INSIGHTS

Negative SEO

Por Livia Caixeta

SEO (Search Engine Optimization) é a sigla em inglês para Otimização para mecanismos de busca e é uma ferramenta cada vez mais utilizada por gestores de conteúdo para melhorar a posição de sites, blogs ou páginas da web na busca orgânica do Google. Esta estratégia confere mais visibilidade e credibilidade ao site ou blog no ambiente web. Desta maneira, o negative SEO são práticas desleais aplicadas para prejudicar toda essa estratégia.

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Este tipo de “ataque” é feito com o único e exclusivo objetivo de prejudicar o posicionamento de um site, geralmente corporativo, e em muitos casos é feito por concorrentes que desejam melhorar o posicionamento de seu próprio site a partir da perda de posição de uma outra página. Com as mais recentes atualizações de algoritmos do Google,a discussão sobre essa prática ganhou visibilidade.

 

Então o negative SEO é um tipo de hackeamento?

Depende!

“Na medida em que uma tática muda a aparência ou funcionamento de um site ou lhe dá acesso não autorizado, ele pode ser considerado um hacker, dependendo da jurisdição de alguém. Dependendo da cultura e das leis nacionais, a aplicação da definição pode variar consideravelmente. Por exemplo, alguns países podem adotar uma abordagem mais rigorosa do que constitui acesso não autorizado, e alguns podem ter uma atitude mais laissez-faire no que se refere à adulteração de informações.”  (Joe Sinkwitz – Search Engine Land) –

Além disso, a prática do negative SEO pode causar outros danos como:

  1. Por ferir a política de duplicidade dos mecanismos de pesquisa, principalmente os do Google, pode resultar em sanções;
  2. Pode prejudicar os links do seu site, fazendo com que eles tenham baixa qualidade ou viole essas diretrizes;
  3. Invasão de hackers.

Por isso, é muito importante manter o seu site em segurança!

  • Evite programas maliciosos que promovem a invasão de vírus e malwares;
  • Atente-se a duplicidade de informações para que não seja feita de maneira inadequada;
  • Cuidado com as menções nas redes sociais;
  • Nunca deixe de verificar sua lista de Backlink;
  • Monitore a velocidade do seu site.

Portanto, um bom planejamento de gerenciamento de conteúdo é um forte aliado para que um site corporativo não seja punido e mantenha-se não apenas no topo das buscas, mas também livre de ataques de negative SEO.

Conheça as soluções que podemos oferecer tanto com produção de conteúdo  quanto para SEO.

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Mercado farmacêutico e segmentação em Assessoria de Imprensa

Por Filipe Andrade

Assessoria de Imprensa não é tudo igual! Isto porque há diferentes segmentos e mercados, com suas especificidades e oportunidades. Um dos exemplos é a Assessoria de Imprensa para o mercado farmacêutico, uma área bastante específica, com um potencial enorme e ainda ser explorado.

Dentro do mercado farmacêutico, a grosso modo, podemos dizer que há, no mínimo, mais quatro subdivisões – companhias farmacêuticas (laboratórios), distribuidores, redes e/ou farmácias e entidades de classe (que representam os profissionais e empresas). Cabe, portanto, ao assessor definir sua atuação nesse contexto.

Por ser um mercado voltado à saúde, há, obviamente, uma série de requisitos, legislações e regras que pautam a atuação das organizações no mercado e a comunicação deve ser planejada de acordo com esses critérios. Por exemplo, a divulgação de novos produtos (medicamentos) ao público só é autorizada quando se tratar dos chamados “medicamentos isentos de prescrição”. Nos demais casos, de acordo com a legislação, a publicação só pode ocorrer de forma direcionada a veículos específicos do segmento de saúde, com informações claras sobre indicações, contraindicações e posologia do produto.

Assessorias de Imprensa específicas, como no mercado farmacêutico, também exigem do profissional um cuidado redobrado à linguagem e à interpretação de questões “técnicas”. É importante que o profissional tenha, então, uma grande capacidade de “traduzir” assuntos técnicos/científicos para o dia a dia, seja do jornalista na redação, seja do público.

Uma das premissas da Assessoria de Imprensa na comunicação digital, de forma geral, é a segmentação cada vez maior de conteúdos e o mercado farmacêutico não está fora dessa curva.

Importante: Quando falamos de segmentação na Assessoria de Imprensa, não significa dizer que os veículos de massa devam ser relegados a um segundo plano. Pelo contrário, devem estar no centro da estratégia de comunicação, agora dividindo seu espaço com os meios segmentados.

Portanto, vale a pena explorar os inúmeros blogs de saúde, canais no youtube, perfis no Instagram e tudo mais que a democratização da comunicação digital possibilita para fazer com que sua mensagem seja acessível ao consumidor – o receptor final nessa cadeia.

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Por que fazer comunicação integrada?

Por João Pedro Andrade

Comunicação integrada é uma estratégia de marketing que ganhou muita força recentemente, nos anos 2010. Se trata de um conceito simples. Planejar as ações de comunicação de uma marca ou de uma campanha de forma que todas elas estejam cuidadosamente conectadas e informando de maneira alinhada o mesmo tipo de mensagem – ou seja, integrar todas as ferramentas promocionais para que elas coexistam em harmonia.

Para entender a importância por trás da comunicação integrada, basta usar a lógica. Partindo do pressuposto que as ações de comunicação conversam harmoniosamente em voz uníssona a todo tempo, sua soma é mais poderosa do que suas partes individuais.

Um bom exemplo é a campanha Like a girl, do absorvente feminino Always, em 2015. Com foco em atingir garotas na fase da puberdade, a marca promoveu a ressignificação positiva do termo pejorativo “como uma garota”, que supõe que homens que fazem coisas como garotas, o fazem com menos qualidade.

A campanha foi promovida através da mídia impressa, redes sociais e televisão – seu ponto central, durante o comercial do SuperBowl 2015. Além de promover a marca, a campanha promoveu a retomada da autoestima de meninas adolescentes, que passaram a enxergar o termo “like a girl” como algo positivo e fonte de orgulho.

Uma boa campanha de comunicação integrada pode dar muito trabalho para ser desenvolvida de forma efetiva. Porém, uma vez que o caminho das pedras ficou para trás, ela pode ser revertida lucro, aumento de vendas e vantagem competitiva em relação aos concorrentes.

Por fim, se considerarmos que uma comunicação bem sucedida é aquela repassada com o mínimo de ruídos, a comunicação integrada passa a se tornar uma forte aliada da informação, visto que ela será desenvolvida para atuar de forma mais ampla e integral.

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O impacto do GDPR nas empresas fora da União Europeia

Por Malin Teles

Ninguém deve ter escapado do fato de que o GDPR (The General Data Protection Law) entrou em vigor no dia 25 de maio. A lei terá, e já teve, um impacto muito grande nas empresas na Europa. Mas qual impacto terá nas empresas fora da União Europeia?

Para entendermos isso, precisamos primeiro entender o que é exatamente o GDPR. A lei tem como objetivo oferecer aos cidadãos europeus um controle melhor sobre seus dados pessoais. Dados pessoais, neste contexto, são qualquer tipo de dado relacionado a uma pessoa. Isto pode ser, por exemplo: nome, fotos, endereço de email ou de residência, dados bancários, postagens em redes sociais, informações de localização ou endereço de IP.

O GDPR obriga as empresas a oferecerem a possibilidade das pessoas saberem exatamente quais dados pessoais elas têm sobre eles. Também as obriga a oferecerem a possibilidade de deletar permanentemente esses dados, caso solicitado. Além disso, a empresa é obrigada a pedir a permissão do consumidor/usuário para usar os dados cada vez que forem processá-los. Mesmo que o consentimento seja dado, pode a qualquer momento ser retirado. Isto significa que a empresa precisa provar que o indivíduo concordou em deixar seus dados serem usados para aquela ação em específico, como, por exemplo, para receber um newsletter.

Então, o que tudo isso tem a ver com empresas fora da União Europeia? Bom, na verdade, mais do que você talvez imagine. O regulamento se aplica não só a  empresas dentro da União Europeia mas também a todas as empresas vendendo para, e armazenando dados pessoais sobre, cidadãos (tanto clientes quanto funcionários) europeus, mesmo se as empresas forem localizadas em outros continentes. O GDPR se aplica independentemente se o processamento dos dados está sendo feito dentro da União Europeia ou fora dela. Ou seja, como um exemplo, uma empresa Brasileira que tenha um mailing de clientes na União Europeia, precisa cumprir com o GDPR.

As empresas que não cumprirem a legislação estarão sujeitas a multas duríssimas – previstas para até 4% da receita anual global da empresa, ou até 20 milhões de euros, seja qual número for maior.

Na prática, o GDPR muda muitas atividades de marketing e vendas para as empresas. Por exemplo, as possibilidades de prospecção, geração de leads, armazenamento e uso de mailings e o disparo de newsletter e emails marketing ficam mais limitadas. Mesmo comprando esses serviços de um fornecedor terceirizado, a empresa não está livre de responsabilidade. Ela ainda irá precisar se certificar que o uso dos dados tenha o devido consentimento do usuário.

 

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As vantagens da construção das mídias proprietárias

Por Evelyn Spada

Todos os dias parecem uma final de campeonato e a busca pelo melhor posicionamento nos rankings de pesquisa está cada vez mais acirrada. A tomada de decisão, seja para a compra de um novo dispositivo móvel ou para contratação de uma nova agência de comunicação, normalmente não ocorre no calor do momento, mas sim após um bate-papo com conhecidos e buscas incessantes na internet. Por isso, o objetivo é ser a resposta para quem procura.

Mas, para que isso aconteça de maneira eficiente, é preciso oferecer um conteúdo relevante e com qualidade. E aí surge a questão: por que não criar um canal próprio para distribuir o conteúdo que domino?

Hoje, diversas marcas e empresas já dedicam parte da sua comunicação para criar suas próprias mídias. Um bom exemplo, são as empresas de cosméticos que investem em portais, vídeos e até em tutoriais para munir seus consumidores de conteúdo de beleza. Outras empresas transformam seu site em uma revista eletrônica.

Para o profissional de comunicação, João Pedro Andrade, investir em mídias proprietárias é uma ótima alternativa de se relacionar diretamente com o seu público. “Para alcançar o sucesso, é preciso investir em produção de conteúdo e na construção dos canais. Além disso, o time por trás das mídias precisa ser experiente e extremamente profissional. Como tudo nasce no ambiente digital, ser fonte do assunto que você domina pode ser uma ótima alternativa”.

Sobre o conteúdo, João Pedro faz um alerta: “assim como na produção do conteúdo jornalístico, a mídia proprietária não aborda apenas assuntos institucionais ou venda de produto. Quem vai consumir a informação procura fontes confiáveis e independentes”.

Quer saber mais sobre a criação das mídias proprietárias para a sua empresa? Fale com a Race Comunicação!

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Como aumentar as vendas através da comunicação corporativa

Por Malin Teles

Sejamos sinceros – a comunicação corporativa não tem um propósito em si. Ela não é um objetivo mas sim, um meio para um fim. Esse fim sendo, na maioria das vezes, vender um produto ou um serviço. Agora, o fato da comunicação ser um meio para um fim não significa que ela não é importante. Muito pelo contrário. Comunicação eficaz tem o potencial de melhorar os resultados financeiros de uma empresa ou organização.

A questão é – como podemos comprovar essa correlação? Isso é sequer possível? A resposta é breve – não. Comprovar uma correlação direta entre ações de comunicação (sendo elas relações com a mídia, mídias sociais ou comunicação interna), é complicado. Claro, podemos mensurar a quantidade e tipos de artigos ou menções da empresa na mídia ou analisar as métricas dos conteúdos nas redes sociais. Porém, isso nunca provará, de fato, o impacto que terá nas vendas.

Então, isso significa que a correlação não existe? De novo – não. A comunicação corporativa tem um impacto grande na imagem e na reputação de uma empresa ou organização. Tanto a reputação quanto a imagem têm um papel fundamental em (des)motivar clientes a comprarem os produtos ou serviços da empresa. Em outras palavras, para criar uma comunicação eficaz, é inútil  tentar mensurar o impacto da comunicação nas vendas. Ao invés disso, deveríamos nos preocupar com o impacto que ela tem na imagem, na reputação e no reconhecimento da marca.

E como fazer isso? Aqui apresentamos algumas dicas para conseguir resultados positivos:

  • Invista em relações com a mídia. O cenário da mídia é mais vasto hoje do que nunca. E não só é vasto, como também se movimenta em uma velocidade altíssima. Ter profissionais com conhecimento na mídia, e principalmente na mídia digital e social, é imprescindível para qualquer empresa. Mostrando seu melhor na imprensa e no universo cibernético pode ser a diferença entre relações públicas positivas e relações públicas catastróficas.
  • Se mantenha atualizado em relação a opinião pública. Quantos escândalos envolvendo declarações indelicadas sobre gênero,raça ou sexualidade vimos feitos por empresas, políticos e celebridades nos últimos anos? Inúmeros. Portanto, evite tornar-se sujeito de vergonha alheia em público, sabendo, antes de se pronunciar, o que é considerado politicamente correto e o que não é.
  • Transforme os funcionários em embaixadores de marca. Ter o suporte dos seus funcionários não tem preço. Colaboradores contentes e engajados falam bem da empresa e da marca, dos serviços e produtos. A palavra deles tem um peso muito grande, carrega credibilidade e, além disso, pode se espalhar rapidamente via redes sociais. Portanto, invista em seus funcionários, construa uma comunicação interna sólida e transparente e você poderá colher bons frutos.
  • Crie boas relações com influenciadores digitais. Dependendo do tipo de negócio, investir tempo em influenciadores digitais, como bloggers, YouTubers e Instagrammers, pode gerar resultados melhores do que mídia tradicional ou mídia paga (propaganda).
  • Não só fale – faça. Por último – uma reputação boa e uma imagem positiva de uma empresa não se criam do nada. Precisa se basear em qualidade real e em transparência. Ou seja – certifique-se de que exista um diálogo aberto tanto com clientes quanto com a mídia e com os funcionários.

Como já foi comentado, não há uma fórmula mágica para aumentar vendas ou transformar um negócio em um sucesso. Porém, seguindo as sugestões acima, você terá uma boa chance para criar uma comunicação corporativa eficaz que possa ajudar a construir uma reputação e imagem positiva da sua empresa. Um aumento de interesse nos produtos ou serviços da empresa é uma consequência provável.

 

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Quais os principais problemas que a falta de comunicação interna pode trazer?

Por Livia Caixeta

A Comunicação Interna aos poucos ganha espaço no universo corporativo, principalmente por sua função estratégica diretamente ligada à produtividade dos colaboradores. Aliás, “Como a comunicação interna pode ser estratégica?” já foi tema de um de nossos posts aqui neste espaço, quando Carlos Massarico expôs com precisão uma das funções vitais desta ferramenta:

“Em síntese, uma comunicação interna estratégica é aquela capaz de integrar cada colaborador aos processos, objetivos e metas traçados pela empresa na qual trabalham, por meio de fluxos de informação mais transparentes e acessíveis. Quando estes funcionários realmente sabem os rumos da companhia para a qual dedicam os seus esforços e acreditam em suas missões, valores e visões, este engajamento se torna mais natural e orgânico.”

Por outro lado, se mal planejada e mal executada as consequências também podem ser severas para o ambiente corporativo. Recentemente, em seu artigo sobre “Quatro dicas para uma comunicação interna eficaz“, Malin Teles coloca uma das consequências que uma comunicação interna mal executada pode provocar:

“Por exemplo, não conseguir se comunicar bem com os funcionários muitas vezes gera descontentamento, falta de engajamento e uma alta rotatividade de funcionários. Tudo isso pode gerar custos altos e desnecessários para a empresa.”

Em casos extremos, sendo a comunicação interna a principal via de diálogo entre gestores, colaboradores e equipes, a ausência dela provoca consequências vitais para a empresa: contribui para o distanciamento entre os niveis hierárquicos, contribuindo para a proliferação de informações não oficiais – fofoca -, a instauração de um ambiente adverso e, por fim, na construção de uma imagem negativa da empresa externamente.

Então, o melhor é não deixar espaço para problemas! Defina estratégias de otimização da comunicação interna de acordo com a realidade e as necessidades da sua empresa. Se você quer descobrir o que é preciso fazer para ter uma Comunicação Interna eficiente conheça nossa solução!

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Mensuração de resultados em assessoria de imprensa

Por Gabriel Pedreschi

Após contratar o serviço de assessoria de imprensa, como a empresa entenderá o resultado alcançado de uma ação específica ou do trabalho mensal do serviço contratado?

Antes de abordarmos como o cliente receberá o relatório, vale lembrar que cada agência conta com um método diferente para seus relatórios, que podem ser: centímetro por coluna, mensuração de impactos ou dos “Princípios de Barcelona”, que considera a qualidade das publicações (veículos de alta relevância), não a quantidade.

Para facilitar a compreensão, a agência contará com algumas informações básicas e separadas, como: valoração da matéria, audiência, mídia provocada ou espontânea, classificação (positiva, neutra ou negativa), tipo de veículo e sua relevância. Por exemplo: um cliente da área de economia teve uma matéria no jornal Valor Econômico, considerado o maior no setor de negócios. Para deixar a informação mais completa, a clippadora (ou a própria agência), calculará o valor daquela página e o espaço ocupado pelo cliente, chegando na valoração da matéria. Para descobrir sua tiragem e sua relevância (TIER), é utilizado o mídia kit do jornal (ou do site), chegando ao número de 60.000 tiragens e sua importância para a área econômica, definindo o mesmo como TIER 1.

Feito isso de maneira individual para cada matéria, a agência montará o relatório, que será a soma de todos os resultados de cada publicação em um espaço definido de tempo (geralmente referente ao mês anterior). Com a explicação do que foi trabalhado, o mesmo arquivo contará com gráficos adaptados para cada informação e sempre visando a necessidade do cliente. Ou seja, cada cliente contará com um relatório desenvolvido sob medida para a sua necessidade.

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Redes sociais corporativas: o que são e por que utilizá-las?

Por Filipe Andrade

Quando se fala em comunicação corporativa, pensamos logo em inúmeros canais que são utilizados para este fim, alguns mais convencionais (house organs, TVs corporativas, comunicados), outros menos (vídeo releases, por exemplo). Mas ainda menos convencional e em ascensão, estão as redes sociais corporativas.

Elas são plataformas que reúnem profissionais de uma organização, criando uma rede de comunicação com o objetivo de aproximar todos os integrantes de determinada empresa.

Um dos exemplos mais conhecidos de rede social corporativa/empresarial é o Yammer. A plataforma foi desenvolvida pela gigante do Vale do Silício, Microsoft, e a proposta da companhia, ao desenvolver a ferramenta, é proporcionar “a cada pessoa, desde a diretoria até a recepção, a oportunidade de fazer comentários, compartilhar atualizações e fazer perguntas”.

Com a mesma proposta, algumas organizações, por motivos diversos, preferem desenvolver a própria plataforma, o que exige um investimento maior, mas o resultado vale a pena. Alguns clientes da Race, por exemplo, já utilizam essa ideia, oferecendo a seus colaboradores um aplicativo exclusivo. Nelas, além de informações de interesse da organização, os usuários podem estabelecer conexões uns com os outros, compartilhando informações, propondo melhorias e participando da gestão da empresa.

Um mercado ainda a ser explorado, mas que com certeza vale o investimento!

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Reputação e a urgente mudança de atitude das empresas

Por Rogério Artoni

Quase todo profissional de comunicação já leu que o processo de comunicação se dá, de uma forma geral, com um receptor e um emissor. Além disso, quase todos também conhecem os estudos realizados pelo professor Albert Mehrabian, no qual aponta que a comunicação entre duas pessoas se dá na seguinte proporção: o conteúdo das palavras (7%), o tom de voz (38%) e a linguagem corporal (55%). Esse estudo é contestado por muitos profissionais, mas, sem dúvidas, a necessidade de se trabalhar bem a comunicação verbal e não verbal é um ponto em que praticamente todos os profissionais de comunicação concordam.

Em uma comunicação entre duas pessoas faz-se necessário a adaptação da linguagem para que o “outro” perceba e entenda o máximo do que se está transmitindo. Se um professor com livre-docência vai explicar algo de sua pesquisa para uma turma de crianças de sete anos de idade, ele necessariamente deverá adaptar sua linguagem verbal e não verbal. Se isso não ocorrer, a percepção do que estará sendo transmitido provavelmente ficará totalmente comprometida.

Transpondo essas informações para a relação de comunicação entre uma empresa e os seus stakeholders, no qual a empresa é o emissor, e o receptor é o público de interesse, me pergunto sempre: como aplicaríamos a teoria de Meharabian numa comunicação deste tipo? Deixando de fora os respectivos percentuais mencionados, como transporíamos a comunicação verbal (o conteúdo das palavras) e a linguagem não verbal, representada pelo o tom de voz e a linguagem “corporal” de uma empresa?

A comunicação verbal de uma empresa se daria por meio de toda a comunicação da companhia, seja ela interna ou externa. Para exemplificar, considero comunicação interna, neste caso, todas as plataformas de comunicação com os funcionários e terceirizados, de jornal mural ao aplicativo de comunicação da empresa, troca de e-mails internos, comunicados, adesivo ao lado do interruptor de luz, intranet, comunicação no crachá e até mesmo placas de sinalização.

Já na comunicação externa menciono press releases, declarações de executivos em uma matéria, todas as postagens nas redes sociais, e-mail marketing, troca de e-mails, publicidade, folders e material comercial, slogan, embalagem de um produto, conteúdo do site ou blog corporativo, relatório de sustentabilidade e até as postagens de funcionários nas redes sociais. Resumidamente, tudo que é escrito “pela” empresa ou em nome dela e que tem como público-alvo o grupo de pessoas formado não apenas pelos funcionários.

Transpondo a comunicação não verbal entre duas pessoas para essa mesma comunicação entre empresa e stakeholders, imaginemos as atitudes de uma companhia, seus atos em si. Ou seja, a forma como é feito o atendimento ao cliente pelo SAC, a resolução de problemas, o tempo de resposta, a qualidade de um produto, tratamento com prestadores de serviços, renovação de contrato de fornecedores pelas áreas de compras, prática indevida de publicidade, relações escusas com políticos, relação pessoal entre funcionários e seus gestores, relacionamento entre funcionários da empresa e fornecedores, relacionamento com jornalistas e influenciadores, cuidados com o meio ambiente, ações sociais da companhia, entre outras atividades que a empresa exerce.

Dentro de diversas áreas existe sempre um cuidado muito grande com a comunicação verbal e não verbal NAS empresas, mas é urgente a necessidade de se ter muito cuidado com a comunicação verbal e não verbal DAS empresas. Se houver uma inconsistência entre a forma como a empresa se comunica verbalmente e suas atitudes, a sua reputação fatalmente estará comprometida. Uma empresa pode, por exemplo, ter uma comunicação interna de alto nível, ganhar prêmios, mas maltratar fornecedores, funcionários e não respeitar questões básicas de compliance.

Um dos grandes desafios das áreas de comunicação, além de mostrar o seu valor estratégico, é tentam reduzir o gap entre a forma como as empresas querem ser vistas e como na verdade elas são percebidas pelos seus stakeholders. Para isso, mudam toda a forma de se comunicar com seus públicos, gastam milhões em consultorias, mas se esquecem de olhar para dentro da empresa, para dentro da operação, para seus processos e principalmente para o comportamento das pessoas que na empresa atuam. Sobretudo, se esquecem de avaliar se a comunicação verbal e não verbal da empresa estão indo no mesmo sentido, na mesma direção e dessa forma formar uma boa reputação.

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