Media Training Especializado e Códigos de Éticas profissionais

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Bastou aparecer uma câmera e um microfone que tudo o que você tinha preparado para falar sumiu! O contato direto com os jornalistas – em entrevistas coletivas ou exclusivas, principalmente – intimida até o mais bem articulado porta voz. Se for ao vivo, então, a sensação é de estar sem chão… É por isso que o media training, ou treinamento para a imprensa, é fundamental para qualquer organização que desenvolva relacionamento com a mídia. O treinamento torna-se ainda mais importante nos casos de profissionais liberais ou representantes de instituições públicas ou privadas das áreas da Saúde e do Direito (para citar as principais). Nestes casos, o media training especializado expõe como relacionar-se com a mídia sem infringir os Códigos de Ética profissionais de cada segmento.

Os Códigos de Ética muitas vezes são rigorosos e regulamentam sobre as relações com a imprensa em profissões de contato direto com o público que abordam questões estratégicas: processos judiciais e uso de substâncias que oferecem risco à saúde, por exemplo. Atualmente, essas regras e cuidados servem ainda para a exposição nos ambientes digitais, principalmente, em ações com influenciadores digitais. Nestes casos, o planejamento estratégico de comunicação pode demandar sim a realização de um media training especializado!

Uma das estratégias que favorecem e enriquecem este treinamento são palestras com profissionais de comunicação especializados nas áreas. Ou seja, além de todo o aparato habitual de um media training a atividade pode ser incrementada com situações específicas expostas por quem vivencia o segmento diariamente. Esse convidado pode ser um repórter ou apresentador especializado no assunto, ou até mesmo um assessor de imprensa; como já aconteceu em alguns casos de treinamentos realizados pela Race Comunicação em parceria com o jornalista jurídico João Camargo Neto.

“Estar atento aos Códigos de Éticas é o ‘pulo do gato’ dos treinamentos especializados para a imprensa. No jurídico, por exemplo, a magistratura precisa se atentar ainda para a Lei Orgânica além de resoluções de provimentos do Conselho Nacional de Justiça, por exemplo; o mesmo cabe para promotores e procuradores do Ministério Público e no caso dos advogados devem se atentar ao novo Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil”, analisa João Camargo.

Na área da Saúde, recentemente, uma parceria entre a influenciadora Gabriela Pugliese e uma marca de chás chamou a atenção do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) . Mesmo que a divulgação seja feita de maneira espontânea cabe a marca garantir as informações não desrespeitem as regulamentações vigentes. Algo que pode ser prevenido com a elaboração de um pequeno manual que alerta sobre o que pode e o que não pode ser publicado, assim como é feito em situações de crise (que também geram uma alta demanda de media training).

Ou seja: estar profundamente preparado exige investimento – de tempo e financeiro – mas é garantia de bons resultados para a sua imagem ou de sua marca/negócio.

Por Lívia Caixeta

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