco profissional e amadora é muito grande. Vários fatores contam na hora de produzir uma peça, como tamanho, paleta de cores, disposição de imagens etc. As pessoas realmente repararam nisso.

3- Não possuir um manual de identidade

Não ter um manual de identidade que converse com os produtos e serviços da empresa e represente os valores do negócio é outra maneira rápida de afundar uma reputação. O reconhecimento de uma marca está intimamente ligado aos padrões visuais e estéticos que utiliza. Mais uma vez, a profissionalização é fundamental para passar seriedade e coerência.

4- Não se adequar a plataformas distintas

Na hora de pensar na disseminação de uma campanha visual, é importante lembrar que ela deve estar adaptada a diferentes plataformas, principalmente as digitais, já que cada uma possui suas características próprias. As pessoas acessam a web por diversos canais, como smartphones, tablets, desktops e notebooks.

Sem as extensões, qualidade, animações e cores corretas, a aplicação visual pode sofrer grandes distorções, que inviabilizam toda a comunicação.

5- Não respeitar as características de cada mídia

Na internet, cada tipo de mídia tem sua forma de comunicar, seu público específico e seu modo de interação. A comunicação visual deve entender e respeitar essas características, para não causar o efeito oposto ao desejado. O LinkedIn, por exemplo, não se comunica da mesma forma que o Instagram.

Além disso, a estratégia também deve conversar com o tipo de conteúdo que está sendo veiculado e com o contexto em que está sendo colocada.

Como é possível notar, são vários os caminhos que podem levar a um erro quando o tema é comunicação visual. O melhor é sempre ter o suporte e consultoria de alguém que saiba o que está fazendo, caso contrário todo o dinheiro investido pode estar indo ralo abaixo, junto com a reputação da marca. Deixe a ajuda do sobrinho para outra hora e invista numa imagem profissional.

Por Thiago Eid

Gostou do artigo?
Leia mais