Assessoria de imprensa antes e depois da internet

Assessoria de imprensa antes e depois da internet

Por Rogério Artoni

O trabalho de assessoria de imprensa nasceu no início do século 20 com a atuação de Ivy Lee. Ele foi um jornalista consagrado e que assinou contrato com o milionário John D. Rockefeller Jr para melhorar a sua imagem e de suas empresas, que naquele período tinha vários problemas de reputação junto aos mais diversos stakeholders.

Esta história é conhecida por muita gente e de lá para cá muitas coisas mudaram, principalmente com a chegada da internet. Mas como era o dia a dia das empresas de assessoria de imprensa antes da popularização da internet, e-mail e até mesmo das redes sociais?

Imagine um tempo onde não existiam os computadores… então tudo era feito em máquina de escrever. Algumas assessorias mais modernas já tinham telex e transmitiam seus press releases por esse dispositivo. Um grande amigo, Dinho Leme, me disse certa vez que em seu escritório tinha essa tecnologia. Com algumas máquinas destas funcionando a todo vapor era possível enviar o mesmo release para até 10 redações quase que simultaneamente. Algo inimaginável para a época e bastante obsoleto para os dias de hoje.

O envio de release, algo usado até demais pelas assessorias de hoje, era feito de forma impressa, ou melhor, datilografada e muitas vezes mimeografado e enviado um a um para as redações pelos office boys das empresas. Nesse período, por volta da década de 80, as assessorias de imprensa ainda eram muito mal vistas pelos jornalistas. Ainda hoje, há aqueles que consideram este trabalho como algo de um ‘subprofissional’.

Desta forma, o trabalho de conseguir uma boa publicação em estados distantes era feito apenas por telefone. Então feche os olhos e imagine uma redação com centenas de máquinas de escrever funcionando ao mesmo tempo, dezenas de telefones tocando, pautas importantes para serem fechadas e cheiro de cigarro no ar (sim, era muito comum as pessoas fumarem dentro das redações e em ambientes fechados).

Com o advento da internet, muitas coisas mudaram, para melhor e para pior. O lado bom foi a agilidade na comunicação entre os jornalistas, assessorias e seus assessorados. É possível fazer uma entrevista exclusiva por e-mail, ou por videoconferência; enviar as fotos que o jornalista necessita, mandar uma ótima sugestão de pauta e até mesmo enviar esclarecimentos praticamente em tempo real.

Contudo, o lado ruim é, sem dúvida, o volume de material que os jornalistas recebem. É impressionante. Desta forma, uma boa pauta enviada por e-mail, pode se perder na caixa de entrada e nunca ser publicada. Há também o número de assessorias que cresceu de forma exponencial.

Mas o trabalho de assessoria de imprensa, no fundo, não mudou. Desde seu início tem a função de levar informações relevantes e que realmente podem ser úteis para a população e assim ajudando os jornalistas com matérias mais completas, e também, auxiliando os clientes a terem suas informações divulgadas na imprensa.

* Rogério Artoni é diretor da Race Comunicação

Interessado nesse assunto? Clique aqui e veja mais informações sobre esse e outros serviços oferecidos pela Race Comunicação.

Gostou do artigo?

O que é uma sugestão de pauta?

Por Marianne Mitsui

Uma das principais metas do assessor de imprensa é divulgar o cliente na mídia. Isso porque a exposição nos meios de comunicação é fundamental para o crescimento de um profissional ou de uma empresa. Desse modo, a sugestão de pauta é o principal caminho para se alcançar a divulgação do assessorado.

Com o press release pronto, a sugestão de pauta pode ser realizada antes do disparo geral, sendo oferecida com exclusividade para um veículo específico, ou mesmo depois, como forma de monitoramento do material enviado (follow up). O importante é que a pauta seja direcionada para a editoria adequada e, em certos casos, é necessário ter um gancho para despertar a atenção do jornalista.

Ao sugerir a pauta é preciso ter em mente a relevância do assunto para a mídia para que, assim, a pauta tenha destaque na redação, que recebe milhares de sugestões diárias.

* Marianne Mitsui é Assessora de Imprensa na Race Comunicação.

Ficou interessado sobre o assunto? Clique aqui e veja mais informações sobre esse e outros serviços oferecidos pela Race Comunicação.

 

Gostou do artigo?

O que é e qual a importância do Clipping?

Por Rodolfo Zanchin

Quando se trabalha prestando serviços de assessoria de imprensa e relações públicas para uma empresa, organização, pessoa pública ou produto, é necessária uma avaliação de resultados, isto se dá através do clipping.

O clipping é um relatório com o acompanhamento e registro de todos os materiais veiculados na mídia – seja ela: impressa, online, rádio ou tv – que remete a imagem da empresa, produto, organização, etc. Podendo ser diário, semanal e mensal, através deste relatório conseguimos ter uma real noção do trabalho executado. Confira alguns pontos favoráveis do clipping:

  • Imagem / Reputação

Como sabemos, a reputação é frágil e através do clipping podemos mensurar como a empresa, organização ou pessoa pública é vista no mercado.

  • Estratégias no plano de comunicação

Através da análise dos resultados, podemos identificar falhas no processo de comunicação, avaliar os objetivos cumpridos e até mesmo possíveis retornos financeiros.

  • Decisões futuras

Identificar tendências do mercado auxilia a equipe de comunicação a antecipar crises e enxergar novas oportunidades.

* Rodolfo Zanchin é Assessor de Imprensa na Race Comunicação

Ficou interessado sobre o assunto? Clique aqui e veja mais informações sobre esse e outros serviços oferecidos pela Race Comunicação.

Gostou do artigo?

5 benefícios de se fazer um media training

Por Alan Mariasch

As vantagens do media training vão muito além de simplesmente treinar porta-vozes sobre como eles devem agir durante entrevistas. Por meio dessa ferramenta, esses executivos passam a compreender melhor o papel fundamental da assessoria de imprensa dentro da estratégia empresarial. Confira abaixo os principais benefícios de se realizar um media training.

1- Simulação

Permite que os porta-vozes treinem vários tipos de entrevistas, para diversos meios (televisão, rádio, etc), inclusive aquelas que os coloquem numa situação de maior pressão. Vários cenários são testados, e o treinamento pode incluir a participação de jornalistas consagrados.

2- Key messages

De maneira didática, os executivos aprendem o que são as key messages (mensagens estratégicas de determinada organização) e a importância delas serem destacadas durante a entrevista.

3- Gerenciamento de crise

Um dos principais objetivos do media training é ensinar aos porta-vozes como agir em situações de adversidades, e também como fazer para evitá-las. Muitas crises começam por causa de declarações equivocadas à imprensa, ou pelo fato da empresa se negar a atender os jornalistas.

4- O que fazer e o que não fazer

Dicas práticas como orientações sobre postura corporal, gestual e não-verbal, que palavras nunca usar, além de quais roupas evitar são fundamentais no treinamento dos porta-vozes, para que dessa forma eles consigam ganhar mais credibilidade na mídia. Assim passem a ser reconhecidos pelos jornalistas como referências em suas áreas, sempre sendo convidados para entrevistas.

5- Papel estratégico da comunicação corporativa

Os executivos têm aulas sobre o funcionamento da imprensa, com detalhes sobre o cotidiano dos jornalistas. Além disso, estudam sobre como é o trabalho da assessoria de imprensa. Dessa forma, eles têm um panorama geral sobre a comunicação corporativa, e podem colaborar de forma mais efetiva tanto na hora de propor uma pauta, como em estratégias mais elaboradas.

* Alan Mariasch é assessor de imprensa na Race Comunicação

Interessado nesse assunto? Clique aqui e veja mais informações sobre esse e outros serviços oferecidos pela Race Comunicação.

Gostou do artigo?

Entenda a importância de um porta-voz

Por Núbia Neves

Para um bom trabalho com a assessoria de imprensa é crucial que as empresas e assessorias trabalhem da forma mais integrada possível. Juntas construirão cronogramas que possam ser seguidos, sinergia nas informações, antecedência sobre as novidades, alinhamento de estratégia e porta-vozes preparados.

Esse último ponto é muitas vezes deixado de lado, já que muitos executivos acreditam ter todos os atributos necessários para lidar com a imprensa, porém, não é tão simples quanto se imagina. O porta-voz é responsável por falar em nome da empresa em um momento de crise ou não. Lançamentos de novos produtos, lançamentos de marcas, apresentação de resultados ou, até mesmo, sobre uma pauta fria.

Para que se alcance o melhor resultado possível na divulgação de uma matéria, o porta-voz é uma peça chave para que isso aconteça. Abaixo entenda se a sua empresa está no caminho certo:

  1. Entender a mídia que pretende atingir: hoje as notícias correm de forma incrivelmente veloz. A internet tornou tudo mais acessível e você não precisa mais chegar em casa, ler ou assistir ao jornal para saber do que está acontecendo no mundo. Conhecer todas as formas de noticiar é a melhor forma de estar por dentro da agilidade da notícia e da importância de cada meio;
  2. Treinamento: algumas vezes, o melhor CEO do mundo, não tem o carisma e a desenvoltura que uma entrevista pede. O media training é uma opção eficaz de tornar um CEO em um porta-voz;
  3. Uma empresa não precisa ter um único representante: a primeira coisa que deve se levar em consideração é que ter um porta-voz acessível é essencial para que a assessoria de imprensa trabalhe de forma assertiva. Apesar de o diretor ou o presidente serem peças importantíssimas dentro de uma companhia, dividir o trabalho de falar com a imprensa faz com que mais solicitações possam ser atendidas e os porta-vozes não se cansem dessa função;
  4. Em um momento de crise: se preparar para uma entrevista difícil é essencial para que tudo ocorra da melhor forma possível. A assessoria de imprensa tem a obrigação de ter um manual de crise preparado para esses momentos, porém, é papel do porta-voz estar por dentro de cada key message e cada informação que não pode ser transmitida.

Se sua empresa estiver por dentro desses quatro passos ela está no caminho certo. Se não, ainda dá tempo de se recuperar.

* Núbia Neves é Assessora de Imprensa na Race Comunicação.

Ficou interessado sobre o assunto? Clique aqui e veja mais informações sobre esse e outros serviços oferecidos pela Race Comunicação.

Gostou do artigo?

Glossário de assessoria de imprensa

Por Rodolfo Zanchin

Alcance: área geográfica da audiência e do número de leitores, ouvintes ou telespectadores que a mídia naquela região pode atingir.

Artigo: publicado normalmente em revista, internet ou jornal de grande circulação. Este tipo de texto discute, analisa ou interpreta um problema, assunto ou tendência. Uma das características do artigo é que leva mais tempo para pesquisar e produzir do que uma notícia. Os artigos geralmente são opinativos e refletem a ideia de uma pessoa, empresa ou entidade.

Assessoria de imprensa: sua principal tarefa é tratar da gestão do relacionamento entre uma pessoa física, entidade, empresa ou órgão público e a imprensa.

Boilerplate: breve parágrafo apresentando quem você é, o que e como você faz, normalmente usado como o primeiro parágrafo em uma biografia ou o último parágrafo em um comunicado à imprensa.

Briefing: documento contendo a descrição da situação de uma marca ou empresa, seus problemas, oportunidades, objetivos, metas e recursos para atingi-los. Pode ser em formato de perguntas e respostas ou em tópicos ou ainda apenas um texto com direcionamentos sobre o produto ou serviço.

Centimetragem: Forma de medir e mensurar resultados de anúncios publicitários ou matérias em jornais e revistas. A medida usada é centímetros/coluna.

Clipadora: empresa especializada em buscar e relatar os resultados de uma assessoria de imprensa obtidos em jornais, revistas e sites.

Coletiva de imprensa: evento para disseminação de dados e notícias por uma fonte, empresa ou entidade para vários jornalistas de uma só vez. O formato é geralmente uma apresentação de informações realizado pelo porta-voz da organização, seguido de uma sessão de perguntas e respostas. Em muitos casos, ela ocorre em situações de crise ou lançamentos e tem um tempo pré-determinado para acabar.

Clipping ou Clipe: recorte de jornal ou revista, pode ser também uma captura da tela do computador quando é uma publicação online ou ainda um corte de segmento de um vídeo ou áudio, para mensurar os resultados obtidos.

Comunicado Oficial: texto objetivo que relata o posicionamento oficial da empresa, pessoa ou entidade sobre determinado assunto.

Comunicação integrada: abordagem multidisciplinar, que utiliza uma série de técnicas e ferramentas de comunicação, a fim de entregar um conjunto consistente de mensagens. O objetivo é conseguir uma comunicação direta com o público. E independente da forma como será feita, as mensagens e a comunicação estarão alinhadas com as estratégias da companhia.

Corporate fact sheet: conhecido também como Fact Sheet, é um documento com apenas uma página que descreve os princípios de uma empresa, serviços, números gerais e faturamento (quando público). Inclui endereço, telefone, e-mail e mapa para permitir que os clientes potenciais ou repórteres encontrem facilmente o negócio.

Coluna: artigo escrito por um especialista, normalmente publicado em jornais ou revista, no qual o colunista escreve semanalmente ou todos os dias.

Cronograma de ações: instrumento de planejamento e controle semelhante a um diagrama, em que são definidas e detalhadas minuciosamente as atividades a serem executadas durante um período estimado.

Deadline: o prazo final para enviar materiais, fechar reportagens, entrevistas, etc.

Editorial: declaração de opinião de um editor sobre você e seu negócio. Além disso, um termo para a cobertura da mídia gerada pela equipe de notícia. Editorial é também um texto, feito pelo editor, que resume e comenta as matérias de uma publicação (normalmente em revistas).

Entrevista: conversa entre duas ou mais pessoas (o entrevistador e o entrevistado) em que perguntas são feitas pelo entrevistador de modo a obter informações necessárias por parte do entrevistado.

Exclusiva: notícia, entrevista ou artigo de destaque que apenas um jornal, revista, rádio, site ou televisão pode publicar/apresentar. Normalmente, esse tipo de destaque é negociado previamente pela agência assessoria de imprensa do entrevistado.

Exposição: a medida que o público-alvo torna-se consciente de uma pessoa, mensagem, atividade, tema ou organização através dos esforços da agência de relações públicas/assessoria de imprensa.

Follow up: trata-se da comunicação que envolve o monitoramento de objetivos e metas, após um contato pré-estabelecido.

Fotolegenda: texto explicativo sobre a foto que o acompanha, enviada para determinado mailing list de jornalistas.

Ghostwriter: pessoa que escreve artigos ou discursos para uma outra pessoa que reivindica a autoria.

Hard news: história que é verdadeiramente interessante, factual e objetiva. Algo que aconteceu naquele dia ou mesmo naquele momento.

Key Message: palavra-chave ou frase que a assessoria de imprensa, a própria empresa ou o departamento de comunicação têm a intenção que seja retida pelo público.

Mailing list: lista de editores e jornalistas de cada publicação em circulação. Inclui número de telefone, endereço, cargo, editoria e e-mail.

Media relations: a prática de lidar com jornalistas / blogueiros / membros dos meios de comunicação para construir boas relações de trabalho e gerar cobertura de mídia e editoriais favoráveis. É a base de trabalho de uma agência de relações públicas ou de assessoria de imprensa.

Media training: simulações realizadas com o profissional, que é um porta-voz, para que tenha efetividade como um gestor de comunicação, embora seja líder em outra área. Diz respeito sobre como funciona a mídia e informações que os jornalistas buscam e quem são estes profissionais.

Meet and greet: conhecido também por alguns profissionais como goodwill, é uma espécie de reunião realizada, geralmente de forma rápida entre fonte, assessor de imprensa e jornalista para propor pautas, conversar sobre a fonte e apresentar ideias ou pontos de vistas sobre possíveis matérias.

Mídia Espontânea: publicações veiculadas em qualquer meio de comunicação de forma espontânea, ou seja, sem plano de ações por parte da assessoria de imprensa.

Mídia Provocada: Publicações veiculadas em qualquer meio de comunicação estimuladas pela assessoria de imprensa, através de disparos de releases, sugestões de pauta, ou outras ações de relações públicas realizadas.

Off-the-record: ou apenas Off são informações fornecidas por uma fonte para um repórter e que, quando previamente acordado com o jornalistas, não pode ser publicada ou usada de qualquer forma.

Pauta: orientação que os repórteres recebem descrevendo que tipo de reportagem será feita, com quem deverão falar, onde e como. Pode ser também o enfoque sobre algum fato.

Pesquisa de opinião: levantamento que mensura a resposta de uma pergunta sobre um tema.

Plano de comunicação: a estratégia que é elaborada para alcançar um público-alvo usando canais de comunicação corporativa como: publicidade, relações públicas, experiências, eventos, ações, etc.

Porta-voz: representante de uma organização e que é uma fonte especializada disposta a comentar com a imprensa sobre uma questão pontual.

Position Paper: nota que apresenta a opinião, normalmente do autor ou de outra entidade especifica, sobre um assunto e que é enviada para a imprensa.

Press kit: kit com informações específicas entregue aos meios de comunicação por uma empresa. Normalmente contém material base, fotografias, ilustrações, comunicados de imprensa e em alguns casos, brindes da empresa que está divulgando.

Press release: ou News Release, ou ainda, apenas Release é a forma escrita mais comum, usada em relações públicas, para anunciar notícias e informações sobre produtos, serviços, empresas, etc.

Pronunciamento oficial: comentário escrito ou falado preparado para efeitos de resposta consistente a determinadas questões e que dizem respeito a um grupo grande de pessoas. Em muitos casos usados apenas por chefes de estado ou ministros.

Q&A: este documento, muitas vezes sigiloso, contém possíveis perguntas e também prováveis respostas para muitos assuntos de uma empresa, serviço ou produto. Nele o porta-voz se baseia para saber como responder determinadas questões.

Solicitação de imprensa: pedido que o jornalista faz a empresa por meio da assessoria de imprensa. Podendo ser: uma entrevista, cobertura de pauta, etc.

Sugestão de Fonte: é uma ferramenta de assessoria de imprensa na qual você oferece seu porta-voz para determinando mailing list de jornalistas.

Sugestão de Pauta: mensagem escrita para introduzir uma fonte ou ideia da história para um ou mais jornalistas.

Stakeholder: conhecido também como público de interesse, é a parte que afeta, ou que podem ser afetadas pelas ações de uma organização.

Talking Point: declarações sucintas que abordam pontos cruciais sobre determinado tema.

Se você se interessou pelo Glossário de assessoria de imprensa, confira o Glossário de comunicação interna que a Race preparou para você.

* Rodolfo Zanchin é Assessor de Imprensa na Race Comunicação

Ficou interessado sobre o assunto? Clique aqui e veja mais informações sobre esse e outros serviços oferecidos pela Race Comunicação.

Gostou do artigo?

O que é o áudio release?

Por Maira Manesco

O áudio release, assim como o press release, é um material de divulgação que apresenta informações sobre determinada empresa e é enviado para jornalistas com a intenção de sugerir pautas para os veículos de comunicação.

Normalmente utilizado para anunciar novidades, lançamentos e importantes informações, o áudio release é enviado para veículos de rádio AM e FM de editorias que o cliente deseja informar. O arquivo é gravado em formato MP3 e enviado ao mailing de imprensa por e-mail para verificação e download.

O envio do áudio release é indicado principalmente para pautas altamente relevantes para programas de rádio, como lançamento de produto ou marca e depoimento ou entrevista do porta-voz da empresa, pois o material com conteúdo jornalístico chega à redação editado e pronto para ser veiculado.

* Maira Manesco é Assessora de Imprensa na Race Comunicação.

Ficou interessado sobre o assunto? Clique aqui e veja mais informações sobre esse e outros serviços oferecidos pela Race Comunicação.

Gostou do artigo?

O perfil de um assessor de imprensa

Por Lívia Caixeta

A diversificação dos canais de comunicação exige profissionais versáteis e proativos

Em uma breve busca na internet encontrei algumas definições para o termo “Assessor de Imprensa”. Vejam um dos mais completos que replico do site Infojobs:

“O Assessor de Imprensa é o profissional responsável por realizar a intermediação da comunicação entre uma empresa, entidade, pessoas e os meios de comunicação.

Um Assessor de Imprensa divulga as atividades de uma determinada pessoa, empresa, produto ou serviço, despertando o interesse da mídia para os assuntos relacionados ao cliente. (…)

Para que o profissional tenha um bom desempenho como Assessor de Imprensa além da graduação é necessário ser altamente capacitado, conhecer muito bem as estruturas de funcionamento de cada um dos veículos de comunicação e o perfil de seus respectivos profissionais.”
http://www.infojobs.com.br/artigos/Assessor_de_Imprensa__3714.aspx

Talvez esta definição não esteja assim tão completa. Com a diversificação dos tipos de mídias e a invasão das redes sociais, fortalecendo a comunicação interativa/participativa, as informações passam a circular muito mais rápido. Com isso, o assessor de imprensa também precisou se atualizar.

O que no início limitava-se a, praticamente, produzir um texto informativo e contextualizado hoje pede globalização, estratégia, foco e conhecimento multi plataforma. Ou seja, o trabalho do assessor de imprensa não pode mais estar limitado ao contato com o jornalista dos veículos da grande mídia. Também temos de perceber o potencial de divulgação de notícias que blogs, perfis do Facebook, Twitter, etc. possuem.

Ou seja, o assessor de imprensa além de proativo e pesquisador precisa ter noções de gestão estratégica para alcançar seus objetivos. Com tantas publicações é necessário, acima de tudo, versatilidade para enxergar, entender e conseguir se comunicar com a gama de canais em que o cliente pode ser exposto.

* Lívia Caixeta é Diretora da Race Comunicação

Ficou interessado sobre o assunto? Clique aqui e veja mais informações sobre esse e outros serviços oferecidos pela Race Comunicação.

Gostou do artigo?

Quando eu preciso de comunicação interna?

Por Filipe Andrade

Apesar de possuir uma relevância ainda maior em momentos de crise, a comunicação interna é indispensável no dia a dia de uma organização, sempre.

Conforme argumenta Camilla Stivelberg, em sua tese ‘Comunicação Interna: Gestão e Prevenção de Crises’, “todas as organizações estão sujeitas a possíveis crises, sejam elas de pequenas proporções a grandes catástrofes”.

E, apesar do risco, essas situações adversas não estão, necessariamente, ligadas ao uso ou não de uma comunicação interna efetiva. A aplicação de ferramentas dinâmicas de comunicação e relacionamento com o público, por outro lado, será determinante para minimizar os efeitos da crise. Ou seja, quanto mais dinâmica a comunicação, menor os efeitos da crise e vice-versa.

Mais que isso, em todos os níveis de uma organização, a comunicação interna é indispensável para o alinhamento da equipe em torno de objetivos comuns, qualquer que seja o momento. Assim, a empresa estará preparada para eventuais momentos de crises, além de manter um time de profissionais motivados e focados.

A forma de se fazer comunicação interna, no entanto, varia de organização para organização, afinal, as ferramentas são inúmeras – jornais murais, house organs, TV’s e rádios corporativas, email marketing, informativos via intranet e os sites de redes sociais, cada vez mais importantes e mais valorizados dentro das estratégias de comunicação.

Se sua empresa tem muitos funcionários, muitas informações acontecendo e os colaboradores não estão acompanhando. Você está precisando de comunicação interna. Para uma comunicação interna eficaz é necessário ter gente disposta em saber das informações, pessoas gabaritadas para escrevê-las, apurá-las e também em publicá-las. Periodicidade também é fundamental. Mas não existe milagre na comunicação com os seus colaboradores se a empresa está totalmente desorganizada em outros aspectos. Faça uma autoanálise e se tiver dúvidas, consulte um especialista na área.

*Filipe Andrade é assessor de imprensa na Race Comunicação

Interessado nesse assunto? Clique aqui e veja mais informações sobre esse e outros serviços oferecidos pela Race Comunicação.

Gostou do artigo?

Assessoria de imprensa reativa

Por Núbia Neves

Nem só de notícias positivas vive uma empresa. Verdades ou mentiras são usadas contra empresas, produtos e serviços todo o tempo na mídia. Esse é mais um dos motivos que comprovam a importância de ter uma assessoria de imprensa. Quando trabalhamos com empresas ou assuntos polêmicos, é muito importante que estejamos sempre preparados para lermos matérias que coloquem em cheque a confiabilidade das marcas.

É impossível controlar a mídia. Blogueiros, sites, formadores de opinião, publicam a toda hora informações que podem ser opiniões pessoais ou possuírem embasamentos e comprovações. Essas matérias são difíceis de serem previstas. Por isso, manter o monitoramento em todos os tipos de mídia é a melhor forma para estar preparado.

Através da checagem diária, assim que uma matéria negativa é publicada é possível entrar em contato com o jornalista ou com o especialista usado como fonte para a notícia. É muito importante que a empresa, juntamente com a assessoria de imprensa, prepare um Q&A (Questions and Answers) que preveja perguntas e respostas com informações negativas e positivas que podem ser ditas. Com esse material em mãos, o contato com quem disseminou a informação é muito mais ágil e eficaz.

É importante ter em mente que nem sempre as informações negativas geradas por um veículo jornalístico são culpa do jornalista. Os repórteres e editores têm como obrigação consultar especialistas sobre os assuntos que vão tratar, e esses especialistas, normalmente, têm embasamento para tratar desses assuntos. Portanto, tenha sempre que possível preparadas suas “provas” de que o que estão dizendo está errado.

Pode ser que a matéria não seja modificada, principalmente quando se trata de um material impresso, porém, se conseguirmos mostrar para o jornalista que a informação não era correta, a chance dela se repetir é muito pequena. Além disso, no melhor dos casos, a empresa ou produto, pode entrar na lista de porta-vozes do jornalista, fazendo com que sejam procurados para uma próxima matéria.

* Núbia Neves é Assessora de Imprensa na Race Comunicação

Interessado nesse assunto? Clique aqui e veja mais informações sobre esse e outros serviços oferecidos pela Race Comunicação.

Gostou do artigo?