Para falar pela empresa treine mais que a oratória

Para falar pela empresa treine mais que a oratória

Para falar pela empresa treine mais que a oratória

 

Representar uma marca ou organização diante da imprensa vai muito além do treinamento oratório. Trata-se de estabelecer uma imagem que irá representar àquela instituição para toda uma comunidade corporativa e social. É preciso ter em mente que a comunicação está diretamente associada com a construção de uma imagem, pois é através de um discurso que uma figura sobre a empresa será criada.

Esse processo denomina-se ethos, método que visa garantir o sucesso do empreendimento oratório, auxiliar na postura do locutor ao conversar com a mídia e fortalecer seu poder persuasivo. É fundamental, enquanto responsável por uma organização, priorizar seu media training e estabelecer um processo comunicativo eficaz, desenvolvendo sua capacitação discursiva e estando a par das estratégias que a compõe, pois serão elas que irão ajudar no convencimento do interlocutor.

Uma imagem vale mais que mil palavras

No media training, o objetivo central do porta-voz é vender uma imagem para que seu público reaja de acordo com seus interesses. Para trabalhar o seu marketing de conteúdo é necessário transmitir uma imagem que vá de encontro aos valores da empresa, de forma que seu ethos seja compatível ao que a empresa defende.  Dessa forma, tanto a essência do discurso quanto o posicionamento da marca ficam mais claros.

Conhecer o seu público-alvo, o que ele espera de sua organização e de que forma enxerga sua marca também é um passo crucial no media training pois, a partir daí, será possível determinar quais recursos serão utilizados na oratória para que favoreçam a imagem.

Além disso, se manter firme e mostrar tranquilidade é o que irá fazer com que seu público avalie sua comunicação e a forma como transparece a imagem que representa, auxiliando na compreensão do assunto abordado e despertando o interesse do ouvinte.

A partir do momento em que a oratória estabelecida dialoga com os valores da empresa, a imagem construída do porta-voz passa a ter valor compatível com o branding, estabelecendo maior credibilidade no ambiente corporativo e social, de forma a ser lembrado de maneira positiva, ganhando maior espaço na mídia e, portanto, que a marca seja reconhecida com maior facilidade.

Focando neste conjunto de regras, o caminho para o sucesso no media training será certeiro. Prepare-se: o porta-voz da sua empresa será muito mais requisitado e lembrado como a pessoa certa para sanar qualquer dúvida sobre a organização.

Por Ana Luiza Antunes

 

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Media-Training-Especializado-e-Códigos-de-Éticas-profissionais

Media Training Especializado e Códigos de Éticas profissionais

 

Bastou aparecer uma câmera e um microfone que tudo o que você tinha preparado para falar sumiu! O contato direto com os jornalistas – em entrevistas coletivas ou exclusivas, principalmente – intimida até o mais bem articulado porta voz. Se for ao vivo, então, a sensação é de estar sem chão… É por isso que o media training, ou treinamento para a imprensa, é fundamental para qualquer organização que desenvolva relacionamento com a mídia. O treinamento torna-se ainda mais importante nos casos de profissionais liberais ou representantes de instituições públicas ou privadas das áreas da Saúde e do Direito (para citar as principais). Nestes casos, o media training especializado expõe como relacionar-se com a mídia sem infringir os Códigos de Ética profissionais de cada segmento.

Os Códigos de Ética muitas vezes são rigorosos e regulamentam sobre as relações com a imprensa em profissões de contato direto com o público que abordam questões estratégicas: processos judiciais e uso de substâncias que oferecem risco à saúde, por exemplo. Atualmente, essas regras e cuidados servem ainda para a exposição nos ambientes digitais, principalmente, em ações com influenciadores digitais. Nestes casos, o planejamento estratégico de comunicação pode demandar sim a realização de um media training especializado!

Uma das estratégias que favorecem e enriquecem este treinamento são palestras com profissionais de comunicação especializados nas áreas. Ou seja, além de todo o aparato habitual de um media training a atividade pode ser incrementada com situações específicas expostas por quem vivencia o segmento diariamente. Esse convidado pode ser um repórter ou apresentador especializado no assunto, ou até mesmo um assessor de imprensa; como já aconteceu em alguns casos de treinamentos realizados pela Race Comunicação em parceria com o jornalista jurídico João Camargo Neto.

“Estar atento aos Códigos de Éticas é o ‘pulo do gato’ dos treinamentos especializados para a imprensa. No jurídico, por exemplo, a magistratura precisa se atentar ainda para a Lei Orgânica além de resoluções de provimentos do Conselho Nacional de Justiça, por exemplo; o mesmo cabe para promotores e procuradores do Ministério Público e no caso dos advogados devem se atentar ao novo Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil”, analisa João Camargo.

Na área da Saúde, recentemente, uma parceria entre a influenciadora Gabriela Pugliese e uma marca de chás chamou a atenção do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) . Mesmo que a divulgação seja feita de maneira espontânea cabe a marca garantir as informações não desrespeitem as regulamentações vigentes. Algo que pode ser prevenido com a elaboração de um pequeno manual que alerta sobre o que pode e o que não pode ser publicado, assim como é feito em situações de crise (que também geram uma alta demanda de media training).

Ou seja: estar profundamente preparado exige investimento – de tempo e financeiro – mas é garantia de bons resultados para a sua imagem ou de sua marca/negócio.

 

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5 dicas para ser um bom porta-voz

 

Um porta-voz bem treinado é essencial para qualquer empresa que almeje ter um bom relacionamento com os meios de comunicação. Não só essa pessoa irá entregar as mensagens chave da companhia e terá a perspicácia de lidar com todo e qualquer tipo de jornalista, ela será o rosto da empresa e será um dos fatores essenciais para que a boa reputação da companhia seja preservada – e o que é melhor, sem parecer um vendedor.  Junto ao time da Race Comunicação, eu tive a oportunidade de acompanhar muitas entrevistas e muitos media trainings. Então, separei aqui alguns aspectos que um bom porta-voz deve ter, desenvolver e aprimorar. Vem conferir as 5 dicas para ser um bom porta-voz!

Conheça a imprensa

O primeiro passo para que um bom porta-voz seja formado é conhecimento sobre como funcionam os veículos de mídia. Entender, mesmo que não seja profundamente, como funciona a rotina de um jornalista e de uma redação irá auxiliar o executivo a dar respostas mais objetivas às questões levantadas e, principalmente, a não cair na “teia de sedução” do repórter.

Ainda nessa lógica, vale ressaltar a importância de que o executivo conheça a) o perfil do jornal, revista ou site para o qual ele está dando entrevista, e b) o perfil do jornalista com quem ele vai se encontrar. Como cada veículo é único, assim como cada repórter, essas informações irão auxiliar o porta-voz a entender como se portar.

Conheça seu público

Outro ponto importante é que, quando um porta-voz fala sobre seu produto, sobre sua empresa, ou ainda sobre algo negativo envolvendo algum desses temas, ele deve lembrar para qual público ele está se dirigindo.

É uma revista superespecializada? É um veículo que mira atingir a grande massa? Esses são públicos completamente diferentes, com níveis irregulares de conhecimento sobre seu tema – o que, consequentemente impacta na sua maneira de falar e agir.

Capital intelectual é a sua arma

Quando um jornalista busca um porta-voz de uma empresa, ele espera que esse executivo tenha uma única coisa: conhecimento. Por isso, um bom porta-voz deve conhecer muito bem seus produtos, seus problemas e sua empresa. Você não precisar ser um PhD, mas conhecimento é a sua arma, aliado a um vocabulário simples e direto. Ah, um sorriso no rosto também não faz mal a ninguém!

Mensagens-chave

Toda a empresa tem, ou deveria ter, suas mensagens-chave – aquelas que são as mais importantes de serem replicadas de acordo com a estratégia da companhia. É vital que o executivo conheça essas key messages e tenha a habilidade de adicioná-las ao seu texto de modo discreto, sem dar na cara que é isso que ele está fazendo.

Disponibilidade

O executivo que fez sua lição de casa e conhece minimamente a rotina de uma jornalista já deve saber que esses profissionais muitas vezes trabalham com prazos curtíssimos e sob muita pressão. Por isso, estar disponível é uma carta na manga para, primeiramente, conseguir emplacar sua empresa em uma matéria e, em segundo lugar, promover um bom relacionamento com o repórter. Na próxima necessidade de entrevista, adivinhe de quem o jornalista vai lembrar, de você ou do concorrente demorou dois dias para falar que só poderia encontrá-lo por vinte minutos dali duas semanas?

 

Por João Pedro Andrade

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Direito e imagem

Direito de imagem: como proteger a identidade da empresa

 

Você montou a sua empresa ou planejou a campanha ideal para a sua marca e, para divulgá-la, traçou todos os objetivos para ter uma comunicação visual impecável e que transmite os valores da empresa, criou um manual de identidade da marca, pensou em variadas formas de adequar o conteúdo a diferenciadas plataformas, cuidou de todos os pormenores como cores que definem a personalidade da companhia. Mas será que não esqueceu de nada importante?

Podemos equiparar a identidade visual de uma empresa ou marca com a identidade de uma pessoa. Assim como a identidade de uma pessoa representa toda a personalidade dela, para a empresa, representa toda a essência do trabalho. Então, além de criar a comunicação visual e definir a identidade com muito empenho, é importante protegê-la com o mesmo cuidado, aí entra o direito de imagem.

Todas as características de comunicação visual formam a identidade de sua empresa, e se torna uma referência: todos no mercado, clientes e fornecedores, conhecem a sua marca ou sua empresa através da identidade – e confiam nela. Os elementos da identidade transmitem credibilidade, o que gera reconhecimento. Por isso é importante protegê-los, pois a falta de proteção pode fazer com que você pague para usar algo criado por você, gerar retrabalho, ou ainda pior, fazer com que a empresa perca credibilidade perante o mercado.

Você sabe o valor do design?

Marcas e o direito de imagem

As marcas da empresa, como nome, produtos criados ou fabricados pela empresa e serviços prestados que usem identificação própria, devem ser registradas no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). O registro da marca, na maioria dos casos, de quem chegar primeiro (no caso, de quem solicitar o registro primeiro), então é importante buscar informação no INPI assim que decidir criar uma marca.

Outros elementos

A identidade da empresa vai muito além da marca, e todos os elementos de comunicação visual são igualmente importantes. Muitos deles podem ser protegidos pelos direitos autorais, por exemplo, imagens, áudios, vídeos e personagens (mascotes) que, por serem criados pela companhia, são propriedade intelectual.

Buscar o registro dos elementos de comunicação visual é uma maneira de proteger, mediante lei, todo o investimento empreendido na identidade da empresa e impedir a cópia sem autorização, ou seja, falsificação e plágio. Os registros são feitos pela Biblioteca Nacional.

O outro lado

Na hora de criar uma marca ou pensar na identidade da empresa e planejar a comunicação visual, pesquise se as imagens, nomes e outros elementos já não foram registrados. É possível utilizar imagens prontas para a criação, porém deve ser verificado se não há direitos autorais. Essa é uma forma eficaz de manter a credibilidade e não correr o risco de desperdiçar dinheiro e evitar dores de cabeça por utilizar conteúdo de propriedade intelectual de outra empresa ou pessoa.

Por Vanessa Assis

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O valor do desgin

Você sabe o valor do design?

 

Em primeira instância pode parecer uma equação sem cálculo exato, mas o retorno do investimento em comunicação visual é muito mais palpável do que se imagina, tanto financeiro quanto de valor de marca.  Por isso, hoje a proposta é debater um pouco sobre o valor do design para o negócio.

A McKinsey Quarterly – revista com foco em gestão e teoria organizacional – realizou uma pesquisa na qual monitorou as práticas de design de 300 empresas de capital aberto de vários países e diferentes setores ao longo de cinco anos. A mídia obteve mais de 2 milhões de dados financeiros e criando paralelos com outras informações de investimento da empresa, mediu o crescimento alavancado por um bom investimento em na área visual da marca. É possível conferir mais sobre esta pesquisa aqui.

Quando pensamos na Comunicação das Coisas, a parte visual é a primeira que comunica algo. Cores, fotos, desenhos, gráficos, organização das informações em uma página ou a textura de um produto são elementos que têm uma percepção anterior à informação escrita ou falada. Isto é: a primeira impressão é sempre da comunicação visual.

Mas antes de abordamos as análises métricas ou qualitativas da pesquisa, vamos à pergunta: o que é um bom design?

Infelizmente, não existe resposta absoluta para essa pergunta. Mas vamos resgatar uma linha de pensamento que acredita-se ter inspirado Jonathan Ive, designer de produtos como o iMac, o iPod e o iPhone: “Weniger, aber besser”, que significa “menos, mas melhor”. A frase é do arquiteto alemão, especializado em desenho de produtos e um dos mais influentes na área do século 20, Dieter Rams. A partir dela, Rams elaborou 10 princípios, que abordam, entre outros fatores, a importância da comunicação visual ao ajudar a entender o produto e torná-lo mais útil.

Bom, o que temos até aqui é: o desenho é a primeira impressão sobre algo e o que fará o consumidor compreender o produto que a marca entrega. Já temos um valor não tangível. Agora vamos às métricas!

Segundo a pesquisa da McKinsey Quarterly, o potencial de crescimento alavancado pelo por essa comunicação é enorme nos setores baseados em produtos e serviços. Porém, com a dificuldade de vincular o design à saúde dos negócios, os líderes das empresas relutam ao investir na área.

Assim, o estudo traz um conjunto de inciativas que foram diagnosticadas nas empresas de melhor desempenho financeiro. São eles: “mensuração e alavancagem do desempenho de design com o mesmo rigor que as receitas e os custos; quebra de paredes internas entre design físico, digital e de serviço; transformação do design centrado no usuário em uma responsabilidade de todos; e redução do risco de desenvolvimento ao ouvir, testar e iterar continuamente com os usuários finais”. Mas o que é tudo isso? Enquanto vertentes estéticas dizem que “quanto menos, melhor”, o design enquanto setor tem que ser mais. Mais do que um departamento, mais do que um sentimento, mais do que um produto e mais do que uma fase.

Você sabe o valor do design?

ISSO É:

Empresas que têm melhor desenvolvimento financeiro mostram, cada vez mais, que trabalham o design de forma inteligente e integrada. Elas fazem dele um setor de investimento e exigem o mesmo rigor de atuação de outras áreas. Também trabalham com uma integração entre esse departamento e os demais, para pensar o produto de forma conectada e trabalhar os diferentes tipos de comunicações arquitetadas em uma teia. Além disso, entendem o design como um processo, não uma ação pontual. E, por último, mas nem um pouco menos importante: pensam na experiência do usuário e na relação com o consumidor final.

Somente 50% das empresas em questão realizaram pesquisas com usuários antes de gerar suas primeiras ideias ou especificações de design. Porém, todas as estratégias de marketing e vendas estão focadas na jornada de compra do cliente. Assim, é essencial colocar o usuário no centro das decisões de negócio, entregando uma prototipagem e aprendizagem interativas, fazendo com que esse cliente tenha a experiência completa sobre seu produto ou marca e compreenda na totalidade quem é a sua empresa.

Voltando lá para os ideais do Rems, a importância do design é ajudar a entender o produto e torná-lo mais útil. E, para isso, é necessário que o usuário final faça parte da construção – para que sejam avaliados pontos de melhorias e retiradas todas as formas de comunicação que atrapalham essa compreensão (menos, mas melhor).

O essencial é trabalhar a comunicação visual com mesma importância das áreas comercial, estratégica, atendimento etc. Seu negócio sabe o valor do design e qualificá-lo dentro e fora da empresa?

Por Nathalie Portela

Arte da capa: Christoph Niemann / Reprodução Instagram

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O que não fazer com a comunicação visual

O que não fazer com a comunicação visual

 

Na era da internet e da conectividade multimeios, a comunicação visual vem ganhando cada vez mais destaque. Neste cenário, empresas de vários portes e setores têm investido na área, devido ao grande impacto no público-alvo. Por isso separamos 5 dicas sobre o que não fazer com a comunicação visual de sua marca.

Devido ao seu poder de atração e engajamento, a comunicação visual deve ser muito bem pensada. e, portanto, fazer parte de planejamento amplo e com objetivos precisos. Desenvolvida de forma eficiente e profissional, é uma excelente aliada para aumentar vendas, aprimorar o posicionamento de mercado e transmitir valores e missões. Do contrário, pode se transformar numa catalisadora de catástrofes, com potencial de afundar campanhas e prejudicar as mais sólidas reputações.

1- Nunca comece sem objetivos bem definidos

Como mencionado acima, a comunicação visual deve fazer parte de um planejamento bem pensado, que englobe metas comerciais e do negócio. A maior chance de errar mora na falta de uma estratégia clara. No mínimo, é necessário saber o porquê se está fazendo, para quem é endereçada e como executar as ações.

2- Não faça por conta própria

Como já vimos, a comunicação visual é muito importante para o posicionamento de uma empresa. Portanto, quem não tem bastante experiência na área não deve tentar criar o design de uma marca ou campanha por conta própria. As chances de passar uma imagem pouco profissional e amadora é muito grande. Vários fatores contam na hora de produzir uma peça, como tamanho, paleta de cores, disposição de imagens etc. As pessoas realmente repararam nisso.

3- Não possuir um manual de identidade

Não ter um manual de identidade que converse com os produtos e serviços da empresa e represente os valores do negócio é outra maneira rápida de afundar uma reputação. O reconhecimento de uma marca está intimamente ligado aos padrões visuais e estéticos que utiliza. Mais uma vez, a profissionalização é fundamental para passar seriedade e coerência.

4- Não se adequar a plataformas distintas

Na hora de pensar na disseminação de uma campanha visual, é importante lembrar que ela deve estar adaptada a diferentes plataformas, principalmente as digitais, já que cada uma possui suas características próprias. As pessoas acessam a web por diversos canais, como smartphones, tablets, desktops e notebooks.

Sem as extensões, qualidade, animações e cores corretas, a aplicação visual pode sofrer grandes distorções, que inviabilizam toda a comunicação.

5- Não respeitar as características de cada mídia

Na internet, cada tipo de mídia tem sua forma de comunicar, seu público específico e seu modo de interação. A comunicação visual deve entender e respeitar essas características, para não causar o efeito oposto ao desejado. O LinkedIn, por exemplo, não se comunica da mesma forma que o Instagram.

Além disso, a estratégia também deve conversar com o tipo de conteúdo que está sendo veiculado e com o contexto em que está sendo colocada.

Como é possível notar, são vários os caminhos que podem levar a um erro quando o tema é comunicação visual. O melhor é sempre ter o suporte e consultoria de alguém que saiba o que está fazendo, caso contrário todo o dinheiro investido pode estar indo ralo abaixo, junto com a reputação da marca. Deixe a ajuda do sobrinho para outra hora e invista numa imagem profissional.

Por Thiago Eid

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Comunicação visual e reposicionamento de marca: os cases do marketing cervejeiro

 

Já não é muito novo falar sobre o fato de grandes rótulos de cerveja, como Skol ou Brahma, terem reestruturado fortemente sua maneira de se comunicar para fugir da temática mulher, praia e churrasco. Também é quase pleonástico associar brasileiros ao consumo de cerveja. Mas não desista desse texto – ainda. Este mês, preparamos temas focados na importância de uma boa comunicação visual. Pensei quase instantaneamente no desafio enorme de executar um rebranding como os dessas empresas: abandonar um conceito de marca consolidada por gerações e apostar em algo quase inédito para esse tipo de produto.

Influenciada por uma conjuntura sociopolítica de empoderamento, e por um mercado publicitário que passou a ver como indispensável a adoção de discursos convincentes pelas marcas, a indústria da cerveja abriu os olhos. Em outra perspectiva, ainda, o surgimento das pequenas cervejarias e das cervejas artesanais ensinou o consumidor a apreciar a bebida mais qualitativa que quantitativamente. Não tinha outro jeito a não ser encarar a mudança para garantir competitividade e identificação com esse não tão novo consumidor que já não via muito sentido naquela mesma linguagem de mulheres de biquíni servindo homens boêmios à beira da piscina.

Tudo isso para dizer que as marcas – não só de cerveja – sabem que precisam fidelizar consumidores em uma disputa de mercado sempre com novos players. Falamos muito sobre isso durante a criação do branding de uma nova empresa. No caso das cervejarias, havia também este pequeno empecilho: recriar o conceito sem perder a força de rótulos já bastante tradicionais. Pensar na identidade visual como parte estratégica do processo de renovação foi providencial para alterar a percepção de como elas são vistas no mercado – é um pouco daquela sensação que todo mundo teve de que “já estava na hora, né, pessoal?”.

Comunicação visual e reposicionamento de marca: os cases do marketing cervejeiro

O exemplo mais visual (já que é disso que estamos falando) que conheço foi a ação da Skol no Dia Internacional da Mulher de 2017. Só para refrescar a memória, a empresa convidou ilustradoras para recriar anúncios do passado. Talvez esse tenha sido o principal gancho estratégico para driblar o problema: para afirmar um novo posicionamento sem soar falso ou oportunista, era preciso de fato assumir publicamente os erros do passado e “rasgar” o rótulo – no sentido figurado – para o surgimento de outros que realmente colassem.

Essa nova forma de se comunicar visualmente deve ser resultado de um olhar acurado e atencioso ao consumidor, à maneira como se informa, se diverte, se alimenta. Isso porque todo o visual deve remeter ao conjunto de conceitos, valores e ideias que a marca quer transmitir. Se você gosta de cerveja e reflete sobre a Colorado, por exemplo, pensa automaticamente no urso, em alimentos típicos do Brasil e em um espírito artesanal (claro que com particularidades baseadas na sua experiência, mas sempre com um pano de fundo semelhante a esse).

É por isso que avaliar os diferenciais do produto e sobretudo o público-alvo são pontos de partida essenciais para a criação de uma comunicação visual eficiente – ou para a sua reformulação. Vale mencionar que os cases do mundo cervejeiro são interessantes inclusive para convencer as organizações mais resistentes de como a comunicação é base fundamental para gerar reputação e tornar os consumidores verdadeiros promotores da marca.

Que outros casos de rebranding você destacaria? Deixe um comentário!

Por Amanda Lima

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Seu público interno conhece a identidade da sua marca?

Seu público interno conhece a identidade da sua marca?

 

Se uma identidade visual bem planejada transforma a percepção de determinada marca externamente, os efeitos são igualmente observados internamente. Uma das peças-chave de uma comunicação interna bem estruturada é o fato de todos os colaboradores estarem alinhados com as políticas da empresa, e, claro, conhecer quem é a marca com a qual estão trabalhando, para gerar identificação e engajamento. Mas seu público interno conhece a identidade visual da sua marca?

Além do fator de que conhecendo melhor a marca os colaboradores também estarão mais engajados,  deve-se partir do pressuposto que o público interno (nos diferentes níveis) é um porta-voz de qualquer que seja a organização. Basta lembrar que estamos em plena era da revolução digital, onde todos, sem exceção, têm autonomia para atuar como produtor de conteúdo e de informação graças às redes sociais na internet.

É fundamental que as organizações trabalhem sua identidade visual principalmente no âmbito interno.

Em primeira instância, a empresa deve construir uma identidade visual sólida. Um investimento nessa criação garantirá credibilidade para a organização pois toda comunicação que sua marca fará estará alinhada e conectada, passando uma mensagem sólida para clientes e prospects. Veja aqui um debate dos Insights da Race sobre isso. Porém, um grande risco das empresas é investir na comunicação voltada apenas ao público externo, esquecendo-se dos próprios colaboradores. E o erro é bastante comum!

Os valores da empresa através da gestão de imagem

Não é novidade, muito infelizmente, encontrar profissionais que desconhecem elementos básicos da organização em que estão inseridos, como logo e slogan, o que dirá então de questões mais “complexas” como manual de identidade, utilização de marca, etc.

Por isso, como meio de reforçar e dar base a quaisquer ações voltadas ao público externo, uma marca precisa, mais do que tudo, se fazer conhecida por seus colaboradores.

E, nesse cenário, a organização pode optar por “divulgar sua marca a” ou “compartilhar sua identidade com” os colaboradores, com a diferença que a segunda opção reforçará naquele público a sensação de pertencimento com efeitos muito mais consistentes.

Afinal, serão eles os primeiros responsáveis por referendar qualquer iniciativa/comunicação voltada ao público externo.

Por Filipe Andrade

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Feiras e eventos: invista em comunicação visual para atrair clientes

 

Já pensou em investir mais no offline para atrair clientes? Hoje separamos dicas para não errar mais na apresentação do estande e materiais de divulgação e atrair mais vendas. O segredo é: nas feiras e eventos: invista em comunicação visual para atrair mais clientes.

“Quer chamar atenção? Ponha uma melancia na cabeça!”. A frase pode até ter uma conotação negativa no uso diário, mas quando o assunto é a disputa por espaço no meio corporativo, não é exagero nenhum recorrer a ela. Ainda mais se formos pensar em feiras, congressos e afins.

Estamos falando de eventos em que as pessoas andam de um lado para o outro, veem estandes com novidades em todos os cantos, são impactadas por cores chamativas o tempo todo. Nessas ocasiões, o pior que pode acontecer para uma empresa é não ser percebida diante de tantas distrações. Mas, como se destacar, afinal? A tarefa não é simples, mas a comunicação visual pode ajudar muito.

Há diversos recursos que podem ser utilizados para atrair os visitantes ao seu estande, e nessas horas o ideal é consultar um profissional experiente para conduzir esse trabalho. Mas, saber o que deve ser evitado com certeza já é um grande passo. Para não errar e cometer gafes na hora de apresentar sua empresa em um evento, veja abaixo três dicas infalíveis:

Mantenha a consistência

É para chamar a atenção? Sim. Mas também não é de qualquer jeito. A apresentação da sua empresa precisa estar em sintonia com a mensagem que se espera passar. Se a empresa é do mercado de tecnologia, tudo precisa acompanhar um conceito moderno e inovador. Tenha em seu estande aparelhos de última geração, aposte em cores, design, arquitetura e em uma abordagem bem high tech.

Alinhe a comunicação

Não adianta ter uma postura super tradicional nos folders da empresa e nas redes sociais ser completamente descolado. Utilizar cores frias como base da sua marca e mudar isso na hora de se apresentar em feiras e congressos. A mudança das cores confunde o público e prejudica a identificação. A comunicação precisa estar alinhada em absolutamente tudo.

Economize nas palavras

Você sabia que o ser humano processa imagens 60.000 vezes mais rápido do que textos? Isso significa que não adianta elaborar parágrafos e mais parágrafos para chamar a atenção do seu público em um evento, pois seu texto simplesmente não será lido. Invista muito mais nas ilustrações para se comunicar durante esse período, nessas horas lembra-se da máxima: “uma imagem vale mais que mil palavras”.

Por Thamyris Barbora

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5 dicas de diagramação para feed do Instagram

5 dicas de diagramação para feed do Instagram

 

O Instagram é a rede social que mais cresce no mundo, contanto com mais de 1 bilhão de usuários ativos por mês. Destes usuários, 80% seguem o perfil de alguma marca na plataforma, segundo dados divulgados pelo próprio Instagram. Mas será que a sua marca sabe se destacar nessa plataforma e evitar o overview do posicionamento? Pensando nisso, separamos 5 dicas de diagramação para feed do Instagram que farão seu negócio se destacar na rede social queridinha do momento.

Desde tempos de Fotolog e Flogão, o universo online tem sido direcionado ao compartilhamento de imagens, chegando hoje ao Instagram, rede que só fica atrás do Facebook quando o assunto é engajamento dos usuários. Nessas plataformas o objetivo é compartilhar imagens que dizem muito sobre você, sua marca e seu posicionamento. Com tantas atualizações e mudanças de algoritmo nem tudo o que é publicado aparece para seus seguidores, o que os leva, muitas vezes, a acessar diretamente seu perfil e visualizar seu feed.

E, como numa apresentação institucional, a forma como as imagens são dispostas dizem muito sobre seu posicionamento no Instagram. Imagens com qualidade e bem produzidas são como manchetes, levam o seguidor a acessar o conteúdo e quem sabe iniciar uma jornada de compra ou relacionamento com a marca. Imagem é conteúdo! O conteúdo visual no Instagram chega a ser mais relevante que a informação elaborada no post. Mas, também não precisa ser uma super produção, porque as pessoas querem ver o “real life” dos perfis.

Antes das 5 dicas vai uma sugestão: já pensou em seguir o próprio Instagram no Instagram? É uma ótima tática para ter sempre por perto referências sobre como os especialistas da plataforma estão usando e abusando dos recursos disponíveis.

 

 

 

 

5 dicas de diagramação para feed do Instagram

Imagem Instagram/ @Instagram

 

Então anota aí 5 dicas de diagramação para feed do Instagram para dar um upgrade na comunicação visual da sua marca:

1. Coerência: texto e imagem precisam conversar, eles se complementam
2. Personas: explore informações físicas que representem seu posicionamento de mercado. Conheça seu público e identifique suas personas.
3. Qualidade: fotografias em alta qualidade são regra. Invista em um ensaio ou um bom banco de imagens
4. Curadoria: faça uma boa seleção de imagens e nada de postar fotos com equipamentos eletrônicos desligados, repetir imagens ou usar fotos parecidas
5. Real life: publique imagens que tenham ligação com a sua realidade, sem edições exageras; aposte na diversidade!

Lembre-se: seu feed é o seu cartão de visitas no Instagram!

Por Lívia Caixeta 

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