Whatsapp e o relacionamento com a imprensa: todo cuidado é pouco

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Por Guilherme Olhier 

É fato que o WhatsApp, o aplicativo de mensagens mais popular do país, há tempos se tornou indispensável para a comunicação em todos os níveis. No campo das relações públicas, o WhatsApp também é fundamental para agilizar processos, tanto na comunicação diária com os clientes e colegas de time, quanto com a imprensa.

Porém, em ambos os casos, o bom senso deve prevalecer, principalmente no relacionamento com os jornalistas, que pela quantidade enorme de mensagens, ultimamente têm adotado algumas táticas para frear o “assédio” dos assessores mais aflitos, colocando mensagens “educativas” no status, por exemplo.

Certamente, ter o celular dos jornalistas na agenda se tornou uma mina de ouro para qualquer profissional de RP atualmente, sendo muitas vezes o único caminho para negociar pautas e estreitar o relacionamento com a imprensa. Mas com essa “nova” forma de se comunicar, alguns pontos são importantíssimos.

Por isso, este artigo tem como objetivo trazer algumas dicas práticas para que o profissional de RP aprimore o relacionamento com os jornalistas via WhatsApp, baseando-se em diversos relatos de colegas de redação, que vez ou outra desabafam sobre o tema com este que vos escreve.

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Bom senso em primeiro lugar

Como dito acima, bom senso nunca é demais, portanto, é preciso se colocar no lugar do outro. Certamente você já recebeu mensagens por WhatsApp de pessoas que não estavam na sua agenda e talvez tenha se sentido incomodado pela invasão da sua privacidade, não é mesmo?

No contato com o jornalista também é preciso pensar que ele ou ela (na maioria das vezes) não sabe quem você é, portanto, não é seu amigo ou sua amiga, e provavelmente também não vai gostar de receber mensagens de estranhos no WhatsApp, ainda mais se for o número pessoal: por isso, cuidado. É possível criar laços de amizade com o tempo, mas também se tornar uma “persona non grata” em poucas linhas.

Objetividade é tudo no WhatsApp

Passada a fase de entendimento de que o jornalista não é o seu amigo de happy hour, ser objetivo também faz toda a diferença. Todo assessor de imprensa sabe (ou deveria saber) qual é a realidade das redações brasileiras atualmente: equipes enxutas, deadlines apertadíssimos, milhares de e-mails com sugestões de pauta direto para o lixo pela falta de tempo em dar atenção para todos.

Pensando nisso, invariavelmente, o jornalista também terá pouco tempo para responder mensagens no Whatsapp e muito provavelmente vai selecionar muito bem a quem responder, portanto, nada de “Oi, tudo bem?” e ficar esperando um retorno. Assertividade é a palavra.

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 Caso seja o seu primeiro contato, se apresente, diga qual é o seu cliente, explique muito brevemente a sua pauta e se coloque à disposição para mais informações. Enviar linhas e linhas de texto por mensagem é cansativo e certamente vai passar batido.

Áudios

Já os famigerados áudios merecem um tópico à parte. Sabemos que não são muito bem aceitos nem por amigos e família, que dirá por quem você não conhece, certo?

Imagine que o jornalista esteja ouvindo uma gravação de entrevista e fazendo anotações, ele terá que parar o que está fazendo, ouvir o seu áudio e se concentrar para responder, isso se apertar o play. Enviar áudios está praticamente fora de cogitação, a menos que seja um jornalista muito próximo e que dê abertura para tal. Fora isso, nem pensar!

Privacidade é lei

É muito importante lembrar também que o compartilhamento de dados pessoais não autorizados é crime, conforme prevê a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), vigente desde 2020 e que já conta com casos de condenação pelo judiciário pela sua violação.

Sendo assim, a maneira mais correta de se comunicar via WhatsApp com o jornalista é buscando na plataforma de mailing, onde alguns jornalistas fornecem o número, assinaturas de e-mail e por fim perguntando diretamente para o próprio jornalista por outro meio, que pode se sentir à vontade para te passar o celular ou não. Novamente, compartilhar números pessoais para terceiros é crime e pode trazer muitos problemas para você e para a empresa em que trabalha.

 Por fim, lembre-se: o follow-up e a troca de informações entre assessor e jornalista via WhatsApp podem ser muito benéficos e práticos para ambos os lados, mas sempre com educação, bom senso e principalmente respeito aos horários de trabalho de cada um.

Com essa mentalidade, é possível construir uma boa relação profissional e muitas vezes amigável para conseguir emplacar boas pautas de uma forma rápida e precisa.

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