INSIGHTS

O advento das redes sociais corporativas e o novo ser S/A

Por Rodrigo Freitas

As novas formas de interações sociais, relacionais e midiáticas, a quebra de paradigmas e a inovação fizeram com que a sociedade, principalmente a brasileira, assumisse uma nova configuração de mundo. Cada vez mais presente, a palavra “reconfigurar”, entrelaça o espaço físico e o virtual, incorporando-se no contexto da sociedade em todas as esferas. Nas organizações não é diferente. A era da padronização do ser S/A findou. Embora ainda existam adeptos fundamentalistas, o todo imposto tem dissipado a cada dia. Como retratou Zygmun Bauman, sociólogo e filósofo polonês na “modernidade líquida”, tudo é volátil, as relações humanas não são mais tangíveis.

Em um mundo aberto, repleto de possibilidades, conectividades, pluralidade comunicacional e social, onde a tecnologia constitui uma verdadeira extensão do homem, o termo Aldeia Global, utilizado pelo por Herbert Marshall McLuhan nas obras “A Galáxia de Gutenberg” (1962) e, posteriormente, “Os Meios de Comunicação como Extensão do homem” (1964), confere veracidade à sociedade contemporânea. Os valores, conceitos, princípios e regras, que até então eram apenas ditados pelas organizações sociais, estão cada vez mais distantes do homem pós-moderno.

Hoje, os colaboradores de uma empresa e/ou não querem ser conhecidos como simples tarefeiros, operacionais – eles almejam ter voz, constituem um novo ser S/A.

Nesse cenário, surgiram as redes sociais corporativas, ferramentas importantes não apenas para o estabelecimento de uma comunicação interna de excelência, mas também para empoderamento de um novo ser empresarial.

 

Redes sociais corporativas benefícios e desafios  

Na era digital, seja no trabalho ou em casa, invariavelmente as pessoas passam muito em frente dos computadores, tablets, smartphones, dentre outros dispositivos. Socializar nas redes é a razão existencial que move a humanidade pós-moderna. De acordo com dados do Hootsuite e We Are Social, divulgados em 2018, 62% da população brasileira está ativa nas redes sociais, sendo que, 58% já buscou por um serviço ou produto pela internet.

Se usadas estrategicamente, as redes corporativas são excelentes opções para o estabelecimento de uma cultura de excelência de comunicação interna, pois por meio da ferramenta é possível melhorar o clima organizacional; estabelecer diálogo entre os entes, com uma comunicação mutualística, que não privilegie as relações unilaterais; engajar o time; empoderar os participantes, pois tem-se espaço para o desenvolvimento de novas ideias, processos, serviços e produtos; reter talentos e até mesmo identificar lacunas organizacionais, reduzindo crises de comunicação e turnover. Mas o que é uma rede social corporativa?

Gamifique-se!

“Neta” da antiga intranet, são plataformas que reúnem profissionais de uma organização, criando uma rede de comunicação. Similar as redes sociais abertas, essas redes destinadas a um público de uma organização, que podem ser colaboradores ou outros stakeholders, em alguns casos fornecedores, parceiros e até acionistas, reúnem pessoas em torno de interesses comuns. Dependendo da plataforma é possível escrever conteúdos, compartilhar, curtir, criar comunidades e até mesmo conversar em modo privado com um usuário.

É digno de nota que o estabelecimento do diálogo proporciona crescimento, uma vez que, quando se potencializa a comunicação, prezando a inovação e criatividade existe um latente fluxo de pensamentos, no entanto, isso não quer dizer que as relações não devem ser mediadas.

Embora o advento das interações sociais, no ambiente digital contribua para a disseminação de conhecimento, comunicação rápida, abertura de novos mercados (tecnológicos e humanos), e inúmeros outros benefícios, sem mediação, as redes tornam-se uma grande ameaça à gestão da imagem e reputação da organização, que ficará exposta à imprevisibilidade dos fenômenos e a ideologias com fins estritamente oportunistas e pessoais.

Além da mediação, para ter sucesso, ao adquirir uma plataforma do mercado ou ao desenvolver uma rede social corporativa própria, é imprescindível que as organizações tenham claro o real objetivo do projeto, transparecendo o ideário aos participantes.

Para que seja estratégica e faça sentido, nada adianta apenas disponibilizar o acesso da rede aos participantes. A ferramenta deve ser parte de um plano de comunicação integrada, ter uma política sólida com processos que fundamentem o seu uso, com uma estratégia que contemple o papel dos mediadores; estrutura da rede, indicadores e mensuração da performance, como participação dos colaboradores; oportunidades, pontos de atenção e gargalos.

Ainda, é salutar lembrar que a adoção da rede não exclui outras ferramentas de comunicação. Principalmente quando se trata de comunicação interna, o uso de plataformas de diversos veículos, como house organ, jornal mural, TV Corporativa e outros facilita o acesso à informação facilitando a comunicação e os relacionamentos bilaterais.

Em suma, não dá para pensar que os resultados vão aparecer se não existir um planejamento prévio. Em comunicação, planejar é a chave do sucesso, principalmente  quando se trata de atrair e relacionar-se com o novo ser S/A.

Gostou do artigo?
Leia mais

Gamifique-se!

Estratégia cada vez mais utilizada pelo mundo corportivo, a gamificação engaja colaboradores, une equipes e retém clientes

Por Thiago Eid

Com o avanço da tecnologia, o mundo está cada vez mais conectado e veloz. As enfreáveis trocas de informação e a altíssima circulação de conteúdo digital representam grandes desafios para as empresas, que disputam a atenção do público. Reter stakeholdersé missão quase impossível para um negócio que não gera identificação, engajamento e interação.

E um dos principais alvos das organizações está justamente “dentro de casa”. É notória a relevância que os colaboradores têm para disseminar os valores e missões das companhias. Sem dúvida, são uma de suas mais importantes vitrines. Para o público interno, a mensagem deve estar clara e os ruídos exterminados. Para estes propósitos, a gamificação, ou gamification, tem se mostrado uma estratégia poderosa.

5 estratégias para sair do óbvio em newsletters internas

Trata-se de um conjunto de técnicas de engajamento que estimulam os participantes a atingir determinados objetivos. Neste caso, os do negócio. Apesar do nome, não é um joguinho de videogame. A ferramenta se apropriou das características criativas, lúdicas e interativas da indústria de jogos para solucionar problemas e superar barreiras do dia a dia das organizações. Para isso, trabalha com conceitos de competição, cooperação, exploração, premiação e storytelling.

As bases da solução são muito bem fundamentadas, e exploram diversas áreas do conhecimento, como psicologia, neurociência, teorias de jogos e aprendizagem, antropologia e sociologia.

Por ser muito versátil, a estratégia se encaixa em diversas situações, setores e tipos de negócio. Escolas, empresas de grande e pequeno porte, hospitais, presídios, hotéis, qualquer contexto pode ser gamificado, levando em consideração suas especificidades e objetivos.

Não à toa, há diversos cases de sucesso no mercado que demonstram a eficácia da ferramenta. Os índices mais impactados são atração, engajamento, retenção e conversão de clientes e colaboradores. Traduzindo, a gamificação tem o poder de aumentar as vendas, a atração de novos consumidores e intensificar o trabalho em equipe, metas que toda empresa batalha arduamente para conquistar.

Quem disse que o trabalho não é lugar de brincadeiras?

Gostou do artigo?
Leia mais

5 estratégias para sair do óbvio em newsletters internas

Por Amanda Lima

Quando estão diante de nós possibilidades modernas e arrojadas em comunicação, como novos aplicativos, plataformas para encontrar influenciadores digitais ou ferramentas de SEO, pensar na clássica e velha conhecida newsletter parece pouco inovador ou empolgante. No entanto, apesar de parecer uma ferramenta antiga, as newsletters ainda representam uma maneira eficiente e necessária para iniciar conversas, gerar leads e manter uma relação íntima com os stakeholders de uma empresa.

O que está em jogo é usar esse recurso de forma eficiente e que de fato atraia a atenção do receptor. Fácil de dizer, desafiador no momento de executar. Como encontrar a medida ideal em um universo de organizações com objetivos tão diversos, que se comunica com pessoas tão exigentes por conteúdo de qualidade? Pensando nesse recurso como uma estratégia de comunicação interna, reuni alguns caminhos que podem nos ajudar a planejar newsletters de maneira mais estratégica:

  1. Capriche no benchmarking

Estudar o mercado é o primeiro passo para entender em que contexto o seu cliente está inserido e de que forma seus concorrentes se comunicam. Utilize as referências de mercado a seu favor, e entenda de que modo isso se aplicaria ao público interno para o qual a newsletter se direciona. Com esse pano de fundo, fica muito mais fácil definir um ponto de partida para se diferenciar e fazer a comunicação com qualidade. Neste momento, vale analisar todos os exemplos, sejam eles voltados ao consumidor (externo) ou ao público interno das empresas.

  1. Estude os objetivos do negócio

Pode ser que o seu cliente já faça newsletters internamente e queira seguir com a mesma estratégia ao trabalhar com uma agência de comunicação. No entanto, pode ser também que a sua análise transmita que a empresa deveria seguir o caminho oposto. Para identificar esse gap de estratégia, nada melhor que revisitar os objetivos do negócio com esse meio de comunicação: aproximar toda a equipe de assuntos de gestão, gerar engajamento nos canais da empresa, promover interação entre equipes, adaptar os funcionários a uma nova cultura organizacional, entre muitos outros.

Como medir resultados da produção de conteúdo em comunicação interna

  1. Investigue os interesses do público

A publicidade estreitou muitos laços com a comunicação quando ambas as áreas perceberam que as marcas precisam oferecer conteúdo relevante e de qualidade, em vez de sempre atrelar a imagem da empresa às vendas. Esse é um debate bastante presente em nosso meio, e vale também ao produzir materiais para newsletters internas. Pense no mailing da empresa como seu grupo de consumidores finais. Nesse sentido, afaste-se dos comunicados institucionais frios e protocolares e passe a estudar de fato os hábitos e interesses dessas pessoas.

  1. Entregue conteúdo de qualidade

Com os pontos anteriores, adquirimos informações providenciais para executar o trabalho: conhecemos o contexto em que a empresa está inserida, identificamos os objetivos e o público-alvo. A partir daí, é possível estruturar pautas e conteúdos que realmente despertem interesse e engajem os leitores. Não aposte todas as suas fichas em comunicar as ações da empresa – utilize o seu aprendizado sobre o público para oferecer materiais sobre tendências do setor, movimentações no mercado e discussões sobre temas importantes na visão da empresa (igualdade de gênero, práticas de RH, inovação etc.).

  1. Integre os canais da empresa

Se o seu trabalho envolve também gerenciar o site e as redes sociais da marca, preocupe-se com a integração de todos esses canais. Pode ser que uma parte dos colaboradores não seja heavy user das redes, e a newsletter é uma ótima oportunidade para chamá-los aos perfis da empresa. Produzir um conteúdo mais técnico para a newsletter com call to action para um post relacionado no blog institucional pode ser uma boa saída, por exemplo.

Que outros caminhos você utiliza para sair do óbvio na produção de newsletters internas? Deixe um comentário!

Gostou do artigo?
Leia mais

A importância de uma comunicação interna bem estruturada

Por João Pedro Andrade

Não importa o quão bons, progressistas e vanguardistas os seus planos para o crescimento da sua empresa sejam. Eles correm sérios riscos de falhar caso você não seja bem sucedido em comunica-los para seus funcionários. É aqui que entra uma ferramenta fundamental da comunicação corporativa: a comunicação interna.

Uma boa rede de comunicação interna pode auxiliar em colaboração, feedback e na aplicação de um relacionamento transparente na empresa. Por esses e outros motivos é que ela é uma ferramenta tão importante de relacionamento em empresas de qualquer tamanho, porte ou segmento.

Primeiramente, vale lembrar, a comunicação interna será uma forte aliada para o alinhamento de áreas diferentes de uma mesma empresa. A falta de posicionamento certamente irá prejudicar sua produtividade. Imaginemos por um instante que o marketing da companhia quer promover seus produtos. Definitivamente, a área deverá estar alinhada com outras áreas para saber onde investir, que produto tem maior e menor demanda e quais os objetivos dessa promoção.

Como líder de uma empresa, é importante que você informe seus colaboradores quais são seus propósitos. A comunicação interna é uma ferramenta efetiva para o compartilhamento de objetivos, planos e responsabilidades.

Além do mais, não há funcionário que não queira se sentir validado, escutado e membro de uma equipe. Uma empresa bem estruturada possui funcionários motivados e, para entregar esse valor, um projeto de comunicação interna bem construído é ideal. Ele poderá ser um importante canal de reconhecimento e celebração de boas práticas e metas cumpridas. Isso irá ajudar a criar uma cultura de valorização e agradecimento na empresa.

Gostou do artigo?
Leia mais

Comunicação interna para millennials

Saiba como a comunicação interna das empresas pode ser mais eficiente na era dos millenials

Por Bárbara Christan

A comunicação interna exerce papeis fundamentais para o dia a dia das empresas. Através dela, é possível estabelecer um canal de conversa entre a diretoria e os funcionários e promover a colaboração e o espírito de equipe entre os colaboradores. Mas, nos dias de hoje, a comunicação interna tem alguns desafios na era digital, na qual as redes sociais são protagonistas da disseminação de notícias e a geração dos millenials é a nova força de trabalho.

A geração Y, mais conhecida como millennial, representa 8,3 milhões de consumidores brasileiros, segundo dados do Serasa Experian com o Geofusion. Os millenials envolvem pessoas nascidas de 1980 a 1994, que desde muito cedo têm contato com a internet e a tecnologia digital.

O comportamento millennial é muito diferente das gerações anteriores, principalmente no ambiente profissional. É uma postura incisiva e que prioriza sempre o bem-estar dentro do emprego, antes de qualquer outro benefício ou salário. Millennials não são tão atraídos por altos salários, e sim jornadas e modelos de trabalho flexíveis, que permitem maior qualidade de vida. Aliás, a qualidade do que desenvolvem é muito mais valorizada e priorizada que a quantidade de tarefas que realizam. E, além de tudo isso, o principal: querem trabalhar com propósito. Querem acreditar e gostar do que fazem. Por isso, sempre partem em busca de vagas melhores, não se apegando ao mesmo lugar por anos e anos, como nas gerações anteriores.

Comunicação interna: por onde começar?

Isso posto, o perfil da geração Y demanda novas formas de comunicação interna empresarial. Para reter funcionários que estão sempre buscando a realização profissional onde quer que ela esteja, algumas estratégias são necessárias:

  1. A linguagem é essencial dentro do planejamento: uma comunicação mais jovial, leve e atualizada;
  2. Incentivar protagonistas e embaixadores, escutar e dar voz aos jovens millennials – eles têm muito a contribuir para o crescimento da empresa;
  3. Desafiá-los, incentivando sempre seu desenvolvimento pessoal e de carreira, também é algo esperado e desejado;
  4. Ações de endomarketing: envolva os funcionários em ações e inciativas da empresa que promovam o engajamento, a integração e o orgulho em pertencer.Para saber mais sobre comunicação interna, veja outros textos do blog da Race Comunicação ou entre em contato conosco!
Gostou do artigo?
Leia mais

Comunicação Interna Offline: uma estratégia segura e eficaz

Por Thamyris Barbosa

Em tempos de Whatsapp, Instagram, Skype, Facebook e e-mails a comunicação tem se tornado cada vez mais conectada. E, embora esses meios sejam efetivos para se transmitir uma mensagem, essas plataformas nem sempre são as mais indicadas para a comunicação interna, ou seja, no momento de passar recados aos funcionários da empresa.

Mesmo que pareça estranho recorrer ao papel e caneta, muitas vezes essas ferramentas são muito mais eficazes do que as alternativas online. Caso você more em um condomínio, qual é o lugar em que os avisos sobre reuniões e assembleias são divulgados? A resposta provavelmente é em elevadores e murais de avisos. Isso porque esses métodos são sempre funcionais na hora de dar avisos rápidos para quem está passando.

10 benefícios da comunicação interna

Um dos pontos mais importante para uma comunicação eficiente é o local onde ela será divulgada. Não apenas o meio (jornal, e-mail, TV), mas o lugar em que esse material estará disponível. Pense bem, não adianta pendurar um aviso na portaria do prédio, se todos os moradores saem pelo estacionamento subterrâneo. Seguindo essa linha, há muitas coisas que podemos aplicar para pequenas e grandes empresas. Abaixo estão algumas dicas de como usar meios mais tradicionais para se comunicar com seu público interno. Confira:

  1. TVs corporativas e murais de avisos
    Muito comum em consultórios e agências bancárias, as TVs corporativas são uma ótima opção de comunicação com o público interno. Se alocadas no refeitório, em elevadores ou um locais que não sejam apenas de passagem, mas de permanência por alguns minutos, elas podem servir como uma poderosa arma de disseminação de informações. Assim também os murais de avisos, embora sejam menos glamurosos, são uma opção simples e muito objetiva para comunicar algo aos funcionários.
  2. Boletins informativos
    Em empresas maiores, onde há a circulação de muitas pessoas, os jornais internos podem ser uma ótima opção para chamar a atenção dos funcionários. Ideais para a divulgação de informações mais detalhadas, os boletins são muito utilizados para comunicar novos processos e até para engajar o público.
  3. Diálogos e debates
    Parece obvio, mas é sempre bom lembrar que uma boa e velha conversa pode resolver muita coisa. Especialmente quando se trata de grupos pequenos, o diálogo é o melhor jeito de resolver determinadas questões, principalmente as que envolvem algum conflito ou problema. Para esses casos, é interessante reunir os interessados ou afetados e ter uma conversa “olho no olho”. Ao final da reunião, o ideal é que seja enviada uma confirmação por e-mail ou mesmo um comunicado a ser assinado pelos envolvidos com as novas resoluções.
    Por fim, é importante lembrar que os meios online também podem ser muito úteis, mas com um pouco de criatividade, o mundo offline possui um terreno fértil para grandes ações e diferentes oportunidades para a comunicação interna.
Gostou do artigo?
Leia mais

Comunicação interna: por onde começar?

Por Vanessa Assis

Trabalhar a comunicação interna da empresa é crucial. Por isso, listamos cinco passos para dar o pontapé inicial e implementar esse relacionamento com o público interno na sua empresa, trazendo ferramentas e dicas para a colocar em prática essas ações.

A eficácia da comunicação interna para uma empresa pode resultar em diversos ganhos, como aumento de produtividade, fidelização dos funcionários (ou, em bom português, pode fazer com que os colaboradores “vistam a camisa” da empresa), e, consequentemente, melhora no atendimento ao cliente.
Em paralelo, a falta ou a falha na comunicação interna pode acarretar diversos problemas. Citando apenas um exemplo, de acordo com estudo publicado pela PMI (Project Management Institute), 56% dos projetos que falham dentro de uma empresa são mal sucedidos em consequência de problemas na comunicação.

1.Temos falhas?
É uma pergunta simples, mas, ao mesmo tempo, de extrema importância. Identificar as falhas, saber quais são os pontos fracos da comunicação da empresa e buscar saná-los talvez seja a melhor forma de iniciar um planejamento estratégico.

2. Conheça o seu público
Não há como identificar as falhas sem saber com qual público está lidando. Quem são os seus colaborares? O que eles buscam? O que eles querem saber sobre a empresa na qual trabalham? O que a empresa pode oferecer?
Saber as respostas para essas perguntas é um bom sinal. Caso não saiba, comece a traçar a sua estratégia buscando essas respostas.

Sistema de Comunicação Interna

3.  Aposte no feedback
Uma forma eficaz para responder as questões do tópico anterior é investir em conversas diretas com o funcionário. Ouvir o que o colaborador tem a dizer e, em contrapartida, expressar a sua opinião sobre o trabalho desempenhado por ele pode aumentar a motivação e a produtividade, além de ser uma ferramenta extremamente econômica para buscar uma melhora significativa para a comunicação e desempenho geral da companhia.

4.  Reforce os propósitos da empresa
Missão, valores e visão da empresa não são conceitos para ficar apenas no papel. Devem realmente representar o que a empresa significa e dever ser repassados para o funcionário. Os colaboradores precisam saber o que a empresa almeja, caso contrário, como vestirão a camisa?
Ter os objetivos e cultura da empresa bem alinhados com os colaboradores é uma maneira eficaz para engajá-los.

5. Estabeleça uma equipe para essa área
A comunicação interna bem feita demandará bastante trabalho, pois necessitará de contínuo planejamento estratégico, elaboração de textos e materiais que gerem interesse e resultados, periodicidade, dentre outras atividades que acarretem engajamento. Para isso, estabeleça uma equipe responsável, ou ainda, contrate uma agência de comunicação especializada, como a Race Comunicação.

Gostou do artigo?
Leia mais

Race entrevista: Eduardo Prado

Por Evelyn Spada

Ele é um fenômeno da internet com apenas 17 anos de idade. Com mais de 360 mil seguidores no Instagram, o paulistano Eduardo Prado é o entrevistado de hoje do blog da Race. O ex-participante do MasterChef Júnior, programa culinário internacionalmente reconhecido e transmitido pela Rede Bandeirantes de Televisão, começou a cozinhar com seis anos de idade e hoje faz parte da nova geração de influenciadores digitais.

Seu canal no Youtube, Eduardo Prado, com 134 mil inscritos, ensina diversas receitas e reúne diversos tipos de conteúdos, que vão desde aulas básicas de edição de fotos até curiosidades como “o que é umami”. A descrição do canal explica muito bem o perfil do Edu: “Extrovertido, gosta de cozinhar receitas complexas, com muitas técnicas e desafios variados”.

A linguagem dos posts e vídeos são diretas e espontâneas, e as imagens e edições são muito bem produzidas. No Instagram, ele fala do seu cotidiano com muito bom humor. Pode parecer um mundo virtual, mas a fama é muito mais real do que se imagina. Quer mais? Então é só conferir o bate-papo com esse verdadeiro fenômeno da web.

Para acompanhar o Edu Prado:
Facebook: https://www.facebook.com/edpradooficial
Twitter: https://twitter.com/edpradooficial
Instagram: https://www.instagram.com/ed.prado/
Musical.ly: @ed.prado

 Race: Após sua participação no MasterChef Júnior, você já pensava em se tornar um influenciador digital? Como aconteceu?

Eduardo Prado: Eu sempre tive vontade de trabalhar com as mídias sociais. Desde criança assistia youtubers e via que a influência que eles possuem pode transformar o mundo. Eu nunca planejei chegar onde cheguei, todavia acredito que o esforço constante em alimentar as redes sociais e me manter ativo teve resultado de modo orgânico. Mas foi um crescimento não imaginado.

Hoje encaro as redes sociais como negócio, tenho metas e planejamento para o crescimento de cada canal, seja Youtube ou Instagram. Penso nas ações como o meu próprio negócio. Tenho dias para os compromissos, como o dia de gravar, reuniões com parceiros para ações, estratégia de divulgação na imprensa etc.

RC: Como se tornar um influenciador digital mudou sua rotina?

EP: Atualmente, estou cursando o último ano escolar, e somada à loucura da escola, provas, vestibular e a pressão de entrar na faculdade desejada, está a agenda cheia de ser influenciador: presença em eventos, postar fotos diariamente, mostrar parte da minha vida nos stories, e quando não tem nada de interessante para mostrar, é necessário criar algo para manter minha audiência ativa, podendo ser, por exemplo, uma live descontraída. Ou seja, minha vida que já era corrida passou a ser uma maratona. Mas não abro mão disso porque ser influenciador é um negócio e como todo negócio exige dedicação e planejamento.

RC: Você pretende seguir essa carreira?

EP: Apesar de todo esforço para manutenção das redes, gosto muito do que faço e nesse momento continuaria. Mas penso em futuramente ter um empreendimento voltado para o segmento de sorvete, que é minha grande paixão.

RC: Como funciona a relação constante com as marcas?

EP: Sou muito convidado para eventos e contratado para ações nas redes sociais com posts patrocinados e stories de marcas que desejam ver seu nome atrelado ao perfil dos meus seguidores. Tenho hoje uma agência que cuida de toda a negociação relacionada a minha imagem com as marcas e na imprensa, que é VeCComm Digital Agency. E também foi necessário investir numa estrutura para que pudesse alcançar qualidade nos vídeos. Quando a gente alcança um número alto de seguidores, as demandas aumentam e aí precisamos contar com parceiros para oferecer uma relação e conteúdos mais profissional, o que também me libera um pouco e ajuda a ter mais tempo para outras ações.

RC: Quais são os principais desafios enfrentados como profissional do segmento?

EP: O principal desafio é, sem dúvida, o tempo, e o estresse que a falta de tempo causa, para isso eu sempre procuro ter um tempo de ócio semanalmente para relaxar e não pensar ou fazer nada.

RC: O que significa pra você ser um influenciador?

EP: Para mim, influenciador é mais que uma pessoa com seguidores, é, alguém que possui uma plataforma de transformação, que pode, como o próprio nome diz, influenciar pessoas em relações as suas escolhas e convicções. E isso é uma grande responsabilidade. Do outro lado da telinha do celular estão pessoas, seres humanos.

RC: Como as marcas podem melhorar o relacionamento com os influenciadores?

EP: Acredito que para melhorar o relacionamento das marcas com os influenciadores é necessário o amadurecimento do mercado, já que é um segmento muito novo. E os dois lados precisam amadurecer, tanto a maneira como as marcas valorizam o influenciador quanto a maneira que este faz a entrega, ou seja, o influenciador deve cumprir tudo o que está no contrato (aliás, sempre fazer contrato!), ser responsável com prazos e com o que foi acertado. Ao final de um job, mostrar o resultado, apresentar relatório. Criar uma relação profissional mesmo.

E, se possível, entregar mais do que o combinado. Isso pode ser uma estratégia para conquistar a marca e os dois lados ganham!

RC: O que você leva em consideração quando vai escolher ou fechar parceria com empresas?

EP: Ao receber uma proposta meu primeiro questionamento é: “faz parte da mensagem que quero passar aos meus seguidores?”, se sim, vou fazer de tudo para conseguir o trabalho. Se não, farei a seguinte pergunta: “Fazer essa campanha prejudicará aquela mensagem?”. Não prejudicando e tendo relação comigo, penso na possibilidade de formar uma parceria.

RC: Como mensurar o sucesso de uma ação?

EP: Mais que os números, para mim, o sucesso de uma ação depende da repercussão que ela tem entre os seguidores, ou seja, como a ação é recebida e comentada entre o público, qual o engajamento que teve como resultado.

Gostou do artigo?
Leia mais

Quem é a sua empresa nas redes sociais?

Por Evelyn Spada

Cada pessoa, um universo. Existem aquelas mais agitadas, as que gostam de dar conselhos, as que sonham, enfim, são inúmeras características que diferenciam as pessoas. E com a marca não é diferente. Criar a personalidade e individualidade da empresa nas redes sociais pode revelar um lado mais humano e até bem-humorado da marca.

Diante dos canais de atendimento online, as marcas ganham tom de voz e até hobbys. Isso possibilita que os clientes se aproximem daquelas com características e valores pelos quais sentem mais afinidade.

Mas como garantir a notoriedade e fazer com que a marca vire a “queridinha” e seja desejada pelo público?

 A resposta é brand persona. Ou seja, trabalhar a personalidade que a marca terá nas redes sociais. Por meio das plataformas sociais, é possível mostrar abertamente ao cliente quem é a empresa e até criar vínculo afetivo com esse consumidor.

O primeiro passo para entender quem é a sua empresa nas redes sociais é determinar a missão, visão e valores. Esse trio é a base para as definições iniciais de personalidade. Outro ponto a ser levado em consideração é o segmento em que atua. Às vezes o próprio nicho em que a empresa está inserida já sugere determinados tipos de personas. Além disso, conhecer e entender o público-alvo é crucial. A persona precisa ser alguém que o consumidor do outro lado da telinha tenha vontade de conversar ou até mesmo tomar um café.

Ao longo da criação de uma persona, a marca vai se deparar com o tom de voz. Ele pode ser desde um tom jovem, que é descolado e usa gírias, e possui até um tom bem-humorado. Um clássico exemplo é o Pinguim, do Ponto Frio. Ele é descontraído, conversa com os consumidores, tira dúvidas na hora e até negocia preços pelo perfil oficial. Lembre-se: o tom deve ser coerente em todas as interações, tanto nos comentários quanto nas mensagens diretas.

Após todo esse levantamento e com uma persona mais detalhada e mais próxima à realidade do mercado de atuação, poderão ser definidos outros itens como: o hobby da marca, o estilo de vida, até chegar em um nome e idade. Esse será o “cartão persona” para garantir o padrão na comunicação.

Lembre-se: contar com a parceria de agências especializadas contribuirá para que os resultados sejam mais assertivos. Conheça os trabalhos da Race Comunicação.

E aí, quem é a sua empresa nas redes sociais?

Gostou do artigo?
Leia mais

Em tempos de tragédias, saiba como uma empresa deve se comportar nas redes sociais

Por Thamyris Barbosa

Não tem sido fácil abrir os portais de notícias ultimamente. O ano mal começou e o Brasil já acumula uma sequência de tragédias de todos os tipos. Seja por negligência das empresas, do governo ou mesmo com verdadeiras fatalidades. Os tempos tem sido difíceis. E, já que não há como não nos abalarmos diante desses acontecimentos, é preciso aprender a lidar com eles não apenas na vida, mas nas redes sociais também.

É claro que, se sua empresa estiver diretamente ligada a esses desastres, o presente texto não irá ajudar muito. Para as instituições que estão do lado de dentro, o ideal é adotar uma agenda voltada ao gerenciamento de crise.

Mas, mesmo para quem está acompanhando de fora os episódios dramáticos desse início de ano, é importante estar em sintonia com o momento e evitar gafes. Nessas horas de comoção coletiva, qualquer passo em falso pode deixar sua empresa no foco das atenções. E para não colocá-la no centro das críticas, é importante ter cautela em qualquer ação. Por isso veja abaixo algumas dicas de etiqueta das redes sociais. Veja abaixo:

Tragédia não é oportunidade

Ser oportunista, nesse caso, pode ser um grande tiro no pé. Pode até parecer que as enchentes no Rio de Janeiro são uma ótima oportunidade para divulgar sua nova linha de botes infláveis nas redes sociais, mas não é. Nesse caso, pegar carona em tragédias, pode demonstrar frieza e até uma certa grosseria. As pessoas não perdoam e sua empresa, certamente, pagará o preço desse equívoco nas redes sociais. Clique aqui e veja um case sobre isso.

Menos é mais

Mesmo que haja motivo para festejar o lançamento de um produto que a companhia vinha se preparando há meses, nessas horas é importante não fazer grandes comemorações nas redes sociais. Não é de bom tom extravasar a alegria enquanto tantas pessoas passam por um momento de luto. Por isso, o ideal é aguardar alguns dias e esperar a poeira baixar.

“Não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita”

Em situações de grandes catástrofes, como foi o caso do rompimento da barragem em Brumadinho, pode ser que haja a necessidade de doações de alimentos, produtos de higiene ou mesmo de dinheiro. Se sua empresa se solidarizar e quiser contribuir, será ótimo. Mas não queira fazer uma grande publicidade a respeito. Isso pode ter efeito reverso e prejudicar a imagem da sua empresa nas redes sociais. Se for mobilizar doações, tudo bem. Mas se quiser simplesmente mostrar às pessoas que sua empresa é solidária, não faça.

Gostou do artigo?
Leia mais