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O que é a IGTV e como ela pode ajudar seu negócio?

Por João Pedro Andrade

O YouTube está em meio a uma crise de colaboradores. A plataforma, na contramão do sucesso, tem decepcionado seus criadores de conteúdo, visto que o sistema de monetização utilizado pela plataforma já não é tão rentável quanto no passado. Nesse cenário, nasce o IGTV – a sigla de Instagram TV -, uma articulação engenhosa de Mark Zuckerberg para trazer uma nova plataforma de conteúdo audiovisual online.

Se trata de uma nova ferramenta do Instagram, em que o usuário pode criar vídeos maiores do que os 15 segundos normalmente habilitados pelo stories e o minuto disponível na timeline. O usuário comum pode produzir um vídeo de até 10 minutos através dessa nova função. E alguns usuários de maior impacto, como influenciadores digitais e grandes marcas, tem a possibilidade de criar materiais de até uma hora. A expectativa é que, no futuro, todos os usuários tenham o mesmo espaço disponível de criação.

Em face de novas plataformas, é importante que quem atua com produção de conteúdo para empresas (como é o caso da própria Race Comunicação) saiba tirar o maior proveito para o seu negócio. Empresas como Nike, Netflix e Gucci já arregaçaram as mangas e tem experimentado a plataforma, disponível ao público desde o dia 20 de junho, para publicar de pequenas brincadeiras (como o vídeo de 60 minutos com o ator Cole Sprouse, da série americana Riverdale, comendo hambúrgueres) a grandes produções (como a animação promovida pela Nike com o jogador português Cristiano Ronaldo).

No entanto, antes de testar a plataforma, é importante lembrar que, diferentemente de sites de vídeo como YoutTube ou Facebook, a IGTV foi desenvolvida exclusivamente para uso mobile – o que significa que o conteúdo em vídeo é disponibilizado de modo vertical. Então, não, o usuário não poderá simplesmente migrar os materiais audiovisuais que já tinha no Youtube para a IGTV. O formato é outro. Caso ainda não esteja habituado ao Instagram Stories, também pode ser interessante se familiarizar com esse universo antes de mergulhar na IGTV.

No entanto, uma vez inteirado sobre as funcionalidades da novidade, existem muitas possibilidades de utilização para fortalecer sua marca e a comunicação interna e externa da sua empresa.

Vídeos com demonstrações de produtos são, por exemplo, uma possibilidade – demonstrar a utilização do item, suas facilidades ou, até mesmo, treinamentos que ensinem o consumidor as melhores maneiras de usar aquilo que você oferece. Vídeos de unboxing já são grandes sucessos nas redes sociais e demonstrações em primeira mão de produtos que ainda não chegaram às prateleiras podem ser uma fórmula de sucesso para cativar o consumidor que aprecia seus produtos.

Marcas de produtos alimentícios poderão postar receitas inteiras, com passo a passo detalhados, na rede social. Quem trabalha com produtos de beleza poderá postar tutoriais de cabelo ou maquiagem, por exemplo. Até mesmo artistas poderão mostrar suas novas peças, seja um quadro, um design para tatuagens, ou uma música, em primeira mão para seu público – e ainda por cima, receber feedback de quem mais interessa em poucos minutos.

Atualmente, a plataforma ainda não permite a postagem de material publicitário, porém, com a crescente popularização do Instagram, é possível que essa realidade mude logo –  o que irá viabilizar um mundo de possibilidades. O primeiro passo deverá ser o mais complicado, por isso, é importante dá-lo e começar a pesquisar como a IGTV pode melhor servir ao seu negócio logo de uma vez.

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O uso das mídias sociais para o e-commerce

Por Vanessa Assis

Há tempos o comércio vem notando que o comportamento do consumidor mudou. O cliente, que antes era atingido de forma massificada por propagandas feitas para muitos, agora espera ofertas e atendimento personalizados. Boa parte das empresas, por sua vez, optaram por utilizar plataformas e-commerce e mídias sociais para estreitar esse relacionamento com o seu público.

De acordo com os dados da We Are Social para o ano de 2018, o Brasil possui 130 milhões de usuários de mídias sociais, o que corresponde a 62% da população, ou seja, o uso de ferramentas de divulgação e atendimento via mídias sociais (como o SAC 2.0) tende a ter grande impacto. A questão é: Em um ambiente tão cheio de informações, quais os principais objetivos que as empresas devem ter em mente para alcançar a audiência desejada?

Antes de falarmos sobre isto, vale termos lembrar alguns números sobre os motivos pelos quais as empresas utilizam as redes sociais. De acordo com pesquisa realizada pela Social Media Trends 2018, 85,3% buscam visibilidade online, 64,8% querem interagir com o público, 13,6% utilizam porque o concorrente usa e 1,8% não tem um motivo específico.

Visto isto, é importante destacar que um dos principais objetivos que as empresas devem ter mente para relacionar o seu e-commerce com as mídias sociais é a relevância. Devem ser feitos questionamento, como: O seu produto é destinado àquele público? Qual o diferencial para que haja visibilidade de sua marca naquele ambiente?

Respondidas estas perguntas, é necessário que as empresas tenham muito bem definidas as personas delas, para saber que tipo de linguagem é mais adequada para estas pessoas. Não adianta, por exemplo, uma empresa utilizar uma linguagem formal numa rede social com um público jovem e “descolado”.

Além disto, o conteúdo publicado nas mídias sociais deve ser estimulante e gerar discussões entre os próprios usuários, afinal, a empresa que busca esse tipo de relacionamento não deve querer mais a divulgação de conteúdo “de um para todos”, e sim de conteúdo que gere interações e a possibilidade de o consumidor participar do diálogo.

E talvez o principal, é necessário que o atendimento seja rápido. Quem busca atendimento através de plataformas em mídias sociais quer soluções imediatas. Então é importante ter em mente que a empresa deve estar preparada para a urgência que esse meio demanda. É claro que a maioria das empresas não funcionam 24 horas por dia, mas deixar claro o horário de atendimento na plataforma e buscar o mínimo de tempo de espera para um atendimento é fundamental para que se crie um bom relacionamento com o cliente.

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Gerenciamento de crise: Desastre de Bhopal

Por João Pedro Andrade

O dia 03 de dezembro de 1984, para muitos, pode ter sido somente mais um dia. Mas ficaria para sempre marcado na história da empresa norte-americana Union Carbide, seus porta-vozes e os milhares de cidadãos de Bhopal, capital do estado de Madhya Pradesh, na Índia.

Naquela noite de segunda-feira, as válvulas do tanque de gás da fábrica de pesticidas da cidade estouraram, o que ocasionou um terrível vazamento de 40 toneladas de metilisocianato – um gás extremamente venenoso. Centenas de pessoas morreram durante o sono, e outras milhares morreram na manhã seguinte, antes que pudessem conseguir socorro no superlotados hospitais locais. Ao longo das semanas seguintes, foram mais de 10 mil mortes contabilizadas e mais de 150 mil pessoas afetadas – dentre as quais 50 mil se tornaram invalidas para trabalhar.

Por si só, esse já é um cenário horripilante. No entanto, o modo como a comunicação da Union Carbide lidou com o ocorrido transformou uma situação péssima em insustentável.

Em meio a esse cenário, soma-se o fato que a fábrica sofreu, desde sua inauguração, diversos cortes de gastos – o que envolvia manutenção de equipamentos e treinamento de funcionários – um processo de dois anos que foi resumido a um mês. A falta de treinamento não permitiu que os funcionários percebessem a gravidade da situação, que inclusive fizeram um intervalo para o chá após o vazamento.

Warren Anderson, CEO da Union Carbide, ao tomar conhecimento da situação e após sofrer pressão por parte da classe empresarial americana, tomou um avião com destino a Índia para assistir as vítimas e os negócios. No entanto, logo no desembarque, Anderson foi levado a prisão, onde os gerentes da fábrica já estavam encarcerados. Solto mediante pagamento de fiança, o CEO foi aconselhado a deixar a Índia imediatamente para sua própria segurança.

Tal como a visita de um presidente a uma cena de desastre, a visita de Warren Anderson não geraria novos dados para a resolução prática do caso. No entanto, ela seria de grande importância para não reforçar a ideia que a Union Carbide é uma empresa altamente focada em lucro e pouco interessada no material humano que movimenta seu negócio.

Desde o momento do acidente, todos os repórteres e jornalistas tiveram sua entrada proibida na sede da empresa em Connecticut. E o que começou com cerca de 12 repórteres, até o momento do retorno de Warren Anderson aos Estados Unidos, logo se tornou mais de uma centena.

Uma coletiva de imprensa foi organizada no Hotel Hilton, próximo a sede. O advogado Jackson Browning foi escalado como porta-voz e atendeu os jornalistas com respostas confiantes e amigáveis – e ignorou aqueles que lhe direcionavam perguntas mais capciosas.

A companhia se recusou a assumir responsabilidade pelo ocorrido. No lugar disso, escolheu culpar publicamente grupos terroristas indianos pela explosão. Em face de argumentos insustentáveis, a posição seguinte da empresa foi responsabilizar um de seus funcionários, acusando-o de sabotagem. Um processo nos EUA foi aberto e vencido pela empresa com esse argumento. No entanto, a empresa optou por jamais abrir um processo na Índia e não teve coragem de enfrenta a justiça local no caso.

Por fim, apesar de hoje sabermos que o produto químico que estava matando a população era metilisocianato, na ocasião a empresa se recusou a fornecer informações quanto ao conteúdo contaminante de seus pesticidas, o que impossibilitou que as equipes médicas da região pudessem tratar os pacientes de maneira mais eficiente. A empresa também se recusou a fornecer dados técnicos sobre a fabricação e manutenção do pesticida que produziam.

Analisando o caso, é possível encontrar diversos erros de comunicação por parte da empresa – seja na comunicação interna, como a falta de estrutura de treinamento fornecida para os funcionários indianos, seja no relacionamento com a imprensa, como o não fornecimento de informações. É importante ressaltar que, mesmo em momentos de crise, lidar com a imprensa é um ponto crucial para a imagem pública de uma corporação. Afinal, os jornalistas irão escrever sobre o caso de qualquer maneira, então melhor que seja com as informações oficiais.

 

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Mídias Sociais: a alavanca do e-commerce

Por Thamyris Barbosa

Entenda como as redes sociais ajudam no relacionamento com o público-alvo

Que o brasileiro é fascinado por internet, todos sabem.  São mais de 9h por dia navegando, o que nos coloca em terceiro lugar no ranking de países que mais acessam a rede. O que você talvez não saiba é que, dessas nove horas, quase quatro são gastas apenas em redes sociais.

Não é à toa que hoje tantas empresas investem tempo, dinheiro e expertise para chamar a atenção dos usuários no Facebook, Instagram, YouTube, Twitter e outras plataformas. Mesmo você, empresário de e-commerce, já ouviu muitos dizerem que sua empresa precisa ter uma atuação mais expressiva nessas redes. Mas você sabe exatamente o por quê? Se não sabe, aí vão 3 motivos que te farão olhar com mais carinho para elas.

Quem não é visto, não é lembrado

E como vale essa máxima quando o assunto é vendas, não é mesmo? Ser visto é fundamental, mas nas redes sociais é decisivo. Acredite ou não, 75% dos consumidores compram os produtos que veem sendo compartilhadas nas páginas dos amigos/conhecidos. Então o simples fato de lembrar o seu público da sua existência já é uma ótima estratégia.

Pense comigo, se dentro dessas quatro horas ele/ela puder dedicar 30 segundos assistindo àquele vídeo sobre seu portfólio, lendo sobre sua marca ou vendo as fotos daquela digital influencer usando seus produtos, muito já terá sido conquistado. E, por outro lado, se o potencial cliente não for impactado pela sua comunicação, certamente será encontrado pelo concorrente. Melhor se antecipar.

Amigos, amigos. Negócios também.

As redes sociais tem o grande poder de aproximar pessoas. Então por que não usá-las para ficar mais próximo do seu público como empresa? Ninguém gosta de saber que é apenas um número no fim do mês. Os clientes querem conhecer e interagir com as marcas que consomem. Quando uma marca interage com os consumidores, mostra que a relação pode ser muito mais do que comercial. Isso o deixa a um passo da fidelização.

Você sabe com quem está falando?

Se não sabe, é melhor descobrir. E as redes sociais são uma excelente forma de conseguir isso. Lá você poderá sentir qual é a aceitação do seu público em relação a um determinado produto ou ideia. Além disso, terá muitas vezes feedbacks sinceros e grandes oportunidades de se adaptar às novas demandas. Quanto mais conhecemos a pessoa que conversamos, mais fácil é entender quais são suas necessidades. Invista tempo e energia nisso.

Como mostrado acima, há muitos outros motivos para se inserir nas redes sociais com uma conta corporativa. Mas, lembre-se, é preciso trabalhar essa ferramenta estrategicamente. Não caia na armadilha de gerenciar seu perfil empresarial como faz com sua conta particular. A partir do momento que sua empresa abrir este canal, deve estar preparada para receber e reverter as inevitáveis críticas.  Então esteja certo de que terá braços e olhos suficientes para atender seus clientes. Vale se informar, estudar e até pedir a ajuda de um profissional para se dar bem nesse novo espaço. Mesmo assim, vale o investimento. Seu e-commerce vai agradecer.

Quer saber mais sobre o gerenciamento e monitoramento de redes sociais? Clique aqui entenda melhor.

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Métricas no monitoramento de redes sociais: como traduzi-las para o cliente?

Por Amanda Lima

Se você é um profissional de assessoria de imprensa, sem dúvida já se deparou com o desafio de demonstrar ao cliente o valor de um trabalho estratégico de comunicação – o ROI (return over investment) de uma atividade que muitas vezes é (ou deveria ser) mais qualitativa que quantitativa. Nem sempre as métricas utilizadas nesses casos traduzem o que de fato acreditamos ter conquistado. Mas essa é uma conversa para outro post.

Em contrapartida, o marketing digital – que invadiu o rol de atribuições das empresas de comunicação – traz uma vantagem enorme: são inúmeras as métricas existentes no monitoramento de redes sociais. Mas como interpretá-las para de fato traduzir os resultados alcançados em conformidade com as necessidades do cliente? Tornar a presença digital do cliente efetiva significa, além de empregar uma boa estratégia, saber analisar os números e identificar o que pode ser aprimorado.

Métricas versus performance

Recentemente me deparei com um artigo que lançava uma reflexão sobre como a concepção de performance perde o sentido quando há uma enorme quantidade de variáveis e indicadores. Aí reside a importância de sabermos analisá-los. Se nós, especialistas em comunicação, não temos grande clareza sobre o que cada número representa para o negócio do cliente, como podemos esperar que ele saiba interpretá-los?

A tarefa pode parecer simples, mas não é. Em primeiro lugar, há o já conhecido clichê: as redes sociais – e principalmente o comportamento dos usuários – mudam a uma velocidade tão grande que as estratégias de negócio nesses canais são criadas e transformadas quase em tempo real. Quem nunca abriu o Facebook Business e se perguntou: onde está o botão que ficava aqui? Ou então recebeu aquela notícia sobre uma nova funcionalidade do Instagram e ficou em parafuso: o que é, como funciona e o que tem a ver com o meu cliente? Em segundo lugar estão aqueles vários conceitos recém-assimilados: impressão, alcance, engajamento, conversão, tráfego, CPC, CTR.

Três dicas básicas para uma tradução eficiente

Compilar todas as métricas que as redes sociais, o Google Analytics ou outras plataformas fornecem e repassá-las ao cliente nunca é a melhor saída. Pensar nos objetivos do cliente pode ajudar a selecionar apenas o que é interessante, tendo em vista três pontos importantes:

  1. Entenda o significado de cada conceito

Antes de escolher o que é relevante ou não, saiba o que quer dizer cada conceito em métricas digitais (tema para um terceiro post). Vale também ter em mente as métricas mais relevantes. De acordo com a Social Media Trends 2018, o alcance, que revela o número de usuários atingidos pelo conteúdo, é a mais acompanhada. Em segundo lugar está o engajamento – de nada vale um conteúdo que chegue a várias pessoas se elas não interagem com a sua página ou perfil por meio de reações, comentários e compartilhamentos.

  1. Tenha em mente o que o cliente espera com a presença no ambiente digital

Cada negócio possui um objetivo específico para sua estratégia de marketing digital, e isso também influencia em quais métricas são relevantes. Por exemplo: se o seu cliente tem um e-commerce, é muito provável que o intuito de sua presença digital seja a geração de leads. Neste caso, o CPC (custo por clique) e a taxa de conversão tornam-se métricas muito interessantes. A taxa de conversão indica quantos visitantes do e-commerce efetivamente consumiram algum produto. Por outro lado, se o negócio pretende gerar brand awareness (consciência de marca), impressões, visualizações de página e retenção tomam a frente na relevância das métricas. Atenha-se ao que é essencial para o negócio o seu cliente. Menos é mais!

  1. Preocupe-se com o visual

Ao apresentar o relatório de monitoramento para o seu cliente, invista em um layout atrativo, em que os dados, apesar de complexos, sejam facilmente assimiláveis. Explore gráficos e cores para apresentar as informações, e procure sempre apresentar uma análise qualitativa do trabalho realizado.

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Um “case” de comunicação para ser esquecido

Por Daniela Dalio

Já faz um ano que o caso da expulsão de um passageiro da United Airlines ganhou uma grande repercussão em todo o mundo. Mas este será um dos piores cases de comunicação e gerenciamento de crise da história. Um exemplo a nunca ser seguido.

Para relembrar o que aconteceu: devido a um overbooking e a recusa de voluntários para descer do avião, a companhia “escolheu” quem deveria deixar a aeronave. Com a recusa de um dos escolhidos, os comissários chamaram as autoridades que retiraram o passageiro à força. A expulsão foi filmada e repercutiu rapidamente nas redes sociais e em toda a imprensa.

As primeiras respostas da United, com participação ativa de seu CEO Oscar Munhoz, foram desastrosas e em defesa do funcionário em relação à remoção do passageiro. O fato curioso é que tudo isto aconteceu um mês após o CEO da companhia ganhar o prêmio de comunicador do ano pela revista PR Week. E justamente por ter uma comunicação séria e transparente com a imprensa.

O que faltou neste caso então? Agir racionalmente. Momentos de crise sempre levam todos os envolvidos a ficar sensíveis e com o emocional abalado. Mas é extremamente necessário que haja razão neste momento, principalmente do seu líder máximo. Não são permitidas declarações para a imprensa movidas pela emoção. E o papel dos profissionais de comunicação, agindo aqui como consultores e orientadores, é primordial.

Um caso como este da United Airlines pode derrubar a credibilidade da empresa para sempre. São anos e anos de esforço para que uma marca atinja seu potencial de respeito entre os consumidores. Mas bastam uma ação, uma fala, uma atitude, um movimento, levados pela emoção do momento, para que todo o trabalho caia por terra.

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Negative SEO

Por Livia Caixeta

SEO (Search Engine Optimization) é a sigla em inglês para Otimização para mecanismos de busca e é uma ferramenta cada vez mais utilizada por gestores de conteúdo para melhorar a posição de sites, blogs ou páginas da web na busca orgânica do Google. Esta estratégia confere mais visibilidade e credibilidade ao site ou blog no ambiente web. Desta maneira, o negative SEO são práticas desleais aplicadas para prejudicar toda essa estratégia.

Leia mais sobre os benefícios do SEO aqui

Este tipo de “ataque” é feito com o único e exclusivo objetivo de prejudicar o posicionamento de um site, geralmente corporativo, e em muitos casos é feito por concorrentes que desejam melhorar o posicionamento de seu próprio site a partir da perda de posição de uma outra página. Com as mais recentes atualizações de algoritmos do Google,a discussão sobre essa prática ganhou visibilidade.

 

Então o negative SEO é um tipo de hackeamento?

Depende!

“Na medida em que uma tática muda a aparência ou funcionamento de um site ou lhe dá acesso não autorizado, ele pode ser considerado um hacker, dependendo da jurisdição de alguém. Dependendo da cultura e das leis nacionais, a aplicação da definição pode variar consideravelmente. Por exemplo, alguns países podem adotar uma abordagem mais rigorosa do que constitui acesso não autorizado, e alguns podem ter uma atitude mais laissez-faire no que se refere à adulteração de informações.”  (Joe Sinkwitz – Search Engine Land) –

Além disso, a prática do negative SEO pode causar outros danos como:

  1. Por ferir a política de duplicidade dos mecanismos de pesquisa, principalmente os do Google, pode resultar em sanções;
  2. Pode prejudicar os links do seu site, fazendo com que eles tenham baixa qualidade ou viole essas diretrizes;
  3. Invasão de hackers.

Por isso, é muito importante manter o seu site em segurança!

  • Evite programas maliciosos que promovem a invasão de vírus e malwares;
  • Atente-se a duplicidade de informações para que não seja feita de maneira inadequada;
  • Cuidado com as menções nas redes sociais;
  • Nunca deixe de verificar sua lista de Backlink;
  • Monitore a velocidade do seu site.

Portanto, um bom planejamento de gerenciamento de conteúdo é um forte aliado para que um site corporativo não seja punido e mantenha-se não apenas no topo das buscas, mas também livre de ataques de negative SEO.

Conheça as soluções que podemos oferecer tanto com produção de conteúdo  quanto para SEO.

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Mercado farmacêutico e segmentação em Assessoria de Imprensa

Por Filipe Andrade

Assessoria de Imprensa não é tudo igual! Isto porque há diferentes segmentos e mercados, com suas especificidades e oportunidades. Um dos exemplos é a Assessoria de Imprensa para o mercado farmacêutico, uma área bastante específica, com um potencial enorme e ainda ser explorado.

Dentro do mercado farmacêutico, a grosso modo, podemos dizer que há, no mínimo, mais quatro subdivisões – companhias farmacêuticas (laboratórios), distribuidores, redes e/ou farmácias e entidades de classe (que representam os profissionais e empresas). Cabe, portanto, ao assessor definir sua atuação nesse contexto.

Por ser um mercado voltado à saúde, há, obviamente, uma série de requisitos, legislações e regras que pautam a atuação das organizações no mercado e a comunicação deve ser planejada de acordo com esses critérios. Por exemplo, a divulgação de novos produtos (medicamentos) ao público só é autorizada quando se tratar dos chamados “medicamentos isentos de prescrição”. Nos demais casos, de acordo com a legislação, a publicação só pode ocorrer de forma direcionada a veículos específicos do segmento de saúde, com informações claras sobre indicações, contraindicações e posologia do produto.

Assessorias de Imprensa específicas, como no mercado farmacêutico, também exigem do profissional um cuidado redobrado à linguagem e à interpretação de questões “técnicas”. É importante que o profissional tenha, então, uma grande capacidade de “traduzir” assuntos técnicos/científicos para o dia a dia, seja do jornalista na redação, seja do público.

Uma das premissas da Assessoria de Imprensa na comunicação digital, de forma geral, é a segmentação cada vez maior de conteúdos e o mercado farmacêutico não está fora dessa curva.

Importante: Quando falamos de segmentação na Assessoria de Imprensa, não significa dizer que os veículos de massa devam ser relegados a um segundo plano. Pelo contrário, devem estar no centro da estratégia de comunicação, agora dividindo seu espaço com os meios segmentados.

Portanto, vale a pena explorar os inúmeros blogs de saúde, canais no youtube, perfis no Instagram e tudo mais que a democratização da comunicação digital possibilita para fazer com que sua mensagem seja acessível ao consumidor – o receptor final nessa cadeia.

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Por que fazer comunicação integrada?

Por João Pedro Andrade

Comunicação integrada é uma estratégia de marketing que ganhou muita força recentemente, nos anos 2010. Se trata de um conceito simples. Planejar as ações de comunicação de uma marca ou de uma campanha de forma que todas elas estejam cuidadosamente conectadas e informando de maneira alinhada o mesmo tipo de mensagem – ou seja, integrar todas as ferramentas promocionais para que elas coexistam em harmonia.

Para entender a importância por trás da comunicação integrada, basta usar a lógica. Partindo do pressuposto que as ações de comunicação conversam harmoniosamente em voz uníssona a todo tempo, sua soma é mais poderosa do que suas partes individuais.

Um bom exemplo é a campanha Like a girl, do absorvente feminino Always, em 2015. Com foco em atingir garotas na fase da puberdade, a marca promoveu a ressignificação positiva do termo pejorativo “como uma garota”, que supõe que homens que fazem coisas como garotas, o fazem com menos qualidade.

A campanha foi promovida através da mídia impressa, redes sociais e televisão – seu ponto central, durante o comercial do SuperBowl 2015. Além de promover a marca, a campanha promoveu a retomada da autoestima de meninas adolescentes, que passaram a enxergar o termo “like a girl” como algo positivo e fonte de orgulho.

Uma boa campanha de comunicação integrada pode dar muito trabalho para ser desenvolvida de forma efetiva. Porém, uma vez que o caminho das pedras ficou para trás, ela pode ser revertida lucro, aumento de vendas e vantagem competitiva em relação aos concorrentes.

Por fim, se considerarmos que uma comunicação bem sucedida é aquela repassada com o mínimo de ruídos, a comunicação integrada passa a se tornar uma forte aliada da informação, visto que ela será desenvolvida para atuar de forma mais ampla e integral.

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O impacto do GDPR nas empresas fora da União Europeia

Por Malin Teles

Ninguém deve ter escapado do fato de que o GDPR (The General Data Protection Law) entrou em vigor no dia 25 de maio. A lei terá, e já teve, um impacto muito grande nas empresas na Europa. Mas qual impacto terá nas empresas fora da União Europeia?

Para entendermos isso, precisamos primeiro entender o que é exatamente o GDPR. A lei tem como objetivo oferecer aos cidadãos europeus um controle melhor sobre seus dados pessoais. Dados pessoais, neste contexto, são qualquer tipo de dado relacionado a uma pessoa. Isto pode ser, por exemplo: nome, fotos, endereço de email ou de residência, dados bancários, postagens em redes sociais, informações de localização ou endereço de IP.

O GDPR obriga as empresas a oferecerem a possibilidade das pessoas saberem exatamente quais dados pessoais elas têm sobre eles. Também as obriga a oferecerem a possibilidade de deletar permanentemente esses dados, caso solicitado. Além disso, a empresa é obrigada a pedir a permissão do consumidor/usuário para usar os dados cada vez que forem processá-los. Mesmo que o consentimento seja dado, pode a qualquer momento ser retirado. Isto significa que a empresa precisa provar que o indivíduo concordou em deixar seus dados serem usados para aquela ação em específico, como, por exemplo, para receber um newsletter.

Então, o que tudo isso tem a ver com empresas fora da União Europeia? Bom, na verdade, mais do que você talvez imagine. O regulamento se aplica não só a  empresas dentro da União Europeia mas também a todas as empresas vendendo para, e armazenando dados pessoais sobre, cidadãos (tanto clientes quanto funcionários) europeus, mesmo se as empresas forem localizadas em outros continentes. O GDPR se aplica independentemente se o processamento dos dados está sendo feito dentro da União Europeia ou fora dela. Ou seja, como um exemplo, uma empresa Brasileira que tenha um mailing de clientes na União Europeia, precisa cumprir com o GDPR.

As empresas que não cumprirem a legislação estarão sujeitas a multas duríssimas – previstas para até 4% da receita anual global da empresa, ou até 20 milhões de euros, seja qual número for maior.

Na prática, o GDPR muda muitas atividades de marketing e vendas para as empresas. Por exemplo, as possibilidades de prospecção, geração de leads, armazenamento e uso de mailings e o disparo de newsletter e emails marketing ficam mais limitadas. Mesmo comprando esses serviços de um fornecedor terceirizado, a empresa não está livre de responsabilidade. Ela ainda irá precisar se certificar que o uso dos dados tenha o devido consentimento do usuário.

 

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