A importância das buyer personas em uma estratégia digital

Por Rodrigo Freitas

Já não é novidade que vivemos na era digital. Nunca se viu tantos avanços em todas as esferas. A Internet das Coisas e a Inteligência Artificial, estão revolucionando o mundo que até então conhecemos. Num cenário atual, as interações tomaram outra proporção. Não importa se somos baby boomers, geração X ou millennials todos somos impactados diariamente pela tecnologia.

Não precisamos ir ao banco para pagar uma conta, nos preocuparmos em perder um arquivo que está na nuvem ou mesmo ir ou ligar para pizzaria para pedir uma pizza. Hoje em dia é possível até velar uma pessoa em um ambiente on-line.

Do lado da comunicação, não é necessário ligar o rádio, a televisão ou ir até a rua para ser impactado por anúncios. Ao acessar as redes sociais, sites, e-mail ou buscar um produto ou serviço no Google somos bombardeados. Quem nunca pesquisou um produto ou serviço e logo foi depois ao navegar na rede foi surpreendido com uma peça publicitária daquele item?

Atualmente existe uma acalorada discussão sobre “espionagem” de conversas, com o uso dos microfones acoplados nos smartfones. O assunto que é polêmico vira em mexe “dá pano pra manga”. Tanto que em 2017 o site especializado em publicidade Brainstorm9 até criou um termo para o assunto, “Cumbucagate”. 

Só para se ter uma ideia do tamanho impacto da publicidade no ambiente digital, no terceiro trimestre de 2018, a receita do Facebook foi de 13,7 bilhões de dólares, enquanto em 2017 no mesmo período, a receita era de 10,3 bilhões de dólares, ou seja, um aumento de 33%. Dentre os fatores que proporcionaram o aumento está a publicidade (área que representa 92% do total).

Além de vivermos na era digital, também vivenciamos a era da obesidade informacional. No intuito de se publicizar e respectivamente aumentar o market share as marcas e empresas descarregam informações.     

Mas o que torna uma comunicação eficaz? Como as empresas e marcas podem se sobressair no ambiente digital?

Benefícios da criação de buyer personas

Embora muitas organizações e/ou empresas ainda utilizem o conhecido conceito de “público-alvo”, a criação de buyer personas se faz premente em uma estratégia de Marketing Digital.

Diferentemente do público-alvo, no qual um grupo amplo de consumidores ou usuários com perfis correlatos (como por exemplo, características socioeconômicas) que estão pré-dispostos a consumir determinados produtos ou serviços, as buyer personas são arquétipos de clientes reais, ou seja, personagens semifictícios que representam um cliente ideal que tem fit com a empresa, marca, produto ou serviço.

A adoção de personas é essencial para direcionar as ativações no ambiente digital. Por meio da criação desses atores sociais é possível estabelecer uma linha de comunicação estratégica que dialogue com os públicos corretos, ou seja, a comunicação “não atirará” para todos os lados, mas será certeira.

O uso de personas proporciona autenticidade na produção de conteúdos e peças, pois nesse sentido, leva-se em conta os formatos ideais para cada ativação. Quando se pensa nas personas a elaborar a mensagem, ela não se torna commodity, pois pensa-se nas necessidades dos beneficiários. A linguagem não é plural, mas respeita as características de cada ente.

Nesse sentido, o conteúdo não será igual para todos os públicos, mas levará em consideração questões como faixa etária, gênero, características linguísticas, ramo profissional, motivações, interesses, gostos pessoais, escolaridade, “dores”, dentre outros contextos.

Ainda, baseada na jornada do usuário, a criação de buyer personas permite que a comunicação entenda quais são as redes sociais indicadas para cada tipo de público.

Também possibilita que a divulgação de anúncios não seja aleatória, pois levará em conta a jornada de compra do usuário, incluindo aprendizado e descoberta, reconhecimento do problema, consideração da solução e decisão de compra.           

Ao definir o perfil de um cliente ideal, as ações de marketing tornam-se mais assertivas. O negócio ganha notoriedade e se faz competitivo.

E aí, você já mapeou e construiu as buyer personas de sua marca e/ou organização?

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