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Rebranding: 3 pontos a serem considerados em tempos de crise

Posicionar a marca no mercado é uma das tarefas mais difíceis de uma empresa. Para alcançar este cobiçado espaço na lembrança do consumidor é necessário um trabalho constante, ao longo de anos, para criar conexão com público-alvo e demarcar as principais características do negócio. Com o rebranding isso também acontece.

Mas existem situações em que o antigo posicionamento pode precisar de uma readequação (por vários motivos e com vários objetivos). É o que chamamos de reposicionamento de marca ou rebranding – termo que tem se tornado cada vez mais popular devido às mudanças recentes no cenário mundial.

Neste período de transição, muitas empresas tem sido obrigadas, de certa forma, a buscar estratégias inovadoras de enfrentamento aos novos tempos de crise por conta da pandemia do Covid-19. 

Dentro dessas estratégias, está o reposicionamento de marca ou rebranding, que pode ser utilizado de forma a amenizar o desgaste da marca, aumentar (ou modificar o seu público-alvo) ou recuperar a imagem da empresa quando uma situação ruim afeta a percepção dos clientes sobre a marca.

Esta nova estratégia pode acontecer de diversas formas, desde a troca do logotipo, até uma mudança mais profunda dentro de seus valores.

Um fator importante desse reposicionamento é saber qual é o verdadeiro problema a ser combatido, fundamentado em uma análise completa, que inclui a descoberta da questão, os prós e contras dessa mudança, seus riscos, o público a ser atingido e a forma como o rebranding será implementado. 

É preciso ter em mente que uma mudança como esta serve para trazer um frescor de identidade ao negócio, modernizando sua posição aos novos tempos. Além disso, esse reposicionamento pode servir para comunicar de forma mais assertiva, de forma que a atração de novos clientes seja uma consequência.   

Novos tempos

Não há como negar que vivemos em um novo momento na sociedade e a comunicação desempenha um papel fundamental nesse contexto. Questões sociais como racismo, homofobia e feminismo, felizmente ganham cada vez mais espaço dentro das empresas, por isso o reposicionamento de marca também é um caminho para rever conceitos na comunicação empresarial. 

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Projetos customizados de comunicação corporativa

Essa recondução da marca tem grandes possibilidades de impedir equívocos, que podem levar uma empresa ao centro de uma crise, pois para que o discurso seja colocado em prática, é importante que seja feito todo um estudo para direcionar os rumos a serem adotados. A partir desse mapa, é possível identificar e criar ações que conversem com o novo posicionamento da marca.

Um exemplo prático (e muito bem sucedido) de como o reposicionamento de marca pode causar um efeito positivo para combater problemas sociais é a ação que foi realizada pela Magazine Luiza. A empresa habilitou permanentemente um botão no app Magalu para receber denúncias de violência contra mulher.

O serviço permite que qualquer pessoa ligue diretamente para o 180, número da Central de Atendimento à Mulher criada em 2005 pelo governo federal.

Quando a crise chega: 3 pontos a se considerar no rebranding

É possível que não haja uma empresa sequer que não tenha passado por momentos difíceis, afinal crises acontecem o tempo todo e geralmente de maneira inesperada, conforme estamos vivenciando desde o início de março. 

Durante esse período, o rebranding se tornou um ponto muito importante, pois é justamente durante a crise que o cliente passa a ficar mais atento e cauteloso. Mas isso não significa que não seja possível passar por ela sem grandes prejuízos aos negócios. Para dar aquela ajuda no fortalecimento da sua marca durante um período de crise, aí vão 3 dicas de ações para colocar em prática imediatamente:

1: Entenda o seu cliente: um reposicionamento de marca, e até mesmo o reforço de um posicionamento, só é possível quando a empresa conhece a fundo os clientes e consumidores. Para obter uma análise neste sentido, o branding é fundamental para saber detalhadamente qual é o perfil da ser atingido, ou seja, analisar o comportamento do público-alvo e ir ao encontro destas necessidades. 

Durante uma crise, esse entendimento precisa ser ainda mais apurado, pois conhecendo a fundo o seu cliente, é possível prever e se antecipar a problemas que podem surgir. Por exemplo: você sabe se o seu cliente não renunciaria em utilizar o seu produto de nenhuma forma, mesmo precisando economizar? Como ele poderia continuar consumindo mesmo em dificuldades? Responder perguntas como essas podem ajudar no processo de reposicionamento de marca. 

2: Fidelização em destaque: você já deve ter ouvido a famosa frase “São muitos anos para construir uma reputação, mas apenas alguns segundos para destruí-la”. Pois saiba que, em momentos de crise, ela faz ainda mais sentido. Isso porque durante períodos de incerteza, a tendência dos clientes é manter-se fiel a marcas, produtos/serviços que já conhecem. Pensando nisso, manter uma relação sólida com a base de clientes já construída é essencial para atravessar uma crise, independentemente de quão longa ela seja. 

3: Engajamento da equipe: quando falamos em reposicionamento de marca, esse processo também deve acontecer internamente, ou seja, todo o trabalho realizado também deve conversar diretamente com a área de gestão, fazendo com que a equipe se sinta motivada e engajada para estar em sintonia com uma nova linguagem e/ou cultura organizacional da empresa. Quando o quadro de funcionários não está alinhado com reposicionamento, é possível que a crise se agrave mais ainda, portanto fique atento! 

Por Maurício Valentin

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ativismo

Contra o discurso do ódio, ativismo empresarial

Na obra clássica de gestão “Feitas para durar”, Jim Collins descreve como as empresas visionárias existem para algo além de apenas dar lucros. Estas empresas são regidas por um sistema de ideias e valores que lhes serve de força impulsionadora, um ativismo capaz de inspirar as pessoas que trabalham nela. Ou seja: para estas empresas, o lucro não é um fim em si mesmo, mas um meio de atingir objetivos mais importantes. 

Ao lado dos governos, as empresas continuam a ser um dos maiores agentes de mudança na sociedade. Elas são responsáveis por uma parte muito significativa do bem estar que podemos alcançar – seja por criarem e comercializarem produtos e serviços que melhoram vida das pessoas de alguma forma, seja por gerarem empregos e renda que possibilitam o consumo destes produtos e serviços. 

Algo óbvio, mas que nem sempre é lembrado quando pensamos em uma empresa, é que elas são formadas por pessoas. Uma empresa assume seus contornos visíveis pelo conjunto de ações tomadas a partir das decisões de seus líderes e membros – muitas vezes munidos de dados de mercado e planos de crescimento ambiciosos, sim – mas fundamentalmente “gente como a gente”, pessoas que querem uma vida saudável, segura e cheia de realizações para si e para aqueles que amam. 

Recentemente, grandes empresas (e as pessoas por trás delas) se uniram em alguns movimentos que nos lembraram de que sua capacidade de promover mudanças positivas vai além de seus produtos: sua atuação e poder como anunciantes também pode se traduzir como uma ferramenta de ativismo social. 

O crescimento da influência do Sleeping Giants, uma plataforma que alerta empresas de que anúncios adquiridos por meio de mídia programática estavam financiando conteúdos falsos e sites extremistas, foi uma “sacudida” recente para todo o mercado de veículos de comunicação e anunciantes. 

Quer saber mais sobre gerenciamento nas mídias sociais? Confira as nossas soluções:

Gerenciamento de Redes Sociais

Em seguida, grandes anunciantes voltaram sua atenção para o Facebook e suas plataformas, como o Instagram. Hoje, o Facebook é o segundo maior veículo global de mídia, perdendo apenas para o Google. Há tempos, a rede social vinha sendo advertida de que seus esforços para excluir de suas plataformas conteúdos ligados a fake news e discurso do ódio contra minorias estavam sendo ineficazes.

Para pressioná-lo para um maior comprometimento com este objetivo, empresas como Unilever, Coca-Cola e Starbucks suspenderam temporariamente contratos de publicidade com a rede.

Outras grandes empresas, como Heineken e Adidas, foram se unindo ao movimento. Ao todo, o mercado estima que cerca de 400 empresas aderiram à causa, suspendendo ou cancelando investimentos na plataforma durante o mês de julho/2020.

Ativismo contra fake news

Embora um pouco resistente, o Facebook anunciou que irá tomar novas medidas para combater a disseminação de notícias falsas e ataques a minorias em suas plataformas. Os impactos deste gesto tiveram impacto financeiro sobre o Facebook – a empresa perdeu 8% de seu valor de mercado em apenas um dia – e embora já tenha recuperado uma parte deste valor, a repercussão simbólica deste boicote terá longa duração.

As empresas são parte e fruto da sociedade, e por isso é justo que utilizem sua enorme influência, financeira e no âmbito das ideias, para dar voz e promover mudanças positivas, que venham ao encontro dos desejos e necessidades das pessoas que as fazem existir.

É muito natural que empresas que gastam milhões de dólares no gerenciamento de sua imagem e reputação não queiram aparecer associadas a postagens e conteúdo que, por exemplo, pregam valores ligados à ideologia de extrema direita e ao preconceito contra minorias.

O papel social das empresas vai além de ter uma área dedicada a projetos sociais ou preocupação com causas. Esse ativismo vai além, também, de ter boas políticas de recursos humanos para quem trabalha nela. Empresas que pretendam estar em pé e lucrativas pelas próximas décadas precisam se atentar ao amadurecimento de conceitos de justiça social entre seus consumidores, e evoluir com eles.

Por Michele Colombo 

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diversidade

Diversidade: a mudança que vem de dentro pra fora

A maioria das empresas já entendeu que demonstrar afinidade com temas relacionados à diversidade gera mais engajamento com os clientes. Pautas antirracistas, de diversidade sexual, feministas, anti gordofobia e inclusivas para deficientes, por exemplo, tem ganhado, cada vez mais, a adesão de grandes companhias.

Recentemente, o caso George Floyd (homem afro-americano que foi estrangulado por um policial em uma abordagem na cidade de Minneapolis, nos Estados Unidos) tomou proporções mundiais. Marcas de renome internacional, como Nike, Ben & Jerry’s e L’Oreal se posicionaram em protesto. Aqui também, no Brasil, muitas empresas levantaram a bandeira antirracista em suas contas do Instagram e Twitter – “não dá pra perder a oportunidade de mostrar que estamos alinhados nesse discurso”, pensam elas.

E não dá mesmo, se a empresa estiver REALMENTE alinhada com o discurso da diversidade. A Avon foi uma delas, como é possível ver no post abaixo.

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Há três dias a nossa timeline foi inundada de protestos em favor do movimento antirracista no Brasil e nos EUA, e ao invés de postar também, decidimos tirar três dias pra pensar em tudo o que fazemos e tudo que ainda queremos fazer na Avon. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Nesses três dias, pensamos em tudo o que nos orgulhamos: dar voz às mulheres negras que estamparam todas as capas das nossas revistas de beleza esse ano, das protagonistas das nossas campanhas publicitárias, das influenciadoras que nos emprestam suas vozes e opiniões, da quantidade de mulheres no nosso ambiente de trabalho, do nosso reconhecimento pela segunda vez no Guia Exame de Diversidade (destaque na categoria gênero) entre diversas outras coisas. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Nesses três dias também pensamos em tudo o que precisamos melhorar. E decidimos que, ao invés de um post, melhor um compromisso. Então nos comprometemos a: ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ – Aumentar a empregabilidade de pessoas negras e a sua presença em cargos de liderança; ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ – Acelerar o processo de adequação das nossas cores de maquiagem, incluindo as bases de rosto para se adequar melhor às peles negras e sempre valorizar a beleza negra; ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ -Continuar ampliando as vozes de mulheres negras em nossas redes, em nossas campanhas, em nossas discussões internas e em nossas decisões; ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ -Buscar ativamente, dia após dia, ser antirracistas em todas as nossas ações cotidianas. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Acreditamos no nosso propósito de Construir Vidas Mais Bonitas e de impulsionar a autonomia das mulheres negras, pra fortalecer uma sociedade na qual vale a pena viver. Não temos todas as respostas, mas também nos comprometemos a buscá-las junto com todos e todas vocês. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ #VidasNegrasImportam #AvonAcessível #PraCegoVer: Imagem com fundo preto com texto em letras brancas no centro “O antirracismo está em pauta, mas ele também tem que estar na atitude”. No canto inferior direito três ilustrações de punhos fechados apontando para cima, de tamanhos diferentes.

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Mas o mês nem havia terminado e a empresa já se viu diante de uma saia justa que envolvia a diretora de marketing em uma acusação de manter a empregada doméstica negra e idosa em situação análoga à escravidão. A Avon tem culpa? Sim. Pode parecer injusto com a marca, mas a verdade é que grandes corporações devem se responsabilizar, sim, pelas atitudes de seus funcionários, principalmente do alto escalão.

Entenda: qual é a consistência de uma campanha de marketing com viés anti racista quando a própria diretora da área está sob acusação de trabalho escravo? Essa é uma conta que não fecha. Não é fácil, mas a empresa que quer se posicionar, precisa fazer a lição de casa, precisa conhecer muito bem as pessoas que estão na linha de frente.

Ainda seguindo este exemplo, há alguns meses a Rede Globo passou por uma situação constrangedora a partir de uma abordagem ao vivo do âncora do Bom Dia São Paulo, Rodrigo Bocardi. Durante uma entrevista mediada pelo repórter de rua sobre a superlotação do metrô, o jornalista do estúdio cometeu uma grande gafe.

Ao ver que o rapaz negro entrevistado vestia o uniforme de um dos clubes mais famosos (e caros) da cidade, logo presumiu que ele era um dos meninos que recolhiam as bolinhas de tênis espalhadas pelos jogadores. A surpresa veio quando descobriu que se tratava de um atleta profissional de polo aquático. Um caso clássico de racismo estrutural, em que pessoas brancas não conseguem ver pessoas de pele escura exercendo nenhuma outra função que não seja relacionada a servidão. Uma bola fora que a internet também não perdoou. Rodrigo foi acusado de racismo e o jogador, Leonel Diaz, pediu retratação do jornalista também ao vivo.

E não pense que esses casos se restringem à questão racial. No último fim de semana muitas empresas mudaram o logotipo nas redes sociais para as cores do arco-íris: Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+.

No feed do LinkedIn, por exemplo, tudo estava colorido. Mas, quantas empresas de fato puderam mostrar o relatório de profissionais contratados? Quantas podem dizer que discutem o tema recorrentemente com os colaboradores? A diretoria sabe de cor o que representa cada letra da sigla? Isso é cultura. É quando a mudança vem de dentro pra fora. Tem que educar, absorver o tema, tem que contratar mais pessoas diversas (principalmente para cargos de liderança), tem que viver o que fala. É difícil, exige trabalho e investimento. É uma desconstrução e reconstrução profunda.

Nenhuma empresa é obrigada a agir dessa forma, desde que não queira se posicionar publicamente a favor de causas sociais. Mas, os que se propõem a seguir a cartilha, certamente deixarão um grande legado para a marca e uma contribuição real para a sociedade.

 Por Thamyris Barbosa

 

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comunicação interna

Comunicação interna: 7 perguntas de um bom briefing

Tempos velozes, home office, incertezas e altos níveis de ansiedade. Nossa realidade nos surpreende a cada novo dia e no universo das empresas e do mercado, não poderia ser diferente. A comunicação interna ganha maior pressão por entregas cada vez mais urgentes. O tempo se acelera e tudo parece ser igualmente importante. Tudo ao mesmo tempo agora.

Nesse contexto, a importância de um bom briefing se faz relevante. O briefing é um documento que facilita a entrega certeira dos pedidos de comunicação dos clientes por parte das agências de comunicação. Mas nem todo mundo sabe o que deve ter o briefing ou pior não considera essa etapa uma parte importante do trabalho da comunicação interna.

Atropelados pela pressa e por cobranças muitas vezes exigem peças sem sentido e sem prazo exequível. Justificativas à parte, quero aqui orientar minimamente os interessados em construir uma relação saudável e prática entre agência, comunicadores e áreas clientes.

Na comunicação interna, percebo que há maior confusão e repetitivas mudanças nos trabalhos, nos textos e nas imagens produzidas. Tal fato acontece porque múltiplas áreas se envolvem nas ações de comunicação com os empregados tendo um emaranhado de aprovações dentro da hierarquia que prejudica a criatividade e a celeridade eficiente da comunicação. Claro, quando o trabalho sai errado a culpa sempre será da equipe de comunicação ou da própria agência prestadora do serviço.

O design é uma parte muito importante dentro da comunicação. Veja nossas soluções em diagramação, infográficos, press kits e materiais gráficos! 

Para reduzir esses ruídos e organizar esse meio de campo, sugiro algumas perguntas básicas sobre os trabalhos, mesmo que sejam pedidos aparentemente simples como um banner para a parede do refeitório da fábrica ou uma post a ser enviado pelo WhatsApp corporativo.

Veja 7 perguntas básicas a serem respondidas em um briefing de comunicação interna:

1: Qual o projeto, evento ou ação a ser realizada?

Neste campo é ideal termos o nome do projeto, o nome do evento a ser realizado ou a ação específica de forma detalhada.

2: Qual a área responsável pela demanda e qual a área que vai aprovar o material?

Neste campo é ideal termos a área cliente ou solicitante e também o aprovador do material a fim de evitar que diferentes pessoas, na ânsia de contribuir, façam alterações ao longo do processo, alterando o briefing inicial. A permanente alteração de textos, imagens, logos, cores e até formatos impacta na qualidade do serviço prestado.

 3: Qual o prazo e a verba disponível?

É ideal termos aqui a verba disponível e o prazo de entrega de forma clara a fim de direcionar tempo e investimento de comunicação de forma clara., evitando expectativas altas com verbas reduzidas. Nesse item podemos já inserir o tipo de material a ser usado ou mesmo formatos de arquivos.

4: Qual o objetivo da comunicação?

Pergunta simples, resposta difícil. Mas é necessário que a área solicitante aponte um objetivo a ser alcançado.

 5: O que as pessoas deverão fazer ou perceber após essa comunicação?

Essa pergunta complementa a anterior e demanda do solicitante uma ação prática ou uma percepção valiosa a respeito daquilo que se quer comunicar.

 6: Qual a mensagem-informação principal que que não pode faltar no material?

Aqui podemos inserir e-mail de contato, telefone, logomarcas ou mesmo algum dado específico sobre aquilo que se comunica.

7: Existe algum material anexo, como fotos e textos?

Item importantíssimo, uma vez que muitas áreas ou gestores já possuem uma ideia na cabeça e que gostariam de implantar (na verdade copiar e diminuir risco de erro). Fotos e imagens de referência devem ser vistos e aprovados antes da apresentação de lay outs e drafts de criação. É o cliente quem deveria apontar o que deseja e como deseja. Mas caso ele não saiba e permita a criação livre de opções e propostas

De uma maneira a prevenir mal-entendidos e alinhar expectativas, ao se elaborar um briefing – que funciona como espécie de roteiro do trabalho – se organiza melhor o pedido e coloca o cliente e a área solicitante como responsável pelo material a ser apresentado. O documento serve também como um guia, um minicontrato entre comunicadores e clientes.

Assim, evitamos riscos e retrabalhos, reduzimos stress e também custos. Fica a dica.

Por Luiz Antônio Gaulia 

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growth hacking

Já ouviu falar em growth hacking?

Um dos novos processos que têm se destacado dentro do marketing digital é o Growth Hacking. As ferramentas tradicionais têm se mostrado inviáveis, tanto pelo custo quanto pela eficácia da operação. Por isso, as marcas buscam novas formas de entender e aplicar a comunicação em seus negócios.

Apesar do nome um pouco incomum, o conceito é uma releitura e uma adaptação aos novos formatos digitais de métodos utilizados em pesquisas acadêmicas e de mercado.

Com as inegáveis transformações da tecnologia, da forma de se comunicar e do comportamento dos consumidores, as antigas metodologias utilizadas pelo marketing ficam cada vez mais distantes dos resultados que as empresas esperam.

Afinal, o que é growth hacking?

O growth hacking é uma estratégia para identificar os pontos sensíveis da comunicação mercadológica de um negócio e, a partir deles, estimular um crescimento maciço, no menor tempo possível e com o menor gasto possível.

Termo cunhado há 10 anos pelo empresário e investidor anjo Sean Ellis, começou a ser aplicado recentemente pelo mercado, sobretudo com o despontamento das startups. Em essência, busca alternativas ao marketing tradicional, por meio do uso de mídias sociais, marketing de conteúdo, publicidade direcionada, entre outros.

Para tanto, é imprescindível que o growth hacking seja aplicado de acordo com os KPIs das empresas. Por exemplo, se uma companhia está concentrada em vender produtos, seus KPIs devem estar mais focados em tráfego e geração de leads. Se o foco é ganhar seguidores em uma rede social, então o mais importante é atração e engajamento. Ou seja, a estratégia deve estar afinada às especificidades do negócio.

Como aplicar o growth hacking?

Identificado o elo frágil da operação, os profissionais devem se debruçar sobre ele, propondo e testando processos ágeis. Mas não qualquer um.

Para ser considerada uma growth hacking, a metodologia deve ser sistematizada, repetível e rentável. Se não se enquadrar nessas características, não pode ser considerada como tal.

Após identificar as vulnerabilidades e brechas do negócio, o próximo passo é levantar hipóteses de como as etapas problemáticas poderiam ser repensadas em novos formatos e procedimentos.

Utilizando ferramentas de teste, análise e automação é possível averiguar, aplicando a grupos-alvo predeterminados, a eficácia de determinadas condutas. Aos poucos, é possível fazer as modificações necessárias para otimizar os KPIs alcançar resultados mais rápidos e baratos (se você quiser saber mais sobre mensuração de resultados em comunicação, clique neste link).

Por fim, o segredo é tornar o processo orgânico ao ponto de transformar os próprios consumidores em propagadores da marca. A tarefa não é simples e deve ser performada por profissionais experientes, pois o primordial é pensar fora da caixa, propor soluções disruptivas e estabelecer métodos eficientes.

Por Thiago Eid 

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assessoria de imprensa

Você sabe a diferença entre assessoria de imprensa e relações públicas?

Confundir a assessoria de imprensa e relações públicas pode ser considerado até “normal”, afinal de contas elas estão intrinsecamente relacionadas.

No século XX, o jornalista Ivy Lee montou o primeiro escritório de relações públicas, até então conhecido pelo mundo.

Em uma tentativa assertiva, Lee institui um novo modelo de atividade comunicacional, a assessoria de imprensa. Seu objetivo era recuperar a imagem e a credibilidade do empresário John Davison Rockfeller – um dos milionários e mais destacados donos de empresas do período – acusado de agir inescrupulosamente para ter o controle e o monopólio do petróleo nos Estados Unidos.

Com um plano de comunicação bem estruturado, o jornalista passou a atuar como um agente informacional dos negócios de Rockfeller. Ele atrelou o fornecimento especializado de conteúdos de interesse público da empresa a serem divulgados jornalisticamente, concomitantemente com o serviço de reposicionamento da imagem institucional do empresário e de seus negócios.

Por meio de um trabalho dinâmico, Lee construiu um canal de comunicação entre a imprensa e a empresa do seu assessorado.

O envio de informações verídicas garantia a publicação de notícias nos espaços editoriais (mídia espontânea), deixando de lado os anúncios ou publicações de cunho comercial.

Assessoria de imprensa e relações públicas: como diferenciar?

Fundamental para construção e manutenção de uma imagem positiva, a assessoria de imprensa é um instrumento pelo qual os profissionais formados em Jornalismo (especialmente aqui no Brasil), Relações Públicas e, em alguns casos, Propaganda e Publicidade, utilizam para construir e estreitar o relacionamento dos seus assessorados com a mídia e outros formadores de opinião, tendo como principal objetivo a divulgação de uma agenda positiva que impacte na reputação de um ente;  além de identificar e se antecipar a possíveis riscos e vulnerabilidades dos seus clientes que podem se tornar em crises de imagem.

Efetivamente, o trabalho da assessoria de imprensa consiste em entender, apurar e encontrar informações noticiosas (ou seja, de interesse público) de um ser empresarial propagando-as para os veículos de comunicação e formadores de opinião, visando com que essas sejam conhecidas a outros públicos estratégicos pleiteados pela organização. Quando necessário, os profissionais do segmento, ainda, minimizam os resultados negativos gerados por uma crise corporativa que se tornou pública.

Por meio de peças como o press-release, notas, sugestões de pautas e porta-vozes, além da elaboração e envio de press-kits, realização de encontros de relacionamento, coletivas de imprensa, press-tour e press-trips, e outras ações realizadas nos meios on e offline, os especialistas atuam diretamente na construção de um colchão reputacional da empresa e/ou organização.

Com um escopo mais amplo, as Relações Públicas dialogam com todos os stakeholders preteridos. Embora os RP´s possam atuar em assessorias de imprensa, seu papel é garantir um relacionamento achegado com a totalidade dos públicos de interesse de uma empresa, marca ou organização, salvaguardando e garantindo que a imagem desejada seja a mesma que a percebida.

Isso inclui pensar em ações estratégicas que impactem os acionistas, diretores, colaboradores, terceiros, clientes, Ong´s, órgãos públicos e governamentais etc.

Dentre as funções da área, estão a elaboração do planejamento estratégico de comunicação, a execução do plano tático, o levantamento dos resultados obtidos, e por fim, o entendimento e a avaliação das ações, tendo como finalidade de prossegui-las ou não; sempre levando como meta, os valores, objetivos e as ações da organização.

Resumindo, embora importante, a assessoria de imprensa é um braço estratégico de das Relações Públicas, que consiste em um olhar macro da organização.

Ficou interessado em saber como melhorar a sua comunicação atingindo resultados que impactarão seu negócio? Entre em contato! Nós atuamos tanto com assessoria de imprensa, quanto com todo o escopo de Relações Públicas.

Por Rodrigo Freitas

 

 

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relações públicas

Relações Públicas: 5 dicas para montar uma boa estratégia

Destacar a marca e fazer com que ela seja reconhecida no mercado em que atua exige que diferentes processos estratégicos sejam elaborados, incluindo a área de relações públicas. Tal prática decorre de um planejamento minucioso que precisa contemplar diferentes canais, ferramentas e abordagens, especialmente em um momento que o marketing de branding demanda que se tenha conhecimento sobre os mais variados formatos de comunicação e métricas de engajamento.

A fim de ajudar neste processo, a Race Comunicação conversou com alguns de seus profissionais para descobrir  como qualquer marca pode alcançar uma reputação de sucesso.

Veja abaixo 5 dicas de estratégias em relações públicas:

  1. Tenha clareza sobre o seu negócio: a importância do estudo de mercado

Um dos primeiros passos para o engajamento da marca é identificar quais são as melhores formas de trabalhar a imagem da empresa dentro do mercado. Dessa forma, fica mais fácil identificar o diferencial da marca, bem como a melhor maneira de impactar o seu público-alvo.

“Ao desenvolver um plano estratégico é preciso analisar primeiramente o mercado em que a marca ou a empresa está inserida”, destaca Bruno Uehara, assessor de imprensa da Race Comunicação. E complementa sobre a necessidade de identificar quais as características do público-alvo. “A partir dessas informações, é possível planejar as ações de comunicação de forma segmentada e com linguagem adaptada para cada um”.

  1. Identificando stakeholders: a base para uma reputação de sucesso

Os stakeholders nada mais são do que os principais públicos de interesse do negócio. São eles que irão fazer com que sua marca seja reconhecida e tenha ainda mais engajamento dentro do mercado. Para saber quem são eles, é preciso conhecer os principais objetivos do negócio e qual o perfil desse público que se deseja alcançar.

“É muito importante fazer uma imersão para que você consiga ver com as principais áreas do negócio quais as metas de comunicação e quais públicos atingir com isso”, pontua Thiago Eid, assessor de imprensa da Race Comunicação, ao afirmar que dessa forma, é possível definir também quais serão os formatos dos conteúdos, a linguagem a ser utilizada e as principais ferramentas.

“Ferramentas como assessoria de imprensa, encontros com entidades, mapeamento de eventos com participação de algum porta-voz, promover a aproximação de formadores de opinião e empresários por exemplo. São várias formas de trabalhar as relações públicas para fazer com que a empresa conheça seus stakeholders”, complementa.

  1. Assessoria de imprensa: uma ferramenta que aproxima

Uma das ferramentas estratégicas para um bom engajamento da marca é investir na assessoria de imprensa, afinal, é ela que irá levar aos veículos de comunicação os principais diferenciais do seu negócio para a sociedade.

Um desses caminhos, segundo Amanda Lima, assessora de imprensa da Race Comunicação, é investir na história do cliente, pois a imprensa é cativada pela narrativa e pela força das palavras. “Nem sempre a melhor estratégia é fazer um press release e divulgar para todo mundo. Dentro de cada história é preciso identificar como contar isso de maneira interessante. Seja por meio de um release, uma sugestão de pauta exclusiva, um encontro de relacionamento, uma entrevista para um podcast ou um programa de TV, ou até uma ação com influenciadores”, exemplifica. “Esse seria o passo mais importante para atingir o público com a melhor estratégia”, conclui.

  1. Ambiente digital a favor da marca: seja o resultado que você quer para a sua empresa

A conexão entre interatividade e relações públicas pode gerar resultados ainda mais potentes para a sua marca. O auxílio do ambiente digital no trabalho de relações públicas é apenas um dos pilares que seguram uma estrutura de comunicação estratégica. Portanto, é preciso saber quais as vantagens do seu uso e como aproveitar essa praticidade de maneira correta e eficiente.

“As redes sociais têm a função de mostrar os valores e posicionamentos da marca, além de vender. Trabalhar conteúdos que mostrem como a marca ajuda a sociedade e o que ela oferece aos seus consumidores é uma saída para trabalhar um planejamento eficaz de relações públicas”, destaca Bárbara Christan, criadora de conteúdo digital da Race Comunicação.

Segundo ela, o ideal é sempre trabalhar as estratégias em conjunto, tendo como principal objetivo a criação de ações que mostrem que o produto é capaz de ajudar o público a solucionar seus problemas, suas dúvidas e suas dores. “É preciso fazer um diagnóstico da marca e definir não só branding persona, que seria a cara da marca, mas os buyers personas, que vão realmente comprar o produtor ou o serviço, sempre mostrando os valores da marca”, aconselha.

  1. Identidade visual: faça sua marca ser lembrada

Quando pensamos em uma marca, pensamos diretamente na sua imagem e nos valores que ela nos remete. Para que a imagem cause um impacto positivo no público-alvo é necessário gerenciamento. Um dos pilares da gestão de imagem e estratégia de conteúdo é a comunicação visual, essencial para se destacar perante a concorrência.

Para que sua empresa se destaque diante do mercado, sua comunicação precisa ser eficaz, atualizada e compatível às atuais demandas sociais. A vantagem em apostar na comunicação visual é saber que ela possui um grande potencial de recepção e atinge um número maior de pessoas do que a comunicação escrita.

Por isso, estabelecer uma gestão eficiente sobre a sua organização é crucial para criar uma reputação marcante e assumir um posicionamento claro diante de seus clientes.

Por Ana Luiza Antunes

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comunicar

Criando maneiras de se comunicar em diferentes idades

Da infância a fase adulta, existem as mais variadas formas de se comunicar, especialmente quando o objetivo principal é alcançar um público com idades diferenciadas e propósitos similares. Vivemos em um mundo de avanços tecnológicos que ultrapassam barreiras jamais imaginadas. Dia após dia, somos bombardeados com informações que, muitas vezes acabam por não estar vinculadas com nossos interesses pessoais.

Graças a este enorme avanço, possuímos as mais variadas ferramentas para alcançar nosso público. Supondo então que o assunto tratado é Videogame, sabemos que não apenas de crianças vive a indústria dos consoles. Grande parte da renda vem de pessoas com mais de 22 anos de idade.

Com tamanha disparidade de idades, como se comunicar com um público tão diverso e apaixonado pelos games?

Ao contrário do que muitos pensam, as crianças e pré-adolescentes, possuem tamanho conhecimento e curiosidade podendo lidar com temas que adultos costumam trabalhar. A maneira como se executa a comunicação irá propiciar o entendimento em todas as idades. Hoje em dia, infográficos, tabelas e linguagens mais lúdicas e tecnológicas fornecem tudo o que uma criança de 10 a 14 anos necessita para estar a par de tudo que acontece no mundo dos jogos.

“Devemos lembrar que independente da escrita ser algumas vezes voltada ao mundo infantil (falando sobre vídeo game) o texto é jornalístico e retrata um acontecimento, um lançamento, algo que está surgindo no mercado.”

Vivemos em época de memes e muitas empresas hoje adotam esse estilo para se comunicar com o público da internet e televisão, até mesmo em revistas está presente este tipo de linguagem. E fora do âmbito dos videogames não é diferente, os cuidados necessários para se alcançar todo o público desejado demanda demasiada estratégia que perpassa os limites da comunicabilidade.

Mudanças na forma de escrita, bem como o conhecimento prévio do público alvo são características determinantes para uma boa comunicação. Esta “mexida” na estrutura da linguagem se da devido a construção de ideias do sujeito que produz o conteúdo para o público que, já possui conhecimento prévio sobre o assunto proposto. Quando se trabalha com certa ideologia, seja ela uma cultura tecnológica, o sujeito é afetado necessitando absorver maior conhecimento do que a criança, o pré-adolescente ou o adulto consome.

Ao produzir conteúdo para diferentes tipos de público utilizando os mais variados tipos de comunicação (mobile, impresso, digital) a criação necessita ser mais lúdica alcançando até mesmo públicos que porventura, desejam se aventurar no mundo do desconhecido.

A comunicação hoje necessita estar de mãos dadas com a criação, de novos conteúdos, novas formas de se comunicar via linguagem digital, propiciando assim sempre um interesse contínuo no público que acompanha o material proposto. E você? Já criou seu conteúdo e inovou a maneira de se comunica com seu público através de uma nova linguagem? Se precisa de ajuda com isso, entre em contato conosco!

 

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briefing

Briefing: saiba como elaborar e quais perguntas ele precisa responder

Ter uma ótima ideia, mas receber um produto totalmente diferente das suas expectativas ou investir horas e muita energia em uma entrega, para ao final descobrir que não era nada daquilo que havia sido pedido é um cenário bastante comum na relação cliente-agência. A falta de alinhamento prévio pode causar muitos problemas no resultado final, mas que podem ser evitados com um bom e completo briefing.

Em poucas palavras, um briefing é um conjunto de instruções, um compilado de expectativas e um verdadeiro cronograma de um projeto. O resultado varia: post em rede social, relatório de evento, divulgação de pauta estratégica. Todo produto demandado de um profissional por outro precisa ter suas orientações claras e bem organizadas.

Os benefícios de um briefing bem elaborado e mantido atualizado são diversos e facilitam a vida das equipes envolvidas, tanto de um lado, como do outro. Resumidamente, temos que suas principais vantagens, são:

  • Alinhamento de expectativas entre cliente e agência: ambos ficam cientes da importância do projeto e seus objetivos;
  • Melhor coesão do time que executará o projeto: todos da equipe ficam na mesma página quanto ao que precisa ser feito e quando;
  • Mais facilidade na organização das tarefas: entregas bem definidas permitem a criação de um cronograma de atividades e a noção do que já foi feito e o que ainda precisa ser cumprido;
  • Auxílio na gestão e otimização do tempo ao longo do processo de criação: com base na definição do prazo e na quantidade de tarefas do processo, é possível saber quanto tempo cada atividade pode demandar;
  • Possibilidade de avaliação da entrega: o sucesso do produto final pode ser avaliado com base nas expectativas previamente estabelecidas e nos elementos de sua composição tidos como fundamentais.

Além de tudo isso, um bom briefing dado no começo de um projeto diminui potenciais ruídos de comunicação e dúvidas surgidos ao longo processo e permite que o dia-a-dia das equipes envolvidas seja mais tranquilo e sem estresses desnecessários.

Precisa de um projeto customizado de comunicação corporativa? Veja a nossa solução!

Como fazer um briefing?

Não existe um único modelo de briefing já pronto e aplicável a toda e qualquer situação. Pelo contrário, são diversas estruturas, adaptadas por cada empresa de modo que fiquem mais adequadas às suas necessidades. De todo modo, existem itens básicos que podem compor um briefing de modo a torná-lo completo e útil.

Antes de listarmos os componentes principais da check-list, é importante ressaltar que, aqui, estamos tratando de um exemplo em que os atores já se conhecem e a agência já sabe o histórico e área de atuação do cliente, assim como pontos sensíveis do setor. Se esse não for o seu caso, é importante acrescentar essas três questões no seu briefing.

Confira as 10 perguntas básicas que um briefing precisa responder:

  1. O que precisa ser feito: qual é o produto final?
  2. Qual o deadline?
  3. Haverá check points ao longo do período de produção? Quando?
  4. Qual o objetivo do produto?
  5. Que mensagem o produto deverá passar?
  6. Quais as expectativas do cliente em torno do produto?
  7. Quem é o público-alvo que o produto busca atingir?
  8. Qual é o orçamento para o projeto? Existe alguma distribuição de recursos já pré-definida?
  9. Objeções: o que o produto não pode conter de forma alguma?
  10. Existem materiais extras que podem ser compartilhados? Exemplo: modelos, edições anteriores do produto em questão, benchmarking de outros produtos que podem servir de inspiração, etc.

Essas são questões essenciais na elaboração do briefing e devem ser respondidas da forma mais clara e mais objetiva possível. É claro que se seu projeto demandar mais informações ou não contemplar alguma das perguntas colocadas, a lista não só pode, como deve ser editada. Um bom briefing é o que funciona para você, lembra?

Deve-se ressaltar, também, que mesmo em projetos com cronograma apertado, é importante que as duas equipes separem algumas horas para examinar e responder as questões. Esse investimento inicial de tempo e energia fará com que o restante do processo flua de forma muito mais ágil e sem sobressaltos no meio do caminho.

Por fim, um bom briefing deve ser de fácil acesso, de forma que esteja sempre à mão. Pensando nisso, convém evitar documentos muito longos e desorganizados cuja tendência é serem colocados e esquecidos naquela pasta, dentro daquela outra pasta, que faz parte da pasta “Documentos Gerais” do projeto.

Ficou com alguma dúvida? Quer saber mais sobre a importância do briefing e como adaptá-lo aos seus projetos? Entre em contato conosco para conversarmos mais sobre o tema!

Por Sofia Melazzo

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A era digital e a acessibilidade

A era digital e a acessibilidade

Você sabe qual o tamanho da população brasileira que possui algum tipo de deficiência? Segundo o IBGE, são mais de 45 milhões de pessoas, o que representa quase 24% dos brasileiros. Porém, em plena era digital a acessibilidade é um desafio cada vez maior para se comunicar com essas pessoas, visto o crescente número de mídias e canais que são criados para divulgar conteúdos.

Por isso hoje a Race traz um debate sobre a era digital e a acessibilidade. Vem conferir!

Desde janeiro de 2016 a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), regulamenta sobre a autonomia e a capacidade dos cidadãos com algum tipo de deficiência exercerem atos da vida civil em condições de igualdade com as demais pessoas, conforme texto da Agência Senado. Entre as conquistas mais importantes está o acesso a informação por meio de sites acessíveis.

“Art. 63. É obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente.”

Porém, essa não é uma realidade tão bonita quanto parece. Até hoje, apenas 1% dos sites brasileiros aderiram a causa.Thiago Perné Santos, 34 anos, é surdo bilateral bilíngue e comenta que ainda hoje há pouca acessibilidade em sites:

“E muitos deles talvez não contenham à acessibilidade que abranjam todas pessoas com deficiência. Além disso, os idosos que, pela idade, podem ter mais dificuldade em visualizar/ ler/ interagir com o conteúdo”, conta.

O que fazer, então, para sair dessa grande estatística negativa?

Existem boas práticas tanto direcionadas para a programação quanto para a produção de conteúdo de um site, como o recurso de descrição de imagens – #pracegover – que desde 2018 integra a plataforma do Instagram e até a definição correta de atalhos de teclado que facilitam não apenas a navegação por leitores de tela mas que também são importantes para SEO.

E o conteúdo?

Quanto mais claro e objetivo for mais próximo do alvo estaremos. Além disso, não são apenas deficientes físicos que acessam sites, mas também pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), dislexia e discalculia e autismo, por exemplo. E, para estes casos podemos:

  1. Usar uma linguagem visual e textual simples, sem erros ortográficos, metáforas, abreviações, jargões e acrônimos;
  2. Fazer parágrafos mais curtos e utilize marcações, como títulos, quebra de linhas, numeração, etc., a fim de facilitar a leitura;
  3. Utilizar imagens de fácil compreensão – textos grande com fontes minúsculas, por exemplo. Isso também idosos, pessoas de baixa visão, uso de aparelhos celulares antigos, entre outros. Sempre colocando, também, o texto alternativo para imagens;
  4. Apostar no Call to Action (CTA – Chamada para Ação) com orientações claras sobre o que fazer, após a informação passada, não só estimulam e motivam o usuário como facilita a entender qual ação deve ser feita;

O mais importante é entender que quanto mais eficiente é a comunicação, maior será sua audiência!

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