Para além da assessoria de imprensa

Para além da assessoria de imprensa

Num contexto de transformações tão profundas e velozes no universo da comunicação, as estratégias cunhadas por empresas para dar voz às suas mensagens, produtos e serviços devem integrar uma ampla gama de soluções. Alguns temas ou abordagens funcionam melhor em determinados canais e menos em outros. Uma análise profissional e aguçada é necessária para estabelecer o tipo de conteúdo, formato e em quais mídias devem ser veiculados.

A assessoria de imprensa, neste cenário, deve ser vista como um entre os tantos mecanismos disponíveis para realizar a tarefa. Há algum tempo, numa era pré-digital, posicionava-se como a principal estratégia para a comunicação corporativa, mas esta realidade mudou bastante. Junto com ela, é essencial modificar a forma de pensar e utilizar a ferramenta.

Nos últimos anos, tradicionais revistas e jornais deixaram de circular. Por um lado, o círculo de opções para oferecer e emplacar pautas fica cada vez mais apertado. Por outro, este movimento tem contribuído para a migração de jornalistas das redações para o mercado de relações públicas, alimentando novas perspectivas sobre o futuro do setor.

Isso posto, fica mais claro que as estratégias de relações públicas e assessoria de imprensa precisam estar cada vez mais abertas a abordagens criativas e inovadoras, que até pouco tempo não eram muito exploradas. Ao mesmo tempo, necessitam se integrar às ferramentas digitais para que a comunicação seja pensada em 360°.

Algumas dicas podem ser úteis para se manter relevante no mercado, cada vez mais competitivo.

1- Consultoria

Em primeiro lugar, o profissional da área deve atuar como um consultor, identificando as necessidades de comunicação do cliente, e apontando os melhores caminhos para que consiga atingir seus objetivos. Neste sentido, é fundamental pensar em multiplataformas.

2- Relacionamento

O relacionamento deve permanecer como um dos principais aliados de um assessor: estar em contato com jornalistas, influenciadores (blogs, redes sociais, podcasts etc.) e outros assessores aumenta muito a credibilidade do profissional e as chances de contribuir com um conteúdo e novas oportunidades surjam, como troca de pautas, pautas conjuntas, indicação de personagens e cases.

3- Audiovisual

A utilização de elementos audiovisuais como imagens, infográficos, vídeos, podcasts, galerias de fotos etc., é uma tendência, com a capacidade de tornar pautas e conteúdos muito mais chamativos.

4- Branded Content

O branded content ganha cada vez mais força e espaço. De acordo com dados do Midia Lab do Estadão, 90% dos grupos de mídia americanos esperam que sua receita de branded content cresça mais do que qualquer outro fluxo de receita (assinaturas e anúncios em vídeo gráficos). Isto se deve ao fato de a estratégia ser muito mais atraente do que outros tipos de anúncio: a média de interação com conteúdo de marca escrito é 36 segundos, contra 1,6 segundo com anúncios num banner.

5- Podcasts

É bom ficar de olho nos podcasts. Estes formatos em áudio estão se tornando mais sofisticados, diversificados e vêm conquistando uma multidão de pessoas.

Segundo estudo recente realizado pela Associação Brasileira de Podcasters (Abpod) existem 2 mil podcasts ativos no país. Ou seja, aqueles que são exibidos com regularidade (em geral, semanais) e que podem ser acessados por meio de diferentes plataformas.

A pesquisa, feita em parceria com o Ibope Inteligência, concluiu que 40% dos 120 milhões de usuários da internet no Brasil já ouviram pelo menos uma vez um programa desse tipo. Além de amplo, o público é qualificado. De acordo com o levantamento, ele é mais escolarizado e tem renda superior à média da população.

Por Thiago Eid

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