O mundo corporativo precisa de mulheres destemidas (Case Fearless Girl)

Por Maira Manesco

Toda menina sabe que precisa ser destemida, principalmente, quando estiver frente a frente de um touro em disparada. Esse é o caso da Fearless Girl, que desde 2017 está localizada em frente ao Charging Bull, símbolo do mercado financeiro norte-americano, em Nova York. A estátua em bronze desenvolvida pela artista Kristen Visbal é resultado de um projeto idealizado pela McCann Nova York, a arte foi encomendada pela State Street Capital.

Desde quando surgiu, a Fearless Girl tornou-se símbolo de fortalecimento e resiliência feminina, denunciando principalmente a falta de diversidade no mundo corporativo. O objetivo da ação foi justamente esse, incentivar a presença de mulheres em posição de liderança, destacando que empresas lideradas por mulheres têm melhores desempenhos.

Não para menos, essa história já foi reconhecida em importantes prêmios de relações públicas ao redor do mundo, conquistando 18 prêmios no prestigiado Festival Internacional de Cannes, incluindo quatro grandes honras do Grande Prêmio. Durante as premiações, o corpo de jurados não foi simplista ao definir a obra e toda sua estratégia: forte, marcante, empoderado, emocionante. Os adjetivos são inúmeros e positivos, o que arremata a grata importância de uma estátua como essa.

Além das premiações, a Fearless Girl obteve alto engajamento nas mídias¹:

  • Mais de um bilhão de impressões do Twitter em menos de 12 horas;
  • 405 milhões de impressões no Instagram em seis semanas;
  • Mais de 4 mil notícias transmitidas nos Estados Unidos;
  • 128 países atingidos, com conversão principal nos mercados financeiros, de inovação, liderança e justiça social.

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Exatamente como o termo em inglês: caminhe de acordo com o que você diz!

Foi neste ponto que a State Street Corp falhou. Após toda repercussão positiva envolvendo a Fearless Girl, a empresa foi obrigada a pagar US$ 5 milhões por questões de desigualdade salarial.

De acordo com a Bloomberg, em uma auditoria realizada pelo Escritório de Programas de Cumprimento de Contratos Federais do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, foram encontradas discrepâncias salariais entre 300 mulheres e 15 funcionários negros que receberam menos do que seus homólogos brancos e masculinos.

No entanto, a empresa nega as reivindicações e diz que estão resolvendo esses assuntos.

¹ Blog RP

* Maira Manesco é Assessora de Imprensa na Race Comunicação.

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