A política do feed de notícias do Facebook e seu impacto na comunicação corporativa

Por João Pedro Andrade

Na segunda semana de 2018, o Facebook anunciou uma nova política para o feed de notícias de seus usuários. A partir daquela data e em nome de uma melhor interação social, a rede social faria um retorno às suas origens, dando preferência ao conteúdo de familiares e amigos de seus usuários e dando menos prioridade ao conteúdo de marcas e produtos.

A ação custou cerca de US$3 bi em ações a Mark Zuckerberg e traz novos desafios às empresas que utilizavam a plataforma como ferramenta de divulgação. Com menos espaço nas timelines, RPs, assessores e marketeers terão que fazer novos planejamentos de social media – mais criativos e eficientes para cativar seu público e angariar novos clientes.

É importante lembrar que uma das razões dessa mudança foi a utilização do Facebook para a alta disseminação de click-baits e fake news durante o ano de 2017. Por isso, nesse novo planejamento, ações que transmitam a verdade ou mesmo que não exagerem a eficácia de seus produtos deverão, naturalmente, ganhar mais espaço.

Sendo a rede de Zuckerberg uma plataforma de conexão de pessoas, estratégias que motivem o público a interagirem entre si também podem se tornar boas opções. Uma vez que a busca orgânica por marcas no Facebook é quase inexistente, mais que nunca será necessário que as marcas estudem e compreendam o real perfil de seus clientes e suas necessidades para então melhor atendê-los.

Por fim, a mudança poderá também ser traduzida em oportunidades. As marcas, agências e profissionais que desenvolverem campanhas e ações que conectem os usuários em um nível profundo aos seus contatos – além da marca que representam – poderão ter encontrado o Santo Graal dessa nova era Zuckerberguiana.

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