Comunicação corporativa na era digital

Comunicação corporativa na era digital

Comunicação corporativa na era digital

O ambiente corporativo atual passou por intensas rupturas nas últimas décadas devido ao boom da era digital e das novas possibilidades de criação e de relacionamento empresarial que foram desenvolvidas. Novas maneiras de comunicação foram estabelecidas e, agora, o que rege o fluxo de trabalho de uma instituição é a forma como nos adaptamos e nos comunicamos diante deste novo ecossistema. Os olhos corporativos estão agora voltados para a mais diversas perspectivas que o ambiente virtual pode proporcionar.

Com o desenvolvimento de novas ferramentas e a apresentação deste novo cenário de era digital, a comunicação corporativa recebeu um destaque ainda maior no planejamento estratégico de negócio.  O motivo dessa ênfase é a inovação no modo de se relacionar, prospectando audiência e fazendo com que futuros clientes tenham interesse em conhecer aquele mercado que se destacou e arriscou apostar em uma tecnologia diferenciada.

Comunicações digitais

Além disso, manter uma comunicação corporativa de qualidade é uma das principais maneiras de fazer com que sua marca cresça no mercado empresarial e se destaque pela sua boa reputação. Para isso, as redes sociais – tanto pessoais quanto corporativas – são peças chave para que a sua identidade seja trabalhada de acordo com determinado aplicativo, atinja um público focal e seja lembrada da maneira correta.

É preciso também sempre estar atento às mudanças sociais que podem afetar o fluxo de trabalho da instituição e se manter alerta diante dos comportamentos de seus clientes, pois são eles que irão ditar qual a tecnologia da vez e o que eles estão esperando dela para que seja usada com mais frequência.

Storytelling: a grande ferramenta estratégica

O que o seu público espera de você na era digital? Mais ousadia? Mais criatividade? Mais atitude? Qual a reputação que você deseja passar para quem acompanha as redes no qual você alimenta?

Essas são perguntas iniciais para se fazer ao iniciar uma carreira digital, pois a comunicação corporativa quando bem trabalhada virtualmente, pode fazer muito barulho na imprensa – ou mesmo no ambiente corporativo -, mas quando mal planejada, pode ser fatal para alavancar sua marca.

Diante disso, é importante saber que as histórias também vendem. Ao estabelecer um formato de comunicação, a narrativa precisa ser bem elaborada para cativar o público que se deseja alcançar. Criar um conteúdo relevante é o que dá força para as estratégias digitais.  Atrair a audiência por meio de palavras que façam sentido e causem empatia é a tática para chamar atenção. Portanto, relacionamento de vendas neste momento de intenso fluxo de informações correndo pela internet é indispensável para alavancar sua marca e sua empresa.

Por Ana Luiza Antunes

 

 

 

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7 piores erros de quem não tem um media training

7 piores erros de quem não tem media training

Toca o telefone. Do outro lado da linha o jornalista pergunta se poderia agendar uma entrevista. E agora?

Esta pode ser a oportunidade de ouro para “crescer e aparecer” no mercado ou até para reforçar uma mensagem estratégica. Mas, o que é um sonho pode virar um grande pesadelo em questão de minutos. Isso porque, caso o porta-voz da empresa não esteja preparado para atender a esta demanda de imprensa, o efeito pode ser reverso e fazer os negócios despencarem.

Mas não há motivo para pânico. A palavra de ordem para que os resultados de uma entrevista sejam positivos é preparação. Com um media training, é possível saber o que fazer e, principalmente, o que NÃO fazer diante de um repórter. Abaixo seguem alguns dos piores (e mais comuns) erros cometidos nessa hora:

  • Não levar em conta a aparência

É muito importante cuidar da forma como irá se apresentar em uma entrevista, especialmente se for para programas de TV. Mas, mais do que investir em um vestuário chique, é preciso que a aparência acompanhe a pauta. Se for falar sobre solidez e tradição, invista em peças que transpareçam essa ideia. Mas se o assunto abordado for inovação, vale apostar em um visual mais moderno.

  • Falta de expressividade

Não existe nada pior do que conversar com uma pessoa monótona, que não demonstra emoções e nem muda a expressão facial na hora da conversa. Os gestos e as oscilações na voz são imprescindíveis na hora de passar uma mensagem. Lembre-se que apenas 7% da comunicação são as palavras.

  • Levantar assuntos polêmicos

Todos temos opiniões sobre questões políticas, religiosas, comportamentos sociais, futebol etc. Mas isso não significa que elas precisem ser expressas, especialmente fora de contexto e diante de um jornalista. Por isso, evite assuntos polêmicos, pois eles podem virar o tema principal da conversa e estampar a manchete do jornal.

  • Esconder o problema

Algo deu errado nas operações da empresa? É melhor não tentar esconder ou minimizar o problema. Além de demonstrar falta de sensibilidade, o jornalista irá perceber que este é um ponto fraco e explorar ao máximo. Enfrente a situação da forma mais clara e estratégica possível.

  • Entrar em um batalha com o repórter

Embora seja necessário tomar cuidado com o que se fala diante das câmeras ou de um gravador, isso não significa que o repórter seja seu inimigo. Um entrevista não é uma batalha e não existe a necessidade de se armar para isso. O recomendado é que o porta-voz seja gentil e forneça as informações necessárias, sem expor confidencialidades e incluindo as mensagens-chave.

  • Ser prolixo

Seja claro e objetivo. Além de ser enfadonho conversar com uma pessoa que se repete muito, isso transparece despreparo e falta de informação.

  • Pedir para conferir a matéria antes da publicação

Esta é uma das dicas mais importantes. Em hipótese alguma peça para ver o que foi escrito ou produzido antes da matéria ir ao ar. Isso desrespeita o trabalho do jornalista e pode ser interpretado como uma tentativa de controlar o que será divulgado. O ideal é fazer o melhor possível durante a entrevista, pois quando ela terminar, nada mais poderá ser feito.

Por Thamyris Barbosa

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Para além da assessoria de imprensa

Para além da assessoria de imprensa

Num contexto de transformações tão profundas e velozes no universo da comunicação, as estratégias cunhadas por empresas para dar voz às suas mensagens, produtos e serviços devem integrar uma ampla gama de soluções. Alguns temas ou abordagens funcionam melhor em determinados canais e menos em outros. Uma análise profissional e aguçada é necessária para estabelecer o tipo de conteúdo, formato e em quais mídias devem ser veiculados.

A assessoria de imprensa, neste cenário, deve ser vista como um entre os tantos mecanismos disponíveis para realizar a tarefa. Há algum tempo, numa era pré-digital, posicionava-se como a principal estratégia para a comunicação corporativa, mas esta realidade mudou bastante. Junto com ela, é essencial modificar a forma de pensar e utilizar a ferramenta.

Nos últimos anos, tradicionais revistas e jornais deixaram de circular. Por um lado, o círculo de opções para oferecer e emplacar pautas fica cada vez mais apertado. Por outro, este movimento tem contribuído para a migração de jornalistas das redações para o mercado de relações públicas, alimentando novas perspectivas sobre o futuro do setor.

Isso posto, fica mais claro que as estratégias de relações públicas e assessoria de imprensa precisam estar cada vez mais abertas a abordagens criativas e inovadoras, que até pouco tempo não eram muito exploradas. Ao mesmo tempo, necessitam se integrar às ferramentas digitais para que a comunicação seja pensada em 360°.

Algumas dicas podem ser úteis para se manter relevante no mercado, cada vez mais competitivo.

1- Consultoria

Em primeiro lugar, o profissional da área deve atuar como um consultor, identificando as necessidades de comunicação do cliente, e apontando os melhores caminhos para que consiga atingir seus objetivos. Neste sentido, é fundamental pensar em multiplataformas.

2- Relacionamento

O relacionamento deve permanecer como um dos principais aliados de um assessor: estar em contato com jornalistas, influenciadores (blogs, redes sociais, podcasts etc.) e outros assessores aumenta muito a credibilidade do profissional e as chances de contribuir com um conteúdo e novas oportunidades surjam, como troca de pautas, pautas conjuntas, indicação de personagens e cases.

3- Audiovisual

A utilização de elementos audiovisuais como imagens, infográficos, vídeos, podcasts, galerias de fotos etc., é uma tendência, com a capacidade de tornar pautas e conteúdos muito mais chamativos.

4- Branded Content

O branded content ganha cada vez mais força e espaço. De acordo com dados do Midia Lab do Estadão, 90% dos grupos de mídia americanos esperam que sua receita de branded content cresça mais do que qualquer outro fluxo de receita (assinaturas e anúncios em vídeo gráficos). Isto se deve ao fato de a estratégia ser muito mais atraente do que outros tipos de anúncio: a média de interação com conteúdo de marca escrito é 36 segundos, contra 1,6 segundo com anúncios num banner.

5- Podcasts

É bom ficar de olho nos podcasts. Estes formatos em áudio estão se tornando mais sofisticados, diversificados e vêm conquistando uma multidão de pessoas.

Segundo estudo recente realizado pela Associação Brasileira de Podcasters (Abpod) existem 2 mil podcasts ativos no país. Ou seja, aqueles que são exibidos com regularidade (em geral, semanais) e que podem ser acessados por meio de diferentes plataformas.

A pesquisa, feita em parceria com o Ibope Inteligência, concluiu que 40% dos 120 milhões de usuários da internet no Brasil já ouviram pelo menos uma vez um programa desse tipo. Além de amplo, o público é qualificado. De acordo com o levantamento, ele é mais escolarizado e tem renda superior à média da população.

Por Thiago Eid

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Digital PR: um novo olhar sobre o profissional de comunicação

Digital PR: um novo olhar sobre o profissional de comunicação

O advento da internet e o fenômeno das redes sociais trouxeram mudanças conjunturais à sociedade. No campo comunicacional, a maneira de consumirmos informação mudou drasticamente. Como reflexão, o Facebook existe apenas há 15 anos. A exemplo de outras transformações, o que conhecemos até então como “assessoria de imprensa” também foi alterado. Por isso hoje trazemos para debate um novo olhar sobre o profissional de comunicação: o Digital PR – comunicador que traz mais dinamicidade autenticidade e personificação de acordo com as exigências do momento.

Há pouco, quando se contratava uma assessoria de imprensa esperava-se que seus profissionais produzissem press releases, fizessem follow-up, organizassem encontros e ações de relacionamentos com jornalistas, coletivas de imprensa e press-trips, elaborassem press-kits, media trainings, finalmente salvaguardassem a imagem da organização ou marca, com intuito de gerar visibilidade e contribuir para construção de uma reputação positiva por meio do relacionamento efetivo com a imprensa.

Atualmente, embora tais ferramentas sejam usuais, tenham seu peso e não devam ser descartadas, novas formas de atuação foram inseridas no trabalho de PR (Public Relations).

Para atender as novas demandas sociais e dialogar com o momento, é importante que a começar pela nomenclatura, que os comunicadores remodelem seu mindset e pensem a área como Assessoria de Comunicação, ou seja, um conceito holístico.

 Influenciadores e redes sociais

O profissional do momento não pode ser considerado apenas um assessor de imprensa, pois sua atuação não se restringe no relacionamento com jornalistas que estão nas redações tradicionais. Hoje é impossível pensar em uma estratégia efetiva de comunicação corporativa, que não contemple os chamados influenciadores, que propagam informações em diversas redes sociais (Facebook, YouTube, Linkedin, Twitter etc.), e conteúdos em blogs, além de disseminarem ideias e opiniões em ambientes offlines, como em palestras, reuniões, encontros, salas de aulas e consultórios médicos, programas radiofônicos e televisivos e diversos locais.

Em uma estratégia mais ampla, deve-se pensar o comunicador também como Digital PR, digo “do mesmo modo”, pois o termo é excludente. Citando o caso análogo da imprensa, em grande parte das empresas e agências de comunicação, as atividades do profissional de comunicação corporativa não se limitam no uso de ferramentas e relacionamento com formadores de opinião que estão no ambiente on-line. No entanto, vale a pena a inclusão e a aplicação de técnicas digitais e de relacionamento que buscam diversificar a atuação da empresa ou marca, pois impactam novos públicos.

Para sair-se bem, o comunicador contemporâneo ao invés de traçar um plano de comunicação que tenha somente como alvo os veículos tradicionais, por exemplo, deve buscar incluir em seu planejamento, as redes sociais dos órgãos de imprensa, que em alguns casos, tem até mais audiência do que a mídia propriamente dita; além de pautar podcasts e usar grupos sociais para divulgação de sugestões de porta-vozes e conteúdos.

Mapear influenciadores e suas variáveis, micros e nanos, que possivelmente podem ter interesse em informações da organização ou da marca, com intuito de tentar publicações espontâneas, envio de produtos e serviços para testes, participação em ativações, parcerias e outros, também é uma estratégia interessante e assertiva. No mundo atual, além de ditar tendências, esses formadores de opinião são altamente relevantes na construção de um ideal coletivo.

Press release digital  

Embora o famoso press release ainda seja relevante e funcione, redigi-lo pensando em otimizar o ranqueamento e posicionamento nas ferramentas de busca é fundamental. A construção do release efetivo leva em conta técnicas de SEO, como o uso de link building. Nesse contexto, além de auxiliar na divulgação dos valores e mensagens-chave, contribuindo para formação de imagem positiva do assessorado, também auxiliará a divulgação do negócio, gerando credibilidade e permitindo que seja encontrado por potenciais consumidores. Além disso, quanto mais interativo o conteúdo, com imagens, vídeos, infográficos e outros elementos, maior será sua aceitação. É importante ressaltar que com o enxugamento e fechamento de alguns títulos e redações, a concorrência aumentou, e para se destacar “não basta fazer o mais do mesmo”.

Também é válido destacar que, o disparo de releases em massa, embora em alguns casos resultem em publicações, não deve ser considerado como assertivos. Hoje a palavra de ordem é personalização.

Monitoramento, crises de imagem e análise de dados

Outra estratégia que deve ser usada pelo PR atual é a adoção de ferramentas como o Stilingue, em escala avançada e o Google Analytics, em uma escala menor, que  permitem analisar a estratégia adotada, com o objetivo de ter insights, coletar insumos e informações para mapeamento de pautas, prever tendências e crises de imagem e informações do que tem gerado buzz e até repensar o planejamento.  

Falando em crises de imagem, nunca foi tão relevante considerar ações preventivas que minimizem ou contenham crises originadas nas redes sociais. Atualmente, grande parte delas acontecem no ambiente on-line. O profissional moderno deve sempre estar atento tanto aos conteúdos proprietários divulgados pela marca ou organização, quanto aos disseminados por seus diversos stakeholders.  

A análise dos dados também faz parte do trabalho do novo PR. Saber classificar o que está se dito a respeito do assessorado é importante. Não adianta ter uma excelente estratégia de divulgação e coleta, se não tiver a análise dos conteúdos. Números por si só não representam nada!

As transformações digitais e sociais exigem um novo olhar sobre o desempenho do profissional de comunicação corporativa, que deve pensar fora da caixa e navegar por diversas áreas.

Por Rodrigo Freitas

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Soluções práticas para gerenciamento de crise

Soluções práticas para gerenciamento de crise

Mensuração de resultados, planos estratégicos de comunicação entre outros: a assessoria de imprensa é responsável por trabalhar a imagem da marca em diversos segmentos. Dentre estes, é também responsável por antecipar possíveis crises que a empresa pode enfrentar e elaborar junto ao cliente soluções prévias com o objetivo de driblar qualquer mal-entendido do porta voz perante a imprensa ou outras organizações corporativas. Do diagnóstico a gestão de crise, o assessor vai trabalhar a marca e o porta-voz à título de fortalecer o “colchão reputacional” da empresa frente a imprensa, clientes ou concorrentes.

Quando a crise se apresenta por riscos calculados os processos de gestão estão estabelecidos. Mas, mesmo nos momentos de gestão do imprevisível, é possível prevenir maiores desgastes  com planejamentos e treinamento adequado de media, o famoso media training. Mas, a partir do momento em que a crise já foi instaurada, cabe ao profissional de comunicação elaborar um plano e rotina para acompanhar o desenrolar do caso. Isso implica monitorar constantemente a repercussão e realizar apontamentos que podem ser úteis para entregar resultados ao cliente.

5 motivos para investir em media training

Montar um time de gestão de crise pode ajudar a clarear as ideias e pensar com mais calma sobre o que está acontecendo, enxergando de forma racional todos os pontos que precisam ser realinhados. Lembre-se: no momento da crise é essencial agilidade! Porém cuidado com ações realizadas com pressa que podem desencadear mais desdobramentos da crise.

O engajamento da equipe auxilia nas múltiplas formas de solucionar o problema de acordo com o seu perfil.  Por exemplo: se a crise foi causada após a transmissão de um vídeo, ou após a divulgação de uma ação de marketing, é importante responder de forma que atinja as mesmas pessoas que consumiram esse produto/serviço.

Logo, o ideal é elaborar uma resolução que tenha a mesma linguagem e narrativa, pois assim, da mesma forma que a empresa foi atingida, ela poderá ser reerguida e ter ainda mais engajamento do público. Outro ponto positivo que ajuda a proteger a imagem do cliente é manifestar-se o quanto antes sobre a situação. Ao se esconder, a instituição pode transmitir uma sensação de “pouco caso” sobre o ocorrido, perdendo a confiança perante a mídia e sociedade. Portanto, ser honesto e transparente demonstra preparo, agilidade, profissionalismo e cria uma reputação de seriedade diante do mercado e grupos institucionais.

Por fim, ter elaborado um planejamento de crise prévio, para que o cliente esteja ciente das ações que irão ser tomadas, assim como pequenas regras que devem ser tomadas e situações a evitar, é um passo fundamental e minimiza a possível futura crise. Pois, ao elaborar este briefing, já condiz a um pequeno treinamento que a organização terá em mente quando estiver diante de algum evento público ou corporativo. Assim, não só a imagem da empresa será protegida de maneira eficaz, mas a comunicação não terá ruído e cases de sucesso poderão surgir com simples atitudes do dia-a-dia.

Por Ana Luiza Antunes

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O release morreu?

O release morreu?

Se o jornalismo tradicional anda em crise, com demissões em massa e o fim de vários veículos, a assessoria de imprensa tal qual conhecemos também corre seus riscos. Afinal, são menos jornalistas com quem dividir pautas e profissionais muito mais sobrecarregados para dar conta de um número crescente de agências e assessores. Desde os meus tempos de faculdade decretam o jornalismo como morto ou, no mínimo, moribundo. A assessoria nunca sofreu o mesmo prenúncio, mas já que um depende do outro não seria imprudente nos preocuparmos. Será que o release, ponto central do nosso ofício, está com seus dias contados?

A preocupação vem, a princípio, de uma observação empírica. Um: preparamos um release de forma estratégica, pensando em sua relevância jornalística, e o submetemos a um processo cuidadoso de ajustes e aprovações. Dois: divulgamos o material para um mailing conquistado “na unha” e apesar de toda a dificuldade de plataformas desatualizadas e o vaivém diário das redações. Três: partimos para um follow-up dificílimo se comparado há alguns anos, com conversas nem sempre simpáticas (também pudera, telefone tocando o dia todo não é algo que estimule nossa paz interior) e zero retornos por e-mail (também pudera², é muita pauta para pouca caixa de entrada).

Será então que pecamos em insistir – como o jornalismo já fez – nas mesmas práticas? Apesar da observação pouco esperançosa acima, acredito que, do ponto de vista do método, o release segue vivo e possui uma importância fundamental: ele representa um material oficial, com informações claras, precisas e alinhadas entre empresa e assessoria. Serve de respaldo para todos os envolvidos em uma divulgação de imprensa. O problema é que a forma com que é comumente aplicado parte do princípio de que as redações são as mesmas de antes. Com isso, o material – que muitas vezes é sim relevante – não chega onde deve chegar e não atinge o resultado esperado.

A boa notícia é que jornalismo e release seguem vivos, mesmo que às vezes respirem com a ajuda de aparelhos. De um lado, o jornalismo se reinventa e explora novos formatos (oi, podcasts). De outro, resta à assessoria de imprensa acompanhar esse processo e propor novos caminhos para o release que não sejam o triste spam dos repórteres. Há mais perguntas que respostas nesse debate, mas o primeiro ponto que observo é que deixar de lado um disparador de releases para dar lugar a contatos específicos e pontuais representa uma das principais saídas – menos volume, mais qualidade.

Por outro lado, se o jornalismo explora recursos digitais, visuais e multiplataforma, por que o release não pode fazer o mesmo? Tornar as divulgações mais criativas e visuais me parece uma alternativa interessante e que chamará a atenção de uma imprensa já cansada de tantos caracteres. Infográficos, ilustrações ou vídeos podem atingir um resultado que você espera há tempos. Se comunicamos o que a marca precisa de forma alinhada às necessidades da imprensa e de um público muito mais exigente sobre o que lê ou consome, certamente estaremos prontos para encarar os novos formatos.

Por Amanda Lima

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Projetos data driven: a customização baseada em dados

Projetos data driven: a customização baseada em dados

O uso de dados pode elevar projetos personalizados a outro nível, trazendo resultados mais alinhados à sua estratégia 

Quando pensamos em projetos de comunicação digital, há uma infinidade de possibilidades para customização: a facilidade com que se opera em redes sociais, a variedade de formatos e objetivos de anúncio e, principalmente, a assertividade nas segmentações de público têm permitido às agências criarem soluções tailor made cada vez mais eficazes.

A evolução desses projetos customizados está passando por uma tendência que já há algum tempo podemos observar no mercado: a cultura data driven. Em todos os campos da comunicação, mas sobretudo no universo digital, as métricas têm guiado estratégias e tomadas de decisão. Há uma enorme gama de números e informações disponíveis para a concepção e o aprimoramento de projetos e, com isso, o bom uso dos relatórios para orientar soluções se tornou um grande diferencial competitivo.

Mas se engana quem pensa que a virada de chave passa apenas pela estruturação de um bom time de Business Intelligence. A cultura data driven deve ser implementada em um processo integrativo que considere todas as partes da agência, já que em cada área há dados disponíveis para orientar ações empiricamente – não apenas com base na intuição e nas experiências passadas.

Como a Race Comunicação implementa a cultura data driven?

Aqui na Race, criamos um grupo de estudos de Data Analytics. Juntamos colaboradores de diferentes áreas para analisar periodicamente os dados dos nossos clientes, comparar com períodos equivalentes, cruzar objetivos traçados com as métricas obtidas, contextualizar esses dados no cenário de cada setor e fazer reavaliações estratégicas que pautam nossas tomadas de decisão. A ideia é que a disponibilidade de números e informações seja aliada à expertise de cada colaborador para que a inteligência de dados faça sentido em cada área. Essa percepção multidisciplinar é fundamental para promover a cultura data driven para todos os profissionais da agência.

Projetos customizados

Mas como isso funciona, na prática? Quando recebemos um briefing, nosso time busca entender quais são os objetivos e metas da empresa, quais métricas são consideradas valiosas e quais tipos de ações de comunicação são esperadas no projeto. A partir dessa leitura inicial, entra em campo a equipe de Business Intelligence, que estuda o debrief, interpreta o histórico do cliente e analisa os dados disponíveis, as ações realizadas e o cenário do setor para traçar uma estratégia eficiente na busca de cumprir os KPIs esperados.

E é claro que não termina por aí. A ideia da cultura data driven, como o próprio nome diz, é orientar decisões e eventuais mudanças de rota com base na interpretação de dados. A customização, nesse caso, é contínua.

Ficou interessado? Mande um e-mail pra gente! Vamos conversar!

Por Felipe Vaitsman

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Como estruturar um plano de comunicação 360º

A comunicação é um segmento bastante mutável, com conceitos e estratégias significativamente efêmeros. Junto a isso, enfrentamos um processo em que agências especializadas em marketing, publicidade ou assessoria de imprensa ampliam o escopo para ganhar competitividade e passam a oferecer todos esses serviços de modo integrado. Para isso, o plano estratégico tem a obrigação de ser integrado também, certo? Certo. É aí que surge um novo jargão (já não tão novo assim) que resolve a questão e fornece diretrizes de como desbravar esses novos caminhos de forma certeira: a comunicação 360º.

Às vezes fica difícil acompanhar o surgimento de tantos novos conceitos, plataformas e metodologias, mas esse parece ser mais perene e bastante útil para pensar em como as empresas devem se comunicar explorando as mídias certas. A comunicação 360º compreende estruturar ações mais completas e capilarizadas, sem que isso signifique aumentos de budget. O custo de uma única inserção publicitária em uma emissora de televisão de grande audiência pode ser substituído por diversas ações que atingirão públicos distintos de forma mais estratégica – e barata.

Sempre que dou início a um planejamento de comunicação 360º, parto da metodologia PESO. Desenvolvida pela Associação Internacional para Medição e Avaliação da Comunicação (AMEC), maior organização de inteligência e insights de mídia do mundo, trata-se do mais avançado sistema utilizado para alinhar estratégias de comunicação às metas das organizações de forma clara e objetiva. A partir dele, é possível mapear onde se encaixa o escopo contratado pelo cliente e delinear outras ações no sentido de explorar ao máximo todos esses tipos de mídia: Paid (paga), Earned (conquistada), Shared (compartilhada) e Owned (própria).

 

Como estruturar um plano de comunicação 360º

Essa imagem é bastante didática e funciona como uma espécie de “cardápio” de comunicação. Depois de imergir no segmento do cliente, definir quais são os objetivos do negócio e da comunicação, fica muito mais simples olhar para esse quadro e estruturar quais setores explorar. E, mesmo que o escopo compreenda apenas assessoria de imprensa (Earned), nada impede que o seu plano contemple também ações pontuais com influenciadores digitais (Earned/Shared) ou até mesmo branded content (Paid/Earned). Parta do pressuposto de que seu cliente quer se comunicar melhor, e nós somos os responsáveis por propor os caminhos para que isso aconteça.

Se o seu escopo compreender produção de conteúdo para blog, redes sociais, ação com influenciadores e assessoria de imprensa, voilà! Prato cheio. O planejamento pode – e deve – partir dessa metodologia para que as ações sejam pulverizadas e sigam as mesmas diretrizes, independente do tipo de mídia. É claro que cada meio terá os seus objetivos e públicos-alvo específicos, mas um pensamento 360º garante que os resultados de todas as ações tenham um ponto em comum: contribuir positivamente para as expectativas do negócio.

Por Amanda Lima

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Planejamento em comunicação: o que não fazer

Planejamento de comunicação: o que não fazer

Costumamos pensar muito sobre ações para planejamento em comunicação. Mas sua empresa sabe o que não fazer no momento de estruturar essa área? Embora vivamos no século 21 e a sociedade tenha evoluído exponencialmente ainda existem confusões e dissociações a respeito da ideia de planejamento, principalmente pelo uso excessivo da palavra e seus respectivos conceitos.

Conforme o dicionário Aurélio, “planejamento” é o trabalho de preparação para a tomada de decisão, segundo roteiros e métodos determinados”. Já no dicionário Michaellis, “planejamento” é … determinação dos objetivos ou metas de um empreendimento, como também da coordenação de meios e recursos para atingi-los; planificação de serviços.

Pensando no sucesso do negócio, muitas organizações e marcas trabalham para incorporar em suas culturas atributos como excelência, efetividade, eficácia, desempenho, alcance, personalidade e autenticidade. Algumas afirmam ter um planejamento estratégico que guie seus negócios e resulte em ganhos e benefícios financeiros e de reputação. Mas será?

O que é planejamento?

Segundo Henry Mintzberg, um dois pais da Administração moderna e autor do livro “Planejamento e estratégia – Ascensão e queda do planejamento estratégico”, 1). Planejamento é pensar no futuro; 2). Planejamento é controlar o futuro; 3). Planejamento é a tomada de decisão; 4). Planejamento é a tomada de decisão integrada; e por fim 5). Planejamento é um procedimento formal para produzir um resultado articulado, na forma de um sistema integrado de decisões.

Pensando nos conceitos de Mintzberg e as definições encontradas nos dicionários, o que não fazer em um planejamento de comunicação?

Embora pareça óbvio, não ter uma estratégia definida, ou seja, deixar “ao deus dará”, é um grande erro que pode comprometer a imagem da organização ou marca e até afetar o negócio como um todo.  Diversas crises estruturais e de comunicação são resultantes da falta de planejamento e de um olhar crítico, que culmine em uma visão holística.

Pensar apenas no presente também é um grande defeito. Sem embasamento e estratégias pré-definidas não é possível ter um ganho maior. Ao fazer ações decentralizadas, não se agrega valor.

Apenas para elucidar, imaginemos que uma marca elabore uma grande ativação e convide influenciadores para participar. A ação ocorre com sucesso, tem grande repercussão nas mídias sociais e na imprensa, por alguns dias gera buzz, mas depois logo desaparece. Embora tenha repercutido, sem continuidade ou apartada de uma estratégia, que dê sentido e resulte em ganho futuro, não será suficiente para que as pessoas se lembrem positivamente da marca.

Só para se ter uma ideia, de acordo com a “Curva do Esquecimento”, estudo de Hermann Ebbinghaus, psicólogo e filósofo, em apenas dois dias uma pessoa esquece cerca de 70% do que aprendeu. Em um período de 30 dias, chega a 80%. A construção da reputação deve ser contínua. Já parou para pensar porque ainda hoje, mesmo com sua história de sucesso a Coca-Cola continua a se projetar?

Planejamento 360: a comunicação não é prateleira

 

Ir na direção errada também é fatal. Ao construir o planejamento de comunicação deve-se ter em mente os rumos da organização. Muitos comunicadores erram neste quesito, ao elaborar um plano sem conhecer ou entender o planejamento estratégico da empresa ou cliente. Para ser assertivo, o planejamento de comunicação deve se ancorar no planejamento macro da empresa, ou seja, ele dever ser parte de uma estratégia maior.

Não ter um planejamento de comunicação integrada também consiste numa enorme falha. Nada adianta se o planejamento contemplar apenas parte dos stakeholders. Pensar em ações com um dos públicos, como diz a expressão popular “é um tiro no pé”.

Muitas organizações tendem a priorizar a comunicação com os clientes finais, esquecendo-se que além deste público, existem outros tão quão importantes, que são cruciais na formação da reputação, como por exemplo, os colaboradores, comunidades, fornecedores, parceiros, órgãos reguladores, prospects, candidatos à postos de trabalho, dentre outros.

É importante lembrar-se que a reputação é resultante da imagem projetada, somada as percepções advindas das esferas cognitivas e racionais de um ser ou grupo. E que ela será construída, a partir de um planejamento sólido que dialogue com os interesses da organização, mas também que faça sentido para os públicos envolvidos.

Outro erro recorrente é a falta de formalização do projeto e de objetivos claros. Muitas organizações até tem um planejamento, mas fica engavetado, “escondido”, restrito apenas a alguns membros de um determinado departamento ou a alta gestão. Em alguns casos os objetivos não são coesos ou entendíveis. Isso não quer dizer que as estratégias da empresa devem ser públicas e expostas para qualquer um ou a concorrência, mas, que todos os envolvidos devem entender os rumos da organização, lógico respeitando hierarquia e suas reais necessidades de informação.

Assim ao pensar no planejamento de comunicação é importante o pensar consciente, a procura de um bem-estar comum e unificado que tenha sentido, com objetivos bem definidos e formalizados, que não torne a comunicação rígida ou burocrática, a ponto de não enxergar e prever as complexidades, vulnerabilidades e partes que formam o todo de uma organização, mas em uma conjectura específica e uma visão estratégica, que olhe o todo sem precedentes.

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Plano de Comunicação Interna

Plano de comunicação interna: 5 itens essenciais

A comunicação interna, quando bem aplicada, é capaz de garantir diversas melhorias para a empresa. E para que isso aconteça é necessário traçar um plano de estruturado para essa área, que terá responsabilidade de criar objetivos,  elaborar um cronograma e executar as estratégias. Para elucidar esse cenário e desvendar como conectar os colaboradores da empresa, reunimos cinco etapas que são imprescindíveis para criação do planejamento de comunicação interna e que garantirão que a sua aplicação seja um sucesso, contribuindo para que o negócio cresça de maneira sustentável e harmônica. Aproveite as dicas no post de hoje para planejar seu próximo ano!

  1. Analise seu cenário
  2. Foi dada a largada! Esta primeira etapa reúne uma avaliação de desempenho interno. O ideal é checar o histórico de anos anteriores e ver quais meios já foram utilizados nas ações de comunicação com o público interno.

    Essa análise será fundamental para verificar quais formatos efetivamente alcançam o público e os modelos que mais chamaram atenção. Mas, ainda mais importante que isso, é essencial conferir os meios que apresentaram ruídos ou até mesmo conflito interno. Lembre-se: a comunicação interna deve ser feita de maneira cuidadosa, pois ela pode ter consequência direta na colaboração de todos na empresa. Aproveite esse momento para determinar os recursos que serão deixados para trás, o que será mantido e o que será aperfeiçoado para garantir sucesso nesse projeto.

  3. Conheça seu público
  4. Entender seu público vai ajudar na hora de escolher os meios de comunicação. Existe uma necessidade real de analisar os perfis e entender, por exemplo, quais são as preferências e como consomem informações. Além disso, busque entender como o público interno enxerga a empresa e a maneira que ela se comunica até o presente momento.

    Essa etapa coletará informações de campo e norteará o plano, permitindo, futuramente, que as áreas responsáveis adotem canais mais adequados para comunicar os diferentes públicos dentro da empresa.

  5. Defina seus objetivos
  6. O próximo passo é estabelecer metas e objetivos. Assim, o plano fechará a lacuna entre as ações atuais e o resultado desejado. Este é o momento no qual a empresa define os tipos de comunicação que melhor transmitirão sua mensagem ao seu público-alvo.

    É possível incluir boletins semanais, postagens em blog, vídeos, mídias sociais, podcasts, videoconferência, entre outros. Qual é o melhor formato para se comunicar com os colaboradores da sua empresa?

  7. Crie seu plano e seu calendário
  8. Até aqui foi possível compreender cenários, conhecer melhor os colaboradores e suas demandas e traçar objetivos do plano de comunicação interna. Portanto, se a empresa já está ciente de onde deseja chegar, é hora de definir as datas em que as ações serão executadas e o custo de cada uma delas. Mantenha sempre a alta gestão ciente dos investimentos e resultados que a ação trará para o negócio.

    Para uma execução mais eficaz, detalhe as ações no cronograma para que todos os participantes estejam informados do tempo de cada uma delas. Aproveite aplicativos como Trello, que pode criar um gerenciamento de projeto de forma simples e intuitiva, para estipular prazos e acompanhar o andamento das atividades.

  9. Mensure o resultado
  10. Projeto em andamento é hora de analisar feedbacks!

A mensuração de resultado é indispensável para entender se todo o planejamento gerou o resultado esperado. Crie indicadores que evidenciarão os efeitos das ações executadas, sendo positiva ou não. Com isso, se houver falhas, a área responsável irá detectá-las e corrigi-las imediatamente.

Além da aplicação de pesquisa interna, indicadores como redução de turnover, interação nos canais oficiais de comunicação e aumento da produtividade podem ser definir o sucesso de todo o trabalho.

Esse post reúne somente algumas formas de elaborar um plano de comunicação. Para mais informações sobre comunicação clique aqui.

Por Evelyn Spada

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