Como é feito o media training

Por Núbia Neves

Depois de entender o que é um media training e qual sua importância, é hora de entender como ele é aplicado. É comum que um jornalista convidado, algumas vezes famoso, seja contratado para o treinamento de mídia, porém, não existe uma regra para isso. Quando este tipo de participação ocorre, a ação se torna mais interessante, já que um jornalista tem sempre diversas experiências e muitos exemplos de entrevistas, boas e ruim, para passar para os executivos. Porém, essa não é uma opção crucial para o bom desempenho da ação e sim, uma ferramenta a mais que pode ser utilizada.

Basicamente, o treinamento de imprensa, ou media training, deve ser dividido em três partes:

Parte teórica:

Nessa primeira fase o personal coach explica aos executivos escolhidos para serem porta-vozes, a importância da mídia para a criação de uma boa reputação de marca ou produto; a história da imprensa e a evolução de cada canal (televisão, rádio, mídia impressa e online); a importância de cada um desses canais; como se comportar em uma entrevista; o que o jornalista, normalmente, espera de um porta-voz; a importância no alinhamento de informações, exemplos de erros e acertos, estratégias para um bom relacionamento com os jornalistas etc.

Treinamento:

Na segunda fase do media training o porta-voz vai colocar em prática tudo o que foi passado para ele na fase teórica e terá o desafio de aplicar tudo o que foi explicado da forma mais eficaz possível. O ideal é que nessa fase todos os tipos de mídia e de entrevista sejam simulados. Ou seja, deve ser analisada a postura do executivo tanto em uma entrevista televisiva, como em uma matéria para um portal online, por exemplo. Da mesma forma, uma entrevista positiva, como o lançamento de um novo produto, deve ser posta a prova, porém, uma simulação de crise também deve ser avaliada.

Feedback:

Após serem treinados é a hora dos executivos conhecerem e entenderem seu desempenho. Durante a segunda fase, é importante que o jornalista analise todos os pontos fracos e fortes do entrevistado para que, assim que terminarem a simulação, possa ser passado para o entrevistado o que deve ser aperfeiçoado e o que deve ser mantido.

* Núbia Neves é Assessora de Imprensa na Race Comunicação.

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