Cor que comunica: como construir uma identidade visual

identidade visual

Um dos grandes erros é elaborar elementos visuais e aplicá-los sem construir a personalidade da empresa.

Por Rodrigo Freitas 

Como construir uma identidade visual de uma marca? Um dos grandes erros das empresas ou de profissionais de comunicação ao definir essa identidade da marca é pensar em um logo, uma tipografia comum e uma ou mais cores sólidas e aplicá-las, sem um propósito, ou seja, sem construir a personalidade da empresa.

Mais importante do que se imagina, o conceito de identidade visual vai além da apresentação dos elementos visuais, logotipo, cores e fontes. Presente digital ou offline, em materiais que serão impressos, expostos, compartilhados e vendidos, a identidade é a materialização da missão, visão e valores de uma empresa, produto ou serviço; reflete o posicionamento estratégico e os valores tangíveis e intangíveis – aqueles que estão subentendidos, mas também tem seu valor.

Embora importantes, sem um conceito apropriado, os elementos visuais tornam-se apenas objetos decorativos que não representam de fato sua marca. Apenas como exemplo: em supermercado médio existem no mínimo 4 mil produtos de diferentes marcas. O que te faz lembrar e comprar sempre as mesmas marcas, facilitando a identificação nas prateleiras?

De certo, os valores tangíveis são importantes na escolha de um produto, porém os intangíveis, como a ética da empresa ofertante, a humanização, os benefícios ao meio ambiente etc., principalmente hoje em dia, também são fatores decisivos para compra.

Por que investir em identidade visual?

Só para ter uma ideia, pesquisa recente realizada pela Union + Webster apontou que 87% da população brasileira prefere comprar produtos e serviços de empresas consideradas sustentáveis. Sendo que, 70% dos entrevistados afirmaram que não se importam em pagar um pouco mais caro por marcas sustentáveis.

Mais importante do que traçar um plano pensando apenas nos elementos visuais, antes de criar a comunicação visual da marca é necessário primeiro definir a Brand Persona, que nada mais é do que a personificação dos valores de uma marca. Estudar também as Buyers Personas, ou seja, personagens semifictícios que representem os clientes, será útil.

Por meio da identificação desses personagens baseados em dados obtidos pela companhia, será possível traçar uma estratégia que dialogue e leve em conta seus anseios e dores. É relevante analisar que grande parte das decisões de compra são realizadas com base nas preferências e estilo de vida do consumidor, sua personalidade, valores e status social.

Antes de aplicar esses elementos na identidade visual, também, vale a pena estudar a chamada psicodinâmica das cores e seus impactos no público-alvo. Dependendo da região, não será de bom tom usar determinada cor ou outra cor pode se adequar melhor ao que sua marca propõe para o consumidor.

Ilustrando, no Japão, as cores são ativos muito importantes. Elas norteiam os rituais religiosos, vestimentas, arquitetura e artes. A cor azul, por exemplo, é indicada mais para as mulheres e crianças, pois indica pureza e limpeza. Uma marca que quer vender um produto exclusivamente masculino nunca deveria usar azul em uma campanha de comunicação.

Para construir uma comunicação visual assertiva é importante fugir do óbvio e comunicar com verdade, construindo marcas fortes, originais e que impactam o público. Pessoas se sensibilizam com histórias verdadeiras. Em uma sociedade pós-digital, cada vez mais existe uma preocupação com produtos, serviços e negócios que vão muito além das necessidades básicas.

Lembre-se, a “cor que comunica” é atitude e os valores que estão intrínsecos na marca, não apenas os elementos visuais visíveis.

E aí, você já sabe a importância de construir a identidade visual da sua marca? Venha conhecer nossa equipe de especialistas em criação e elaborar incríveis soluções de comunicação para a sua empresa.