Os desafios da comunicação interna no modelo híbrido de trabalho

Os desafios da comunicação interna no modelo híbrido de trabalho

A comunicação interna das empresas sofreu grandes mudanças durante a fase mais crítica e no pós-pandemia. Como ela se organizará daqui para frente?

Por Claudia Lawisch

Que a comunicação é mais rápida e até mais eficaz quando é feita cara a cara é consenso, não vamos discutir. Mas também faz parte do senso comum dizer que, no contexto pós-pandemia de COVID-19, esse contato mais próximo deixa de ser viável com a frequência à qual estávamos habituados, e isso não deve mudar.

O modelo de home office total se transformou em híbrido, em um movimento acompanhado por boa parte das empresas no tão falado “novo normal” – agora já nem mais tão novo. É chegada a hora de olhar para dentro dessas companhias e analisar de que forma alcançaremos os funcionários em seus diferentes ambientes de trabalho e com as diferentes ferramentas que lhes são oferecidas. E o mais importante: como os manteremos engajados.

A comunicação interna mudou com a pandemia

Durante a fase mais aguda da quarentena, a comunicação interna se mostrou uma ferramenta essencial para manter firme a sensação de pertencimento, a cultura das empresas, e para atrair e reter talentos em tempos difíceis.

Nesse período, muitos processos foram acelerados e a digitalização se intensificou a níveis nem sempre planejados. Envios de e-mails de comunicação interna dispararam, e seus assuntos muitas vezes foram além dos muros das empresas para falar de saúde e cuidados com o que o mundo enfrentava naquele momento.

Passado o período mais crítico, sentiu-se o baque do volume de informação, e a atenção e respostas dos colaboradores às comunicações já não é mais a mesma. Com foco nessa nova realidade, pesquisas começaram a pipocar tentando traçar o melhor caminho tendo como pano de fundo essa nova estrutura híbrida de trabalho.

Aqui, nos baseamos em dois desses relatórios recentes: o brasileiro “Pesquisa Tendências em Comunicação Interna 2022“, da Aberje e Ação Integrada; e o canadense “Global State of Internal Communications 2022“, da ContactMonkey.

Com milhares de quilômetros separando os dois países – e com diferenças abismais em algumas esferas –, é possível atestar que, no que tange à comunicação interna, temos muitas semelhanças.

Para além de difundir a cultura organizacional e de caminhar no mesmo trilho dos negócios das empresas, sempre objetivos-base, podemos perceber que os desafios lá e cá giram em torno de alguns mesmos pontos: manter engajamento e melhorar a experiência das pessoas, reduzir volume de informação, aumentar a participação da liderança e mensurar com mais clareza.

Reorganizando a comunicação interna

Se antes da pandemia alguns setores já lidavam com colaboradores dispersos em várias sedes, afastados de um centro corporativo, essa condição aparece mais forte no modelo híbrido. Como alcançá-los é a pergunta de milhões.

Aplicativos corporativos próprios ou experiências com redes sociais já existentes e contratadas para uso em celular têm se mostrado uma maneira prática de manter as pessoas devidamente informadas e engajadas.

Isso vale também para experiências responsivas de intranet, em que o colaborador pode acessar via celular. Mas é um ponto que merece atenção. Se não utilizado de maneira estratégica, o celular pode virar origem de um dos problemas que aparecem nas pesquisas: a chamada infoxicação.

Comunicar demais também é um problema!

O excesso de informação é questão das mais urgentes. A pandemia nos digitalizou e nos inundou de comunicações de todos os lados. O futuro do trabalho híbrido, no entanto, tem mais a ver com a relação equilibrada entre transformação digital x satisfação dos funcionários.

Queremos que as pessoas tenham acesso fácil às informações? Queremos! Mas não que elas sejam assoladas por elas. Temos agora a oportunidade de reduzir os excessos, focar nas narrativas que geram mais engajamento e simplificar a experiência dos colaboradores com cada meio oferecido.

A famigerada intranet, por exemplo, tem ganhado vida nova após anos de apatia, pois é uma ótima ferramenta para redução de e-mails. Clareza, hipersegmentação e otimização são palavras-chave.

Não menos importante – muito pelo contrário – está a busca por uma comunicação mais horizontal, em que líderes e gestores se aliem à equipe de comunicação como disseminadores da estratégia. E, finalmente, temos a importância da mensuração desses resultados. Essa última se desenha (novamente) como a grande provocação. Queremos tantas coisas, mas como saber se estamos conseguindo?

Como verificar se estamos alcançando nossos objetivos?

Das atuais ferramentas que envolvem análises de planejado x realizado, pesquisas de clima/satisfação e indicadores para ações de comunicação, a ideia é que se avance destinando mais tempo dos times de CI para estudar o melhor processo dentro de cada empresa.

Esse caminho vai desde a melhor forma de coletar os dados até como analisá-los de maneira mais assertiva. E que se mensure mais e com mais frequência, medindo as mudanças de comportamento em relação às mensagens de comunicação interna.

Enfim, grandes metas e muitos caminhos para o mesmo fim: manter o funcionário satisfeito e com o sentimento de fazer parte de sua organização.

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